<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660</id><updated>2012-02-09T15:21:59.468-02:00</updated><title type='text'>Pensamentos de Naul</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>156</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-7720268210827108521</id><published>2012-01-30T11:35:00.006-02:00</published><updated>2012-01-30T13:52:09.120-02:00</updated><title type='text'>Sobre ela, o sexo e as linguíças</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-HaRczw2Ec2Q/TyadpErYnKI/AAAAAAAAAak/Xwrnjg13HH4/s1600/ela-sexo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-HaRczw2Ec2Q/TyadpErYnKI/AAAAAAAAAak/Xwrnjg13HH4/s400/ela-sexo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703419307067219106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E depois nossos corpos caem estirados. A respiração encontram-se  levemente ofegante, os olhos encontram-se no espelho do teto e sorriem. Uma das quatro mão dobra-se atrás da cabeça buscando aquele baseado que havia apagado-se durante o sexo. Uma outra mão, do outro corpo, busca o isqueiro na cabeceira oposta da cama e a boca dela puxa enquanto meus dedos fazem o fogo. Foram-se 04 tragadas de silêncio naquela espera da respiração voltar ao normal. No silêncio as mãos corriam entre costas, pernas, seios, peitos e baseados e olhos perdidos na fumaça azul do haxixe até ela quebrar o silêncio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que você gosta em mim? – disse ela virando a cara para cima encarando-me pelo espelho – Digo, sei lá, o que você gosta em mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Diferente da anterior está é pequena, muito pequena, as duas mantêem o mesmo estilo de corpo magro, pequena barriga saliente, mas o resto do corpo magro. Essa bunda é menor, porém mais confortável de apoiar a mão. Hm, ela me perguntou alguma coisa, devo responder, responder direito, sempre gostei de boas respostas nesse momento pós orgásmico. Elas saem mais fácil de mim, digo, a verdade sai mais fácil de mim” Pensava enquanto voltava a encarar os olhos claros da pequena mulher – e esses olhos, ah, esses olhos – pensei até, finalmente, responder:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Gosto daquilo que ninguém mais vê – disse tentando não ser tão enigmático assim, apenas precisava de um pouco mais de tempo para montar a lista na cabeça e evitar os “ahns”  e “ hms” que tornavam qualquer conversa com cara de menos interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sorriu, beijou-me no rosto e aguardou o resto da resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Gosto dessa maciez da pele, sabe? Parece alguma coisa melhor que pele, mais macia,  gosto de como nossos olhos encontram-se em qualquer lugar e um sorriso misto de sinceridade com amor e paixão desponta na sua boca enquanto eu continuo com  cara de bobo, gosto de como você se faz de forte para o mundo e de como você deixa essa força de lado quando se encontra comigo. E, principalmente, gosto como o seu corpo magro encaixa perfeitamente quando sua cabeça encosta no meu peito. Vocé é pequena, mesmo com o braço sob sua cabeça ainda consigo apertar sua bunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela deu uma risada apaixonada e apertou-se no meu corpo, pude sentir seus pequenos peitos endurecendo, sua buceta esquentou minha coxa e a respiração ofegante tomou conta do meu ouvido enquanto o azul de seus olhos sumiam para mais um beijo. Transamos mais uma vez aquela noite, nos vestimos e eu a deixei em casa, tomei mais um drink para arrumar os pensamentos e dormir até o dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O sol entrou pela janela de frente e o latido dos meus cachorros me fez acordar cedo. Vesti a mesma calça e a mesma camisa do dia anterior e fui comer sentindo o cheiro daquele hidratante doce que ela faz questão de espalhar pelo corpo. “Ai está seu segredo, pensava enquanto ligava o carro e jogava fora a garrafa de cerveja matinal com a ponta dentro, ai está o segredo daquela pele." Estava pronto para o café manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os poderes do sexo são impressionantes. Basta uma boa noitada, com uma mulher interessante que a manhã seguinte torna-se mais brilhante, mais chamativa, os “ inas” e “onas” do meu corpo exalavam por todos os poros, estava bem, feliz, com fome e sorridente. Nada me faz sorrir e me dá fome de manhã, nada além de sexo e haxixe; pensava enquanto estacionava o carro e dava bom dia para o manobrista – que não manobra – e sorria para uma daquelas mulheres nos seus 37 anos mas com um marido rico para sustentar-lhe a juventude até pelo menos os 40.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela devolveu o sorriso e mostrou-me a aliança, dando de ombros e entrando em sue belo Passat.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arnaldo, o atendente da padaria desligou a água da pia antes de me saudar e descobrir o que eu comeria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Graaaaaaande Brian! Cadê aquela moça que veio com você semana passada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que maravilha hein!? Me dá uma daquela que eu largo minha esposa agora. HAHAHAHAAHAH. Né não, Geraldo, largo agora!! HAHAHAHA – ele dizia, cutucando um velho funcionário e gargalhando alto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arnaldo era um grande homem nordestino. Falava alto demais mas tinha um apreço fino por seus clientes. Sabia o nome, história, time e preferência de todos, sempre com aquele jeito bonachão e o riso estrondoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E hoje vai ser o que, Brian? Tá na onda saudável ou posso encher seu copo com suco de laranja e vodka e preparar quele sanduíche de pernil gordo!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deixei a saúde em casa ontem, Arnaldo, pode mandar ver que a carcaça aqui tá precisando de um pouco de gordura e energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arnaldo riu alto mais uma vez antes de espremer três laranjas dentro de um copo com uns 150ml de vodka, tudo com as próprias mãos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Depois da vodka e do sanduíche eu sentia-me pleno. Alcancei a rua, depois de pagar a conta, com o cigarro e o isqueiro na mão. O tempo estava homogêneo de um cinza claro brilhante e a temperatura amena, perfeita para recostar-se num bar e assistir ao futebol de domingo, perfeito para ver os homens sofrendo por alguma coisa sem valor algum, as mulheres fingirem felicidade ao acompanhar seus namorados e as solteiras comerem linguíça de metro nas mesas ao meu lado. Pode ser um pouco doentio da minha parte, mas mulheres comendo linguíça, principalmente quando elas estão em dupla, sempre me remete a um contexto sexual. Acho que, dentro da cabeça delas, deve haver uma vontade implícita de fazer sexo naquele exato momento. Pode ser idiotice minha, mas torna meu mundo mais divertido, mais libidinoso, mais pornográfico e até, quem sabe, mais sincero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-7720268210827108521?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/7720268210827108521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=7720268210827108521' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/7720268210827108521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/7720268210827108521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2012/01/sobre-ela-o-sexo-e-as-linguicas.html' title='Sobre ela, o sexo e as linguíças'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-HaRczw2Ec2Q/TyadpErYnKI/AAAAAAAAAak/Xwrnjg13HH4/s72-c/ela-sexo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-3449959384291442763</id><published>2012-01-18T17:00:00.005-02:00</published><updated>2012-01-18T17:37:50.093-02:00</updated><title type='text'>A mulher dos meus sonhos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Rk-zIYe5Ms4/TxcXCpg5qcI/AAAAAAAAAaY/SNUOyCMyPqA/s1600/a%2Bmulher%2Bdos%2Bmeus%2Bsonhos.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 312px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Rk-zIYe5Ms4/TxcXCpg5qcI/AAAAAAAAAaY/SNUOyCMyPqA/s400/a%2Bmulher%2Bdos%2Bmeus%2Bsonhos.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699049187731679682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Acordo hoje, mais uma vez, assim como todos os dias. Dormindo de barriga para baixo, cabeça virada para a direita observando a janela do outro lado do quarto. Os sonhos nunca são os mesmos mas aquela mulher sempre está ali, seja na maior das psicodelias do cérebro ou naqueles sonhos hiperrealistas de viagens e voos e passeios na costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo-a de lado por um tempo, enquanto coloco meu roupão preto, abro uma caixinha de cranberry Juxx, acendo um cigarro e apoio os braços na janela para ver o estrago que o jardineiro fez nas plantas. Acho mais bacana o esquema selva, mas a luminosidade do meu quarto realmente ficou melhor sem a mata atlântica que adentrava essa tal janela que agora me encosto. Acabado o cigarro saio do quarto e desço para o banho. Mesmo tendo uma suíte, tenho que tomar banho no banheiro de fora, meu chuveiro deixou de funcionar e eu deixei de consertá-lo. Uma troca honesta que me faz desejar bom dia para as outras pessoas que moram comigo. Movimentação matinal que deixa de lado essa eterna vontade minha de estar sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desisto da água quente, deixando meu corpo tremer de frio e os olhos vidrarem nos azulejos tentando conter os gritos da água gélida. Não faz sentido tomar banho frio essa hora da manhã, mas vale o choque do acordar de uma hora pra outra. Preciso tirar essa mulher dos sonhos da minha cabeça, esquecer que ela existe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquecer&lt;br /&gt;Que ela&lt;br /&gt;Existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porra, ela não existe, ela mora nos meus sonhos, longe de qualquer realidade. Dizem que as pessoas que vemos em sonhos são pessoas que já vimos na vida real. Onde será que eu vi essa mulher? De onde será que vem esse rosto e esse corpo pequeno que marca tanto as minhas noites?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo a água fria tomar conta da espinha mais uma vez. O corpo todo treme com o frio e assim consigo deixar esse mundo da fantasia de lado por mais um tempo. Desligo a água e subo de volta para o quarto. O caminho do banheiro até o meu quarto é em uma área externa, onde antes morava a mata atlântica que agora o jardineiro trucidou. Vejo luz entrando em todos os cantos da casa enquanto fumo mais um cigarro, vestido no roupão preto, sentado na cadeira de pano da varanda e acariciando os dois viralatas que moram comigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estômago ronca enquanto acabo de aparar a barba, escovar os dentes e abrir a geladeira, naquela velha dúvida matinal entre tomar uma cerveja ou comer uma fruta. É essa linha tênue que separa um bêbado de um alcóolatra. A cerveja de manhã é o que os separa. Menos nos finais de semana. Nos finais de semana a cerveja matinal é comum a qualquer bom homem trabalhador. Opto pela fruta. Sento na mesa que fica abaixo da janela e devoro uma fruta do conde quase podre, quase desastrosa, mas no auge de todo o doce que ela pode oferecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloco minha roupa diária de todos os dias. Aquela que escolho cuidadosamente após todos os passos seguidos, após analisar a condição do tempo, a condição do meu humor, a condição do meu dia. Escolho uma calça jeans que já encontrava-se no chão, recolho a cueca e as meias do dia anterior e despejo no cesto de roupa suja, do lado esquerdo da porta, pego uma camisa branca e o blaser preto, me visto, arrumo o cabelo, passo perfume e começo a juntar os utensílios do dia a dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carteira. Chaves. Cigarro. Isqueiro. Documento do carro. Celular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre gostei de blaser por que posso espalhar esses itens em todos os bolsos que ali habitam. Cigarro e isqueiro nos bolsos laterias, carteira e documento do carro no bolso interior esquerdo e celular no bolso interior direito. Quando enfio o celular no bolso citado sinto o macio e aquele cheiro, aquele cheiro que qualquer homem vivido conhece. Deixo cair o celular no bolso e volto segurando uma calcinha de algodão pequenina, daquelas que mulheres magrinhas usam e parecem meninas, branca com algum desenho bonitinho no triângulo que se forma depois que a calcinha sai dos glúteos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aonde já vi essa calcinha, pensava enquanto o cheiro de mulher tomava conta do quarto que agora estava com as janelas fechadas. Conheço esse cheiro doce, conheço esse tamanho de corpo, reconheço o pequeno rasgo que meus dentes fizeram quando tentei arrancar-lhe do corpo com a boca. Mas não, não pode, ela não existe, meu cérebro me contava, como se fosse a maior das verdades que me passava na cabeça. Deixei a calcinha de lado por um tempo tentando, agora, esquecer a mulher dos meus sonhos e aquela calcinha que perambula por entre realidade e imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo minha casa com um carinho nos cachorros e o barulho do portão batendo, olho para trás e vejo um contorno humano na janela do quarto semi cerrada. Eu tinha fechado a janela, pensando comigo mesmo, eu tinha fechado. Deixei esse detalhe de lado, abri a porta do carro e sai para o trabalho. O trânsito estava intenso depois da tempestade que tomou conta da cidade. Aproveitei para ligar o som e esquecer do trânsito. Do trânsito, da calcinha e da mulher dos meus sonhos. Enquanto Xploding Plastics estourava, passei os olhos pelos motoristas que dividiam aquela manhã simplória comigo. Na única faixa livre, uma mulher cruzou em alta velocidade com seu pequeno carro preto, seus grandes óculos escuros e aquela estrutura corpórea pequena, perfeita para a calcinha, perfeita para ser a mulher dos meus sonhos. Deixei o carro morrer uma rua antes de chegar ao trabalho e aproveitei para encostá-lo por ali mesmo. Valia mais à pena a caminhada para colocar a cabeça no lugar e esquecer que, talvez, esteja ficando louco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acendo o cigarro e no movimento de jogar o fósforo ainda em chamas fora me deparo com uma moça na janela, cabelos castanhos naquele pequeno rosto de olhos claros, jogando o fósforo em chamas e soltando a primeira baforada azul do seu cigarro forte. Ela faz todo esse movimento rapidamente, já dando as costas e sumindo no breu daquilo que eu presumi ser sua casa, ou seu escritório, ou os dois. Deixo de lado o trabalho, paro no primeiro bar e me sirvo de alguma bebida forte para acalmar os pensamentos daquela mulher que começa a invadir minha realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Garçom, me dá alguma coisa forte – Eu grito meio desesperado&lt;br /&gt;- Dois!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho coragem de virar a cabeça para encarar aquela voz suave, que toma conta de todo o ambiente. Aquela voz que combina com a calcinha, com os grandes óculos da mulher do carro, com os cabelos castanhos da mulher da janela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela voz que combina com os meus sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordo hoje, mais uma vez, assim como todos os dias. Dormindo de barriga para baixo, cabeça virada para a direita observando a janela do outro lado do quarto. Os sonhos nunca são os mesmos, mas aquela mulher sempre está ali, seja na maior das psicodelias do cérebro, ou naqueles sonhos hiperrealistas de viagens e voos e passeios na costa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-3449959384291442763?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/3449959384291442763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=3449959384291442763' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/3449959384291442763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/3449959384291442763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2012/01/mulher-dos-meus-sonhos.html' title='A mulher dos meus sonhos'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Rk-zIYe5Ms4/TxcXCpg5qcI/AAAAAAAAAaY/SNUOyCMyPqA/s72-c/a%2Bmulher%2Bdos%2Bmeus%2Bsonhos.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-6360906908420295416</id><published>2012-01-15T18:33:00.000-02:00</published><updated>2012-01-15T18:34:22.154-02:00</updated><title type='text'>Dedos Afiados</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-KBmjM2XCzhk/TxM4Oc91ObI/AAAAAAAAAaQ/j62KI3SIAjk/s1600/dedos%2Bafiados.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 130px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-KBmjM2XCzhk/TxM4Oc91ObI/AAAAAAAAAaQ/j62KI3SIAjk/s400/dedos%2Bafiados.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5697959774498666930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esse bar é novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dele conheço a boa linguíça que vem de Bragança. Todo bêbado gosta de linguíça. O peso da carne de porco, o excesso de gordura, a queimação da pimenta. Me mostre um bêbado que não curta uma linguiça na cachaça e eu terei o enorme prazer de quebrar-lhe uma garrafa na cabeça e ver o sangue jorrar enquanto termino meu copo e xingo algum garçom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui, também, sai um chopp bem tirado, dois dedos e meio de um colarinho grosso que dura até o final do copo. Vejo nas mesas ao meu lado jovens pedindo suas bebida sem colarinho. Entendo a razão, ainda estão naquela fase da vida que quantidade ainda é melhor que qualidade. Seja no tanto de cerveja que vem no copo, seja no número de bocas que beijaram neste final de semana. Isso passa, uma hora passa, quando a carteira fica mas cheia, o copo fica mais vazio, as mulheres mais escassas embora o sexo seja mais constante. Transar com mulheres demais cansa. O melhor mesmo é ter aquela que você sempre traça e ainda pode bater um papo depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui ainda não conheço as pessoas. Olho à minha volta e as defino como moradores próximos à esse buteco que serve boa linguíça e bom chopp. Diferente do último bar que frequentei por alguns meses, bar este que servia pessoas de todas as regiões de São Paulo devido à sua boa publicidade. Prefiro esses de bairro. Esses que eu posso chegar a quaquer hora e vai ter sempre um rosto conhecido que, depois de algumas semanas, tranformam-se em cumprimentos esporádicos para depois virarem bons papos. Colegas de buteco, com as mesmas ideias de buteco e com todas as risadas de buteco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população etílica daqui é composta, além dos bairristas, por jovens universitários de classe média alta, provenientes da faculdade de fácil vestibular da rua debaixo. Estes bebem a mais barata das cervejas e falam alto, diferente dos mais velhos que bebem o que lhes apetece e conversam num tom moderado, observando o mundo ao seu redor, sem esse tesão todo pré-adolescente. Tem algumas famílias que sentam-se e dentro de uma hora partem sem muita conversa, dando espaço para mais jovens e velhos matarem o tempo num copo de cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ser fora da rota paulistana de bons bares e botecos aqui tem aquele ar de “lugarzinho secreto”, que homens trazem futuras fodas com aquele papinho de “conheço um lugarzinho perto de casa que é demais”. É sempre bom levar uma mulher para algum lugar que ela não conheça e que possua algum ponto forte. Por isso, sempre que xaveco coloco nos meus convites as palavras “melhor” “São Paulo”  e “especial”. Tentem, realmente funciona. &lt;br /&gt;“Vou te levar pra comer a melhor linguiça de SP. É um lugarzinho especial”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas sentem-se especiais, como se você tivesse descoberto aquilo e guardado aquele segredo só e somente para elas. Algumas são mais ratas e conhecem as técnicas, mas ai é só uma questão de você empurrar uns drinks marotos acompanhados de um bom papo que está tudo certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do especial e do melhor, o estranho sempre é visto como curiosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom ver a juventude numa tarde de domingo, ver toda essa vontade de fazer alguma coisa, todo esse poder de tranformar uma cervejinha numa tarde de domingo em algo memorável. Bons tempo da faculdade e da vida no exterior que qualquer cervejada virava uma noite de sexo uma um suruba displicente num apartamento imundo da periferia. Essa juventude que hoje contemplo me traz lembranças de uma vida não tão distante e me faz sorrir. Me mostra o caminho que percorri até aqui e vejo que não me arrependo de nada, só de não ter beijado, naquela madrugada que nadávamos nus, aquela moça chamada Julia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que importa não são as pessoas que estão à sua volta, essas pessoas desconhecidas, o que importa é como você escorrega para dentro das suas vidas, mesmo que seja por alguns segundos. O que importa para mim. A história que ouço de canto sobre a viagem do carnaval, ou a briga dos enamorados que já não se amam mais, a história da noite anterior, do sucesso ou do fracasso, do certo ou do errado. Isso tem valor, qualquer pequena história que se ouve de canto numa mesa de bar tem seu valor. Tem valor para quem conta, talvez nem tanto para quem ouve, mas muito mais para quem escreve, para quem se alimenta de palavras e histórias que jamais desejará que sejam suas, mas que caem como uma luva em parágrafos vazios de uma história ainda a ser escrita. Jamais vou querer ter a vida do outro, mas gosto de, por alguns minutos ou algumas palavras (existe diferença?) calçar seus sapatos e entender seu ponto de vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me basta o preconceito. Eu gosto do conceito. Gosto de saber por que não gosto das coisas ou das pessoas, ou das bebidas doces. Gosto de saber por que saboreio uma mulher à distância enquanto traço um bife em minha mesa. Gosto de sentir o gosto da vida do outro, mesmo que seja pra cuspir tudo instantes depois e odiar aquilo para o resto da vida. Eu odeio, assim como eu amo. Sem um não existe o outro, então deixe o falso moralismo de lado e deixe-se odiar, deixe-se amar, deixe-se correr por universos que talvez não sejam o seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dedos estão ficando afiados, novamente, aos poucos.&lt;br /&gt;Tem dias que eu me esqueço de como sou bom em escrever sobre nada&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-6360906908420295416?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/6360906908420295416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=6360906908420295416' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/6360906908420295416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/6360906908420295416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2012/01/dedos-afiados.html' title='Dedos Afiados'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-KBmjM2XCzhk/TxM4Oc91ObI/AAAAAAAAAaQ/j62KI3SIAjk/s72-c/dedos%2Bafiados.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-3580673167789232622</id><published>2012-01-15T17:27:00.000-02:00</published><updated>2012-01-15T17:28:16.440-02:00</updated><title type='text'>Vomitando</title><content type='html'>- Vocês são tão parecidos, queria muito que vocês se encontrasse, iam se dar tão bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela falava com um brilho no olhar, mas na mente dele a frase rodava até fazer algum sentido. “Vocês são tão parecidos”, ele pensava, o que a semelhança com aquele cara tinha de interessante para Brian? Não lembrava daquele rosto estrangeiro e não fazia questão de lembrar, talvez, por esse excesso de semelhanças. No topo de sua arrogância ficou admirando a bestialidade do guardador de carros, com sua barriga para fora e o sebo a dominar toda a frente do boné. “Talvez esse cara seja mais parecido comigo do que ele”, pensava enquanto abria um sorriso e deixava sua cabeça pairar por lugar nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amanhã é balada então, né!? – perguntava ela levemente incomodada pelo silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, sim, Claro. Como você achar melhor, Janie. respondeu sem ter muita certeza de qual havia sido a pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de deixar Janie em casa, Brian abriu os vidros do carro e pôs-se a pensar sobre 2012. O ano passado havia sido terrivelmente sofrível para ele. Não foi fácil tanto em sua profissão quanto em sua vida pessoal e, toda essa dificuldade havia afastado-o de todas as pessoas fazendo com que ele andasse por todos os bares de São Paulo lavando – ou seria afogando? – a alma em cerveja, cachaça, whisky e prostitutas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo que ele passou foi necessário para alinhar as ideias e descobrir que as pessoas que ele ama não sabem o que passa na cabeça dele a todo instante. Ainda mais com a sua enorme capacidade de mascarar qualquer forma de sofrimento. Foi assim que começou 2012. Começou com uma foda nas montanhas e alguns quilos de verdades para seus amigos mais próximos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porra, você devia ter me contado! – todos eles diziam.&lt;br /&gt;- Não, eu sempre fui fechado, prefiro me resolver sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pausa, fim. Deixa isso pra lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conto ai de cima acabou. Na verdade, ele nem começou. Eu ainda tento escrever e, no exato momento, estou com um bloqueio mental. Ainda não escrevi esse ano, mesmo tendo boas histórias para contar, boas realidade para deturpar, bons boquetes a detalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui estou eu tentando, tentando colocar alguma história para fora e nada sai. Vocês não sabem como é difícil. Tá ai. Esse é o problema. Essas dificuldades que eu imponho a mim mesmo. Depois de alguns tragos e cigarros cheguei à essa conclusão. Preciso para de impor essas dificuldades na minha vida para não voltar a entrar nessa rotina de sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma vida perfeita. Tenho um trabalho estável, tenho uma escrita fluente, tenho mulheres que ajoelham-se só com um simples sorriso desse rosto singelo nesse corpo descuidado. Lembra quem você é, garoto. Lembra o que você já fez, as mulheres que seduziu, os contos que escreveu. Lembra aonde você chegou e para onde você quer ir. Sempre foi isso que me moveu, essa minha vontade de continuar, essa prepotência implícita que deixa desconfortável os mais fracos que estão à minha volta. Não sou melhor que ninguém, mas sou singular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá na hora de bater de frente com aquele desejo que rompe o peito todos os dias de manhã, de deixar de ser babaca, de deixar de ser medroso. Não tenho medo de ninguém, de nada, nem da morte que já conversei de perto algumas vezes, mas tenho medo de deixar meus olhos repousarem nela por mais de 2 minutos. Disso eu tenho medo. De deixá-la entrar, pegar meu coração e fazer o que quiser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero mais o caminho mais fácil, quero, agora, o caminho mais sincero. Deixa a verdade sair cara a cara o papo é reto, direto. Não tem por que alguém como eu me conformar com o medíocre, com o discurso baba ovo de “if you love someone, set it free”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase até faz algum sentido, mas a grande verdade é que para dar a liberdade, você precisa ser livre também, você precisa deixar a água límpida e clara o suficiente para que ambos possam caminhar sobre ela, mesmo que por caminhos divergentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tudo vá abaixo se for pra ter apenas metade.&lt;br /&gt;De que vale o abraço sem o beijo?&lt;br /&gt;De que vale o carinho sem o sexo?&lt;br /&gt;De que vale dizer eu te amo sem poder levantar da MINHA cadeira e apertar aquela pequena bunda nua por baixo do vestido de velha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apertar aquela pequena bunda e ver aquele pequeno corpo estremecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fico bonito ao seu lado.&lt;br /&gt;Você fica linda quando me olha com desejo sem entender a minha vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa coisa do platônico envolve meus pensamentos desde a infância, conforme já descrevi aqui alguma vezes. Agora o amor platônico virou desculpa para a minha melancolia, para completar esse quadro que eu decidi pintar de mim mesmo, de homem descrente do sistema que vive e eternamente apaixonado por aquilo que não pode ter. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bullshit, my friend. Já disse que posso ter tudo, que eu vou ter tudo, senão prefiro não ter nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, cumpri com a obrigação de escrever o primeiro conto de 2012. Solta as amarras e deixa a palavra fluir por onde ela sempre fluiu. Meu forte nunca foi o sofrimento, meu forte sempre foi o raciocínio rápido e a capacidade de ver beleza em qualquer lugar, mesmo num monte de merda, mesmo nas putas, mesmo naquela mulher que se acha a coisa mais feia do mundo. Eu voltei a enxergar a beleza do mundo e não posso deixar que essa beleza vá embora assim tão rápido, assim tão fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi por essa personalidade forte que criei amores reais e dores sinceras. Por ser forte eu sofri, mas por ser fraco me escondi. Sai da toca, ajeita o cabelo, apara a barba e xaveca qualquer mulher que você ver pela frente, conversa com qualquer garçom que cruzar seu caminho, entra em qualquer trip que aparecer nas notificações da sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja sincero, seja sincero para com todos, deixa que sua vontade tome conta da mesa que você senta e deixa que os sentimentos falem um pouco mais alto. Vira a mesa, grita, olha no olho, vira o corpo dela com força e beija aquela boca até o ar acabar, até ela olhar, espantada, e lembrar o por que daquela boceta ficar molhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que você é grande.&lt;br /&gt;Por que você é o homem mais homem que ela já viu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-3580673167789232622?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/3580673167789232622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=3580673167789232622' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/3580673167789232622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/3580673167789232622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2012/01/vomitando.html' title='Vomitando'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-1853863338456387909</id><published>2012-01-02T17:25:00.002-02:00</published><updated>2012-01-02T17:29:39.388-02:00</updated><title type='text'>Conto Escuro - Cápitulo I</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-i681ZI7kLaI/TwIFltCJ32I/AAAAAAAAAaA/CB92GxobeyU/s1600/escurid%25C3%25A3o1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 251px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-i681ZI7kLaI/TwIFltCJ32I/AAAAAAAAAaA/CB92GxobeyU/s400/escurid%25C3%25A3o1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693119024251658082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;N.A. Aqui vai o primeiro esboço de um primeiro capítulo de uma linha mais terror que me surgiu na cabeça esses dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já meio que perdi a conta de quantos dias estou aqui. Acho que, contando hoje, são três. O Tempo mexe comigo de forma estranha nessa solidão longínqua de qualquer coisa. Começa com o medo quando a luz vai baixando e o horizonte vai ficando cada vez mais perto, até a hora que roça meu pé. Após o pé só sobra a verdadeira escuridão causada pelas nuvens que até as estrelas escondem. Não importa para onde você olhe, o que vê é o negro, vez ou outra o brilho de um vagalume corta o mando escuro com sua luz esverdeada. Um, dois, às vezes dez voam por esse manto, parecendo querer mostrar-me alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo continua quando são 11:00. Ficar aqui fora está sendo um enorme sacrifício. Os vagalumes continuam cortando a noite escura enquanto morcegos passam a dedos da minha cabeça e da tela do Notebook, única luz no topo desse morro. Se não fosse o mata insetos que eu trouxe – e que espalhei pela mesa, computador e chão, aposto que já teria sido engolido pelas mariposas e pelos sapos que vêm atrás das mariposas e pelas cobras, raposas, gatos do mato… cada um devorando o seu antecessor desse parágrafo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui tudo foge ao seu controle. Aqui a natureza controla tudo à sua volta. E acho que ela começa e me mandar algum tipo de mensagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ruídos às minhas costas não cessam. Ouço o mato mexendo-se, ouço pequenos grunhidos, ouço um estalar metálico vez ou outra que não sei se vem de muito perto do meu corpo, ou então de muitos metros de distância. Aqui em cima do morro os sons ficam confusos, assim como a vista embebida em vinho de qualidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho bom ir dormir agora, e esperar o dia de amanhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-1853863338456387909?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/1853863338456387909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=1853863338456387909' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/1853863338456387909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/1853863338456387909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2012/01/conto-escuro-capitulo-i.html' title='Conto Escuro - Cápitulo I'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-i681ZI7kLaI/TwIFltCJ32I/AAAAAAAAAaA/CB92GxobeyU/s72-c/escurid%25C3%25A3o1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-7020139526710050687</id><published>2012-01-02T17:22:00.002-02:00</published><updated>2012-01-02T17:25:07.407-02:00</updated><title type='text'>Ócio II</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-NxhUQY7BgD0/TwIEhqV5BsI/AAAAAAAAAZ0/eeuZ8Boh5p4/s1600/ocio.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-NxhUQY7BgD0/TwIEhqV5BsI/AAAAAAAAAZ0/eeuZ8Boh5p4/s400/ocio.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693117855298029250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tenho tanto tempo livre que mal sei o que fazer com ele. Assim começa um dos grandes problemas que eu – e quase todo trabalhador – tenho nesse mundo moderno.A gente acaba tão sugado e exausto de trabalho que, quando lhe sobra o ócio, você fica perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje mesmo acordei, esquentei um pizza de microondas para o café da manhã e abri uma cerveja. Acendi um cigarro e abri uma cerveja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso faz tempo. E agora acabou a minha cerveja. Um minuto…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta. Agora são 12:10 da tarde, afinal, já almocei. Porra, comecei com cerveja às 09:00!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, esse é o problema de ser gado, de ser mandado, de trabalhar para um emprego marginal ou para um carreira. Você acaba amarrado no dorso desse animal para o resto da vida. E olha que no trabalho marginal as amarras são bem mais soltas, afinal, trabalho marginal tem um monte por ai, mas na carreira, ah, na carreira você é soldado numa chapa de aço e por ali fica o resto da sua vida, ou então até o aço fraquejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando, estou sempre divagando e não deixando claro qual é o problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESSE É O PROBLEMA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beber, fumar, pizza, às 0900 da matina até pode ser normal num final de semana, ou num feriado prolongado, ou à noite, após 12 horas de trabalho, mas numa quarta feira não é bem o caso. Ainda mais aqui, em Extrema, no meu sítio, minha terra, meu berço. Aqui tem um tanto de coisa para se fazer. Ainda mais sozinho, quando não rola aquela preguiça contagiosa de viver à base da carne, maconha, cerveja e um canto para se encostar (apesar disso ser uma maravilha), estar sozinho – uma coisa que eu particularmente gosto de fazer sozinho – te leva a um estado mais ativo. Seja para dar uma volta pelo terreno ou ficar escrevendo e pensando, enquanto ouve Sublime, sobre as mudanças que você deseja fazer, sobre o telhado que tem que arrumar, sobre o resto da estrada que tem que cimentar, sobre a trilha da cachoeira que tem que carpir, sobre as raízes que tomaram conta da queda d’água e que terão que ser arrancadas por machadadas bêbadas às 16:20 da tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui tem um monte de coisas a serem feitas ou pelo menos gerenciadas. É quase contraditório, mas é incrivelmente trabalhoso, o ócio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ócio não é fazer nada. Fazer nada é vagabundagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-7020139526710050687?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/7020139526710050687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=7020139526710050687' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/7020139526710050687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/7020139526710050687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2012/01/ocio-ii.html' title='Ócio II'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-NxhUQY7BgD0/TwIEhqV5BsI/AAAAAAAAAZ0/eeuZ8Boh5p4/s72-c/ocio.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-3219913072763848743</id><published>2011-12-18T19:18:00.004-02:00</published><updated>2012-01-06T10:30:41.336-02:00</updated><title type='text'>Bruna</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-drahZzwPJ04/Tu5Zo7Sg3SI/AAAAAAAAAZo/kBBRVHKDiDw/s1600/heavy-rain_orig-mg-n-center.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 225px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-drahZzwPJ04/Tu5Zo7Sg3SI/AAAAAAAAAZo/kBBRVHKDiDw/s400/heavy-rain_orig-mg-n-center.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687581939060497698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                       1&lt;br /&gt;Daquele dia de calor Brian lembra dos gritos de gol pela janela do seu quarto.&lt;br /&gt;Na TV que dormira ligada estava o resultado do primeiro gol do Barcelona, ele achava, dormiu. Não lembra se viu ou se sonhou mais três gols. “foda-se – pensava ele – que diferença faz. Hoje à noite compro um pack de cervejas e assisto sem saber o resultado.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá fora fazia sol. Brian sentia algo estranho em seu corpo. Uma leveza nos olhos, uma simples vontade de acordar e abrir todas as janelas do quarto para a luz entrar e o vento entrar – Última vez que o fiz entrou um passarinho que cagou meu quarto inteiro – pensou ele enquanto acendia o primeiro cigarro e matava um copo grande de suco de maçã e resolvia, de uma vez por todas, abrir tudo e que se fodam os passarinhos assim como as baratas e o cachorro que sempre entrava para se coçar no tapete persa, presente da avó, gigante, que só caberia mesmo no quarto daquele homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estava errado. Depois de abrir as três janelas que cumpunham  o quarto dele, descontando a janela baixa de dois metros , ele abriu a porta. Não passaram três segundos e quatro arfadas para Jack invadir o quarto babando e pulando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“FORA, JACK” Gritava Brian enquanto enchia mais uma vez seu copo de suco e descascava um ovo que estava em sua geladeira para comer com molho inglês “VAI PRA FORA, PORRA!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de descascar o ovo e limpar o que derrubara do suco, Brian acendeu mais um cigarro, deu uma mordida no ovo, engoliu e tomou um gole de suco. Engolir era importante para ele - Não entendo essas pessoas que enfiam um pedaço de comida na boca e logo depois um gole da bebida – pensava enquanto um arrepio lhe sobia a espinha. Ele vestiu seu robe preto e sentou-se no banco da varanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trago – ovo – engole – suco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack apareceu saltitante mais uma vez. Brian olhou para aquele animal preto, saltitante, com cara de alguém que acabou de tomar muuuuuuuuito ecstasy - VEM, VAMOS BRINCAR, VEM, CORRE, VEM, OLHA A BOLA, OLHA A BOLA! UMA MANGA!!!! UMA MANGA!!!! AHHHHHHHHH MANGA É TÃO LEGAAAAAAAAL – era o que Brian lia nos olhos daquele delinquente em forma de cachorro viralata preto. Ele sentou-se, o cachorro – e Brian começou a acariciar-lhe a cabeça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sabe, Jack, achei que tinha acordado estranho hoje, mas não, apenas acordei sem ressaca.”concluiu antes de ir tomar um banho frio e arrumar afazeres domésticos como recolher o monte de merda deixado por seus dois animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                       2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando suas tarefas feitas, cansou da vida sóbria. Tomou um banho gelado no seu chuveiro quebrado e vestiu a primeira roupa que saiu do armário. A camiseta londrina com os dizeres “I Love Porn / I masturbate” uma calça esfolada e um blazer com os ombros sujos da última bebedeira – parece barro. Deve ter acontecido em extrema – Pensou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recolheu seus pertences por entre a roupa suja e deixou o livro em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O tempo está fechando, pensava ele, hoje vem chuva intensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu com o carro e desceu num bar interiorano da grande cidade. Desceu e pediu uma caipirinha de limão, dose extra de cachaça e um chopp do lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gole na caipirinha, 2 minutos, gole no chopp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo de espera no balcão foi rápido. De tempo de tomar um copo de cada dos drinks e espionar as mulheres que conversavam pelo bar. O lugar era pequeno, nada mais do que umas 14 mesas. Cada uma tomada por grupos diferentes de pessoas, algumas um tanto comuns, como duplas de amigos, provavelmente conversando sobre as mulheres da noite anterior ou sobre trabalho, ou futebol, uma mesa com uma família, outra mesa com um grupo enorme de amigos de várias etnias, de diversas áreas profissionais. Nalgumas você via escritores e professores. Eles são mais cansados, homens e mulheres, pela vida dura, não por pensar ou por ter cultura demais, mas pela dureza da vida. Nalgumas outros grupos de adminstradores, publicitários, advogados. Esses com a cara mais branda, eram mais jovens, sua condição sustentava bons bares durante a juventude, diferente de escritores e professores que trabalhavam uma vida para poder vir a um lugar assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesa com a dupla de amigos levantou-se e deu vaga para Brian. Ele juntou seus pertences mais uma vez e mudou-se para a tal mes, para uma mesa com uma nova visão do ambiente. Sentou-se distante dos professores, perto da mesa dos jovens bem sucedidos, onde via uma loira com seus enormes óculos comendo uma coxinha e rindo enquanto outros faziam piadas inaudíveis para ele. Não demorou mais de 10 segundos para que ele desviasse o olhar e começasse a encarar os reservistas – aqueles que estão esperando mesas – eles chegaram aos milhares, milhões talvez, ou apenas dezenas. Eram grupos de homens e mulheres solteiras, duplas de homens e mulheres solteiras. Pela primeira vez, em toda uma vida de Brian, ele observava a mutação de um bar do seu período diotaciturno para o seu período tacinoturno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um momento de rara beleza, pensava ele, rara beleza que estontearia a maior parte dos antropólogos modernos e suas análises. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do passar de não mais do que 30 minutos as mesas reconfiguraram-se conforme a agilidade do dono do bar em dispor números próximos de mulheres e homens, o que gerou um endoburburinho em cada mesa, eles apenas esperando a coragem revestida de álcool para caminhar à libertinagem e elas apenas aguardando a libertinagem revestida álcool para caminhar em direção à coragem, ambos apenas sonhando para que aquele endoburburinho acabasse e tudo virasse uma suruba linguística corporal generalizada com pequenos olhares e sorrisos e trejeitos e arrumações de cabelo e fechadas de braço e esticadas de mão e idas ao banheiro e roçadas de joelhos e desculpas sorridentes e piscadelas disfarçadas e toques nos dedos à entrega do drink e mãos e braços e abraços e sorrisos e respirações e lábios e silêncio e beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa catarse barzística Brian levantou seu braço à procura de mais um drink para calmar seus neurônios. Ele estava perdendo a linha, a viagem, o resto, ELE ESTAVA PERDENDO TUDO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando ela entrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                       3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chuva havia cessado lá fora e os reservistas haviam espalhado-se. Ela entrou ainda com o corpo levemente molhado, seus cabelos ondulados estavam começando a descer-lhe pelo ombro e a blusinha já cansada deixava seu peito delineado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que peitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brian deixou seus olhos correndo pelos cabelos e peitos e descendo pela pequena barriga, pequenas coxas grossas e umas havaianas marcando seus dedos com a sujeira que a chuva levantou do chão. Seu sorriso branco e sincero só foi mostrado depois, quando ela puxou os cabelos para trás da orelha e ele pôde ver não só o sorriso, mas o nariz fino, os olhos pequenos e a tatuagem que começava a desenhar o pescoço, descendo pelas costas e vai saber até onde aquilo tudo ia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Garçom, garçom, tem uma mesa sobrando? Não, apenas eu, apenas eu. Ah…. Que pena, não queria esperar. Estou cansada quero um chopp, não quero esperar! – ela falava meiga, linda, prendendo os cabelos num rabo de cavalo malfeito, o que delineava ainda mais seu corpo naquela roupa umidecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, moça! – gritou Brian mais alto do que o necessário – Senta aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, não quero atrapalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não vai atrapalhar. Se estiver sozinha, vai apenas sentar e ler alguma coisa, ou olhar para o horizonte. Eu estou sozinho, estou apenas lendo alguma coisa, ou olhando para o horizonte ou escrevendo ou fumando. É impossível você me atrapalhar de qualquer maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sorriu e aceitou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Garçom abriu passagem e ela jogou sua bolsa em cima da mochila de Brian, soltou os cabelos, pediu um chopp e abriu seu livro, pequeno livro, um livro, digamos, juvenil. Era o apanhador no campo de Centeio, do Salinger, fez bem para muitos jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigado, espero que não esteja atrapalhando, vou só tomar alguns chopps e acabar minha leitura. Esse livro pega, sabia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nem ideia, nunca o li. Sempre achei que já havia passado da idade de lê-lo quando comecei a conversar sobre ele e acabei deixando-o de lado. Mas deve ser um bom livro no tempo certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah! Verdade!? Eu nunca o havia  lido também. Mas é bom, juvenil mas bom.  E você o que está fazendo? Aliás, meu nome é Bruna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Prazer, Brian.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nome Inglês, aqui no Brasil?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Difícil explicar, mas sim, é. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ficou olhando no fundo dos olhos de Brian, esperando a resposta da pergunta que ele já havia esquecido, perdido naqueles olhos escuros, profundos, viscerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas e ai, o que você tá fazendo aqui, perguntou ela mais uma vez dando-lhe um leve tapinha na mão e sorrindo com a cabeça inclinada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Escrevendo, Bruna, estou escrevendo. Não sou escritor, talvez nunca vá o ser, mas gosto de escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hahahahahah, claro que você é escritor, você só não é famoso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela havia pegado-o de jeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de acabar de rir, abriu o livro, deu um gole no chopp e ficou em silêncio lendo o décimo segundo capítulo do livro em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aí foi embora. O cara da Marinha e eu dissemos que tinha sido um prazer conhecer um ao outro. Esse é um troço que me deixa maluco. Estou sempre dizendo: “Muito prazer em conhecê-lo” para alguém que não tenho nenhum prazer em conhecer. Mas a gente tem que fazer essas coisas para seguir vivendo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizia o topo da página que ela começara a ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                                       4&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você tem um cigarro, disse Bruna de repente, depois de uns bons 30 minutos de leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro, desculpe, me enfiei nessa escrita por tempo demais e esqueci de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas essa era a ideia, não era? Você escrevendo, eu lendo e seguíamos bem assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Era… era… Vem, vou lá fora fumar um cigarro com você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo estava fechando novamente. O casal dava baforadas e observava as nuvens rufirem por suas cabeças. Seria um dilúvio, aquele que estava armando-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando foi a última vez que você tomou chuva, Brian?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi logo hoje de manhã, indo para o meu carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, besta, quero dizer por vontade própria, aquela que você sente cair e não corre para se esconder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah. Assim. Deve fazer uns 10 anos, pelo menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Conta pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pediu mais um cigarro e colocou-se encostada num carro, pronta pra ouvir tudo aquilo que Brian poderia falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele tinha algo a falar.&lt;br /&gt;                                                                                                       5&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu devia ter uns 18 anos. Acabara de entrar na faculdade e estava na farra universitária “pegando os bichos”, como se é dito. Era a primeira vez que eu pegava bichos e me considerava um pouco nervoso. Não tinha ido na minha vez de ser pego, fui convocado para a universidade após a data da transição, então não sabia o que fazer, o que esperar. Sabia apenas que tinha que pintá-los, fazer com que eles recolhessem dinheiro no farol e beber como um cavalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem confiaria a busca de dinheiro em bichos? Eu não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprei algumas garrafas de Querosene – é eu sei, vou explicar. Não, eu não tacava fogo nos carros , caralho! – peguei meu bastão e fui munido de algum tipo de arte par arrecadar migalhas no farol. Nada que eu não tenha feito anteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntamos algumas pessoas, meninas principalmente, icluíndo Renée, uma moça linda, de cabelos cacheados parecidos com os seus. Ela tinha 17 anos e dizia que seu nome significava Renascimento. Além da  ideia de mudar o Brasil na cabeça e o medo de cantar olhando para platéia no coração. Coisas que fiquei sabendo algum tempo depois, algumas horas depois. Ah, se ela soubesse o carinho que sua voz proporciona, não teria tanto medo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos para o farol e eu comecei a puxar um papo com Renée. Ela era irmã da Felícia – que significa sorte -  veterana de publicidade que aliciou a irmã parao nosso grupo salvando-a da tinta e das humilhações maiores. Descobri que gostava de reggae, de fumar um baseado e de praia. Foi tudo que eu descobri até a minha primeira performance rodando o bastão e cuspindo fogo para os motoristas que paravam no sinal da avenida Pacaembu. Não sei se eles distribuíram tanto dinheiro pelo medo do fogo, pelo poder da arte ou pelos peitos das minhas assistentes. O que realmente importa é que saímos daquele farol, após vários medos, poderes e peitos, com dinheiro suficiente para fechar um bar e tomar cerveja até o amanhecer.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruna ouvia aquela história com interesse. Ela solicitava caipirinhas para o garçom e cigarros à Brian a cada 30 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“depois que havíamos trocado todo o dinheiro por cerveja, uma conta que tomou poder de 3 veteranos e 3 garçons, Renée me chamou para fumar um cigarro lá fora, fumar um cigarro e ver o que estava acontecendo com as outras pessoas que haviam acabado de entrar na universidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vem, vamos dar uma volta. Pega seus cigarros e seu querosene. Quero ver você cuspindo fogo mais uma vez na rua. É tão lindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos do bar que estávamos e colocamos nossos copos num carro próximo, nossos copos, meu querosene e meus cigarros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não passaram-se alguns minutos e São Pedro fez a terra tremer com o tanto de água de caiu dos céus em um minuto. Renée ria enquanto eu tentava pegar todos os meus pertences e correr para alguma área coberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Calma, deixa molhar. Faz quanto tempo que você não toma um banho de chuva?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que ela disse isso, ela veio sorrindo para perto de mim e apoiou sua mão nos meus ombros. Eu abracei-lhe a cintura e fiquei olhando para aqueles olhos castanhos enquanto o sorriso brilhava na minha frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Faz, pelo menos uns 10 anos, Renée, eu disse chegando perto daquela boca e beijando-lhe pelo tempo que durou aquela tempestade.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nossa, faz tempo, disse Bruna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela olhava para o céu e acabava de tragar o cigarro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soltou toda a fumaça e olhou pra mim, perguntando algumas coisas com os olhos. Sua cabeça reclinou, encostando no carro, e suas mãos entrelaçaram-se na frente do seu corpo, apertando seus peitos um contra o outro. Brian fitava seus lábios descolando-se enquanto movia-se em direção a ela para sentir seu primeiro toque e a primeira gota de chuva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-3219913072763848743?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/3219913072763848743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=3219913072763848743' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/3219913072763848743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/3219913072763848743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2011/12/bruna.html' title='Bruna'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-drahZzwPJ04/Tu5Zo7Sg3SI/AAAAAAAAAZo/kBBRVHKDiDw/s72-c/heavy-rain_orig-mg-n-center.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-279098807443158983</id><published>2011-12-17T15:46:00.002-02:00</published><updated>2011-12-17T15:47:02.184-02:00</updated><title type='text'>Do centro</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-AsZUyoQmGDI/TuzVjmixQzI/AAAAAAAAAZc/fmiQiuAESVQ/s1600/drunk_street_lamps.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 384px; height: 288px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-AsZUyoQmGDI/TuzVjmixQzI/AAAAAAAAAZc/fmiQiuAESVQ/s400/drunk_street_lamps.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687155237080613682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mal saíra do hospital e já estava novamente no bar.&lt;br /&gt;“Se continuar vivendo assim, vai morrer” lhe disse o médico enquanto a porta fechava e ele acendia uma cigarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você também, doutor, vai morrer se continuar vivendo” disse ele guardando o isqueiro no bolso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não foi iss…”A porta fechou-se e ele não ouvia mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O calor estava insuportável. Já não aguentava mais esse calor. Sua camisa branca já mostrava as marcas de suor na região da barriga e costas, sua fronte escorria, enchendo as sobrancelhas daquela água salgada e etílica que emanava do seu corpo. Dava para sentir o gosto do whisky da noite anterior. O gosto de whisky, o gosto de buceta e aquele gosto amargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele – esse cidadão sem nome – comprou uma garrafa de vinho barato, daquele vinho que foi proíbido de vender na cidade, e sentou-se na Avenida Paulista para olhar o gado e imaginar os fazendeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando foi? Quando foi que eles conseguiram enganar a todos? Ou pelo menos quse todos. Quando foi que escrever um livro, ter um filho e plantar uma árvore virou verdade nacional – ou seria internacional? Quando foi que colocaram na nossa cabeça que temos que morrer o mais velho possível, o mais tarde possível, mesmo que isso envolva noites de desespero familiar numa cama de hospital, com um corpo estragado por tubos e medicamentos. O cérebro ainda funciona e ele fala – me mate – mas ninguém ouve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém.&lt;br /&gt;Ouve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou-se. Cansou de observar quando as lágrimas começaram a escorrer-lhe da face. Vivia num mundo que não lhe fazia sentido e cada vez mais seu coração ficava apertado pela ausência de profundidade, de verdade, de realidade desse mundo. Foi por causa dessa ausência que ele sempre preferiu aquilo que não fazia parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não fazia parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As prostitutas da baixa classe sabem o que é a vida mais do que as vagabundas da televisão. Os bêbados do centro da cidade sabem mais desse mundo do que aqueles alcóolatras engravatados que se formaram em Harvard. Os viciados em crack da Luz são mais honestos do que aqueles que tomam remédios para curar a tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“VIVA A SUA TRISTEZA!” ele gritou  defronte uma farmácia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabia que sua vida não duraria muito, mas isso não lhe importava. Preferia a morte de indignação aos 30 anos do que a morte de servidão aos 85. A cada quimação no estômago, a cada aperto no peito, a cada catarro mais escuro ele sentia o toque da tão esperada amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que tem do outro lado?” ele perguntara para a vagabunda mais suja que já havia transado sem camisinha.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“alguma coisa melhor que aqui” respondeu-lhe depois do pico de heroína.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos foram se passando na vida desse cidadão sem nome. Ele continou comendo suas comidas gordurosas, continuou sem fazer exercícios e comendo vagabundas sujas sem proteção. Continuou fumando seu maço de cigarro por dia e bebendo suas três garrafas de whisky por semana. Whisky barato, no seu quarto barato, da sua casa barata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As baratas continuavam rodando o local trazendo mais alegria para ele do que toda a humanidade, com exceção de algumas pessoas. Algumas poucas pessoas que o os anos lhe roubara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos se passaram e, mesmo que ele tentasse diariamente, sua amiga não vinha lhe visitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Acho que a morte esqueceu de mim”dizia ele para os bêbados do centro da cidade. Para aqueles mesmos bêbados de 100 anos atrás que ainda esforçavam-se  para serem diferentes. &lt;br /&gt;Aqueles bêbados que já foram artistas, atores, autônomos, autistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora nada restava para aqueles bêbados, a não ser a certeza da loucura que eles nunca quiseram tratar com escolas e universidades e chefes e certezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando abre-se mão de tudo, até da morte você escapa.” Ele pensou antes de pular da ponte e sair nadando rio abaixo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-279098807443158983?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/279098807443158983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=279098807443158983' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/279098807443158983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/279098807443158983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2011/12/do-centro.html' title='Do centro'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-AsZUyoQmGDI/TuzVjmixQzI/AAAAAAAAAZc/fmiQiuAESVQ/s72-c/drunk_street_lamps.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-8196118618958563290</id><published>2011-12-04T16:55:00.001-02:00</published><updated>2011-12-04T16:57:39.477-02:00</updated><title type='text'>Processo criativo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-YJ9wJ_2hAmE/TtvCme2N38I/AAAAAAAAAZQ/x4EVvvs8hZ4/s1600/processo%2Bcriativo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 298px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-YJ9wJ_2hAmE/TtvCme2N38I/AAAAAAAAAZQ/x4EVvvs8hZ4/s400/processo%2Bcriativo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5682349321229295554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha esquecido como funciona o processo criativo, em especial o meu processo criativo. Sim, eu tenho uma carreira bem sólida, por enquanto, mas o meu desejo mesmo é ter apenas um trabalho. A escrita. Repetindo, eu tinha esquecido como funcionava o meu processo criativo. Tinha entrado numa onda estranha, tinha perdido o rumo mesmo. Esqueci, por um tempo, que para criar eu preciso ler. Não preciso nem ler muito, algumas páginas de Bukowski, Keruac ou qualquer um dessa linha já me atiçam os dedos e as teclas já começam a pular. E foi isso que eu voltei a fazer. Ler. Eu continuava lendo, mas eu lia revistas de notícias, revistas informativas e, cá entre nós, jornalistas são péssimos escritores. E vice e versa. Voltei aos livros, fodam-se as revistas e seus conteúdos informativos. Foda-se a informação. O que eu quero é sentar, beber e ler alguma coisa que mexa com o meu cérebro, com o meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra desavença que eu tive com o meu processo criativo foi a minha auto imposição de que eu preciso de mulheres para escrever. Preciso de uma amor, de uma paixão ou pelo menos de um boquete. Eu estava invertendo a linha de raciocínio, amigos, não são as mulheres que me trazem contos, são meus contos que me trazem mulheres. Escrever é uma coisa ativa, veja bem. Os contos não são todos verdadeiros. É uma mistura da verdade da minha vida com um pouco de mágica, com um pouco de ilusão, para que tudo isso vire arte, e não um diário de bichinha, saca? Então parei de buscar amores em qualquer esquina. Parei de buscar amores até onde ainda há amor. E assim volto ao meu processo criativo normal. Volto a aceitar meu indivíduo como indivíduo solitário, volto a aceitar a cerveja no balde, a música na caixa de som, a conversa barata com os garçons. Aqui, nesse conto, tem um pequeno desenho de tudo o que me aconteceu por esses dias. aqui temos a conclusão de um vício largado e de um amor esquecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divirtam-se e, quando vocês lerem, divirtam-me também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ladies, here I come.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N.A. Os dois parágrafos acima estão tão bons que eu tenho medo de escrever esse conto e não saber finalizá-lo decentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo acontece muito rápido nesse mundo moderno. As sinapses do cérebro humano ainda não estão prontas para esse tanto de informação, o que nos leva a jogar for a informações importantes e manter informações supérfluas. Claro que as informações supérfluas vêm muito mais bem vestidas, mas esse é um conto sobre outra coisa, não sobre semiótica e publicidade. Na verdade esse conto nada tem a ver com esse parágrafo, a não ser a assimilação do cérebro humano para informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa eu resumir em uma linha. A gente não sabe focar onde temos que focar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse tem sido o meu problema, Naul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N.A. Faz tempo que não escrevo como Naul, um cara mais sentimental, mais mundano, menos boêmio do que meus outros pesonagens, mas, apesar disso tudo, já disse algumas vezes, não sei mais onde moram os personagens e onde mora a minha real identidade. Faz parte da mistura entre o real e o imaginário de um escritor que tende a levar suas próprias experências para o papel, ao invés de inventar histórias completamente fictícias. Por isso essa última mistura de personagens – Jack e Brian e agora Naul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentamos no bar, eu e Fábio, amigo de quatro anos que conheci trabalhando por esse mundo afora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu vi que você tava sofrendo, cara. Homem é uma merda, não tem saída. Bota toda a pinta de durão, de machista, de pegador, mas é sempre uma mulher que acaba com ele. Uma ou mais. Já vi você, nesse meio tempo, sofrendo por uma e agora por outra? Qual é teu problema? Esquece, foca no trabalho, foca no seu sonho, foca na sua escrita. Na hora que outra pessoa é o foco dos seus problemas é hora que alguma coisa está errada.” Eu ouvia tudo aquilo que Fábio falava e deixava as palavras entrarem na minha cabeça livre de qualquer reflexão própria, deixava elas entrarem puras, como aquela surra que você toma por ter comido a mulher do melhor amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse era o punch necessário que eu precisava tomar, fora os dois últimos contos, que eu precisava escrever para tirar as palavras da minha cabeça e deixar a mente livre para pensar em qualquer outra coisa. Isso poucas pessoas vão entender. O valor das palavras escritas para um homem fechado, que tem somente como válvula de escape uma folha de papel em branco. Minha melhor amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi difícil, mas cá estamos nós de novo. Com a cabeça limpa de qualquer pendência emotiva. Mary Jane tornou-se, finalmente, um passado em minha vida. Finalmente não acordo com ela na cabeça, não fico atento a atualizaçõs de sua vida e não penso mais se ela vai voltar ou não. Penso que a vida dela tem que ser como tem que ser. E esse “ser”é sem mim. Juliet foi um pouco mais complicado. Mas foi uma paixão de ocasião. Estávamos sozinhos, solteiros e carentes. Precisávamos de amor naquele momento  e quem melhor para esses momentos do que alguém que você gosta de verdade? Tive uma queda por ela, uma queda de uma semana que, rapidamente, me leventei e voltei à realidade. Juliet não faz parte da minha realidade. Ela faz parte de uma realidade diferente, de um mundo diferente. Ela não teria capacidade para aguentar uma vida comigo e vice versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo isso resolvido voltei ao trabalho, mas, principalmente, voltei à escrita, minha principal vocação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse anteriormente é uma questão de foco, foco que faz você perder o processo criativo. Estava lendo Bokowski ultimamente e é exatamente o que ele diz. A Vida gera contos que gera vida. É um círculo vicioso mágico, que roda a roda da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida essa que, depois dos pensamentos alinharem-se, não precisa de ninguém. Pelo menos não precisa da busca pelo alguém. O alguém acontece, assim como a vida contece, asism como os contos acontecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não pode tirar palavras de um homem além daquelas que ele está disposto a oferecer. E o que eu tenho a oferecer, por agora é isso, algumas poucas palavras, alguns poucos goles de cerveja, algum empenho na minha carreira e algum empenho no meu trabalho, minha escrita. A dependência em outros seres humanos é doentia, é o que tira a capacidade de pensar por si só, de ser só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solidão por si só já envolve, de volta, meu processo criativo. Nunca serei um ermitão, prezo meus amigos, prezo meus amores, prezo minhas mulheres e os prazeres que elas me proporcionam, mas todos de todos os grupos citados acima sabem que muitas vezes eu prefiro um drink solitário para colocar os pensamentos em dia do que um tarde de video game que me tira todos os pensamentos da cabeça. Acho que o que faltava era essa aceitação de que eu não faço parte de lugar nenhum. De que eu sou mais um louco que não quis abandonar a loucura, um maluco que tem que aceitar certas regras para viver, mas que vive em constante luta, sabendo que tudo isso não passa de uma fase, de um nível, para atingir um verdadeiro sonho. E nesse sonho não mora uma namorada extremamente gostosa, não mora diamantes, não mora uma vida com milhões de dólares. Pelo menos à princípio. À princípio mora a felicidade, a alegria, a satisfação de estar vivo. Seja com mihões na conta, com diamantes ou apenas com o prazer de fabricar alimentos orgânicos para vender no micro restaurante que eu sou dono na micro cidade de Minas Gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tudo que existe nesse mundo, a única coisa que eu não posso abandonar é o prazer, a felicidade e a escrita. Todo o resto existe apenas para encher meu corpo com essas três coisas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um ser humano complexo, que sofre de maneira complexa, assim como todos os outros. Minha única diferença é a capacidade que tenho para colocar isso no papel. Capacidade de colocar isso no papel e incapacidade de demonstrar isso de outra forma. Todos temos os nossos meios, esse é o meu. Seja enchendo a cara num buteco cheio de trocedores ávidos pela final do campeonato. Seja num puteiro sujo ouvindo a puta lamentar sua vida depois de me satisfazer sexualmente, seja exercendo minha função de diretor de criação à frente de presidentes de banco que não conhecem nem 10% da pessoa que eu sou, apenas a imagem que eu projeto, seja ouvindo música clássica em casa enquanto ouço os passarinhos viverem lá fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui fuma um cigarro e perdi a linha de raciocínio. Aliás, que raciocíno?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos deixar tudo isso de lado, afinal, não passa de uma fae, não passa de uma vida, não passa de um jogo de campeonato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos deixar essas páginas preenchidas nesse bar que sempre venho, vamos abaixar a tampa do Notebook e vamos viver o que eu escrevi aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos viver o que eu escrevi aqui para poder escrever o que eu vivi aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheers.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-8196118618958563290?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/8196118618958563290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=8196118618958563290' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/8196118618958563290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/8196118618958563290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2011/12/processo-criativo.html' title='Processo criativo'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-YJ9wJ_2hAmE/TtvCme2N38I/AAAAAAAAAZQ/x4EVvvs8hZ4/s72-c/processo%2Bcriativo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-3305632775882646243</id><published>2011-12-02T16:58:00.002-02:00</published><updated>2011-12-02T17:01:44.748-02:00</updated><title type='text'>O meio do conto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-5Nhu5qV7Zvg/Ttkge1fTOPI/AAAAAAAAAZE/40cxU3b8fbA/s1600/meio%2Bdo%2Bconto.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 329px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-5Nhu5qV7Zvg/Ttkge1fTOPI/AAAAAAAAAZE/40cxU3b8fbA/s400/meio%2Bdo%2Bconto.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5681608119031118066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Lembram um post que eu não publiquei o meio do conto, por que ele iria por carta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então. Ele foi. e Alguma coisa aconteceu. E amanhã eu escrevo sobre o que aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divirtam-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Lá estava eu mais uma vez. Sentado naquele velho e bom bar de domingo tentando ligar para ela mas sem ser muito insistente, apenas um chamada. Tenho história com a  melhor mulher da minha vida. Somos diferentes e todos os aspectos, o que nos deixa muito parecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês nunca vão entender porra nenhuma do que eu tô talando se eu não explicar desde o começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O começo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela. Ela tem um nome. Seu nome é Juliet. Juliet vive num pequeno corpo sempre variando de peso entre poucos quilos e alguns quilos a mais. Sempre gostei dos quilos a mais, deixam ela mais gostosa, mais mulher. Realçam aqueles olhos claros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N.A. Enquanto escrevo Chelsea e Liverpool jogam. Liverpool acaba de marcar o segundo gol. Nada melhor do que um pub e um bom jogo de futebol inglês para escrever sobre ela. Nada como o cheiro daquela terra para lembrar do cheiro dela, do sorriso dela. Dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realçam aqueles olhos claros e aquelas curvas, aqueles pequenos peitos, aquela pequena bunda,  aquela pequena barriguinha sexy de mulher bem vivida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos do começo. De onde tudo começou e vamos deixar isso escrito nessas únicas folhas que vão morar para sempre no fundo da minha gaveta, afinal, ela é a única mulher do mundo que me causa alguma coisa que eu não sei explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci Juliet numa fase crítica de nossas vidas. Ela uma menina, eu um menino vendendo a pose de homem. Sempre consegui vender essa pose de homem, homem culto, sábio, conhecedor da boa vida boêmia. Sempre consegui vender essa cabeça de escritor, a diferença é que com ela sempre foi mais fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nos conhecemos estávamos morando em Londres, num Hostel imundo, levando uma vida imunda, mas feliz. A conheci na área de fumantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi. Tudo bem?&lt;br /&gt;- Tudo!, acabei de chegar do Brasil. O que é isso? – Perguntou a até então desconhecida enquanto eu enrolava um golden virginia.&lt;br /&gt;- Isso é cigarro. Aqui cigarro custa muito dinheiro, é melhor comprar desses de enrolar, além deles serem uma delícia. Quer um?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já usava de algumas táticas que havia aprendido naquela terra distante. Como entreter uma mulher inteligente numa terra feita para pessoas inteligentes. Era fácil, era óbvio, era tudo para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enrolei um cigarro e lhe estendi a mão. Estendi a mão e  lhe estendi o zippo. Estendi o zippo e ela abriu um sorriso. Foi o primeiro sorriso que ela me deu de muitos. Mas foi nesse primeiro que meu coração palpitou mais forte e mandou aquela mensagem para o cérebro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Fodeu”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois dias depois estávamos nós juntos de novo. Eu havia convidado Juliet para um passeio cultural por Londres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos do Hostel pegando o metrô em Finsbury Park para descermos em St. Paul Cathedral. Demos uma olhada na Catedral que estava em reforma e atravessamos a Millenium Bridge. A ponte mais contemporânea de Londres, que dá na frente do Tate Modern, o museu de arte contêmporânea de Londres. Ali é minha terra. Filho de pai artista plástico, sabia exatamente como ler cada obra e entregar para Juliet uma visão diferente e certeira de cada conceito. Juliet, por sua vez, sempre gostou de arte, sempre gostou de sentir e sabia, perfeitamente, como dividir esse momento. Estávamos de mãos dadas, mesmo sem nunca termos nos beijado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali rolou uma sincronia perfeita desde aquele primeiro sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos do Tate Modern e corremos para o Pub mais próximo, na beira do rio Tâmisa nos sentamos, enfrentando aquele frio mais moderado da época que Juliet chegou. Enchemos a cara com guinness e shots até o sol cair e voltamos para o Hostel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse tempo,  eu morava em um cubículo com um brasileiro nojento. Acho que ele era cozinheiro/matador, não falava uma palavra de inglês e apenas pensava em dinheiro. Diferente de mim que pensava em diversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jack, quer dormir no Hostel hoje? Meu quarto está vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi com essa frase que Jack acabou no quarto de Juliet. Ainda acho que ela não tinhna intenção nenhuma, afinal, fujo muito dos padrões de homem daquela mulher até hoje. Mas, no final das contas, lá estava eu, numa cama perpendicular à de Juliet onde minhas mãos encontravam seus lisos e delicados cabelos. As luzes se apagaram, eu fazia um carinho gostoso naqueles cabelos e ela me deu boa noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Boa noite, Juliet…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não podia ficar em silêncio, não podia perder aquele momento. Estava me apaixonando po Juliet e ela deveria saber disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Juliet?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hm…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pessoinha especial você, sabia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa frase para o nosso primeiro beijo de ponta cabeça foi um piscar de olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o beijo foi o piscar de uma eternidade. E foi só isso, foi apenas um beijo. Foi apenas o começo, foi apenas a gente deixando sair toda aquela vontande contida de alguns dias juntos. Apenas alguns dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa eu tomar um gole de alguma coisa. Acabei de relatar para vocês como conheci uma mulher muito importante na minha vida até agora. Se toda a intensidade desse beijo aconteceu em apenas alguns dias, imaginem como vaga a minha cabeça agora, após, sei lá, 5 anos….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei do drink. Porra, e que drink. Acabei de conhecer três novas pessoas, que me pagaram três diferentes drinks cada um. Uma gorda maluca e um negro de Liverpool e um Australiano, casado com a gorda maluca. Boas pessoas, apesar do australiano gostar do Corinthians.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois daquele primeiro beijo eu e Juliet nos apaixonamos por completo. Foram 3 ou 4 meses de visitas diárias, todos os dias estávamos em algum lugar diferente, viramos frequentadores de um pub e jogávamos muita sinuca enquanto bebíamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos 4 meses com essas palavras presas na garganta, até que eu tive que correr para a Itália renovar meu passaporte, deixando Juliet ao pé da porta, com um namorado do Brasil para chegar e um amante, eu, fora do país que ela fazia parte agora. Foram dias lindos na Itália, uma reentrada majestosa na Inglaterra e uma chegada apavorada na casa onde morávamos eu, Juliet, Rods e mais 10 pessoas. Seu namorado havia descoberto todo o nosso relacionamento. Descoberta que me afastou de Juliet por longos e longos meses e, mais pra frente, resultou no rompimento entre ela e seu namorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cara pediu para ela escolher entre eu e ele. Ela escolheu a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos por muito mais coisas no período entre o passado e agora, viramos bons amigos, eu peguei todas as amigas dela, ela pegou alguns dos meus amigos, nos pegamos em alguns momentos de incrível intensidade mas, desde aquele momento do namorado, tínhamos estancado o que sentíamos um pelo outro, mas sempre deixando escapar em abraços, apertos de mão e olhadelas durante uma festa. Eu guardei aquele amor pulsante nunca revelado no canto mais secreto do meu coração, assim como essa carta ficará guardada no canto mais secreto da minha escrivaninha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos se passaram. Eu voltei para o Brasil, Juliet voltou para o Brasil. Viajamos juntos, dormimos na mesma cama, namoramos pessoas diferentes e pensamos em casamento com outras pessoas. Fizemos tudo isso na mais tenra e pura amizade, era impossível, sempre que nos encontrávamos, não exalar aquilo que sentíamos um pelo outro. Uma admiração, um respeito, um carinho maior do que qualquer outra coisa. Foi num desses encontros que, pela primeira vez usamos as palavras que nunca poderíamos usar. Essas palavra saíram forte, quase um grito contido por anos. Essas palavras saíram puras, não por tesão, nem pelo calor do momento, mas por uma vida inteira já vivida. Essas palavras sairam da minha boca, pela primeira vez da minha vida, sinceramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- eu te amo, Juliet. Sempre te amei. Desde aqueles velhos tempos quando não podíamos nos amar, eu te amava. Te amei no primeiro sorriso que você me deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu também te amo Jack. Sempre vou te amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse dias nos abraçamos. Ela colocou a cabeça no meu ombro e ficamos olhando para o nada durante algum tempo. Cada um colocando os pensamentos no lugar e sentindo aquela verdadeira energia de duas pessoas sinceras. Ainda mora em mim esse momento. Assim como ela mora em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ano depois, se não me engano, Juliet apresentou-me Mary. Menina que eu namorei por um par de anos, enquanto Juliet namorava um outro rapaz. Ela conseguiu fazer meu coração deixar ela de lado por um tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabado esses namoros eu e Juliet começamos a nos ver com mais frequência, até o dia em que saímos para aquele bar, com aquela banda tocando e eu a convidei para dançar. Foi naquele dia, com nossos corpos colados, com nossos rostos colados, que tudo me veio à tona novamente. Aquele cheiro doce que antes eu havia experimentado continuava rodando aquele corpo, aquele cheiro doce de menina havia transformado-se num cheiro doce de mulher. Aquele corpo pequeno ainda encaixava perfeitamente em meus braços. Deixamos que, por uma música, voltássemos no tempo. Nós nos amamos mais uma vez naquele dia e desde então ela, mais uma vez, não me sai da cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora deixa eu pegar mais um drink e fazer meu coração esquecer, por agora, tudo o que mora nessa carta.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-3305632775882646243?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/3305632775882646243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=3305632775882646243' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/3305632775882646243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/3305632775882646243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2011/12/o-meio-do-conto.html' title='O meio do conto'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-5Nhu5qV7Zvg/Ttkge1fTOPI/AAAAAAAAAZE/40cxU3b8fbA/s72-c/meio%2Bdo%2Bconto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-9212902258044686570</id><published>2011-11-29T15:39:00.003-02:00</published><updated>2011-11-29T16:18:45.100-02:00</updated><title type='text'>Amor e vício</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-LFXReyKIKGQ/TtUa9wyOGWI/AAAAAAAAAY4/A2zUPA3aqws/s1600/amor%2Be%2Bvicio.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 276px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-LFXReyKIKGQ/TtUa9wyOGWI/AAAAAAAAAY4/A2zUPA3aqws/s400/amor%2Be%2Bvicio.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680476153367632226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; Brian, depois de entregar a carta e depois de viajar com a moça responsável pelo estrago no coração de Jack, voltou ao apartamento. Nem pensava em encontrar mais nada de importante, queria mesmo limpar aquela geladeira cheia de cervejas mas, mesmo assim, aproveitou para dar mais uma olhada nas gavetas que ele não tinha olhado, em baixo da cama, no lixo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No lixo havia um conto amassado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Amor e vício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Sabe de uma coisa, gata, ainda não sei se te amo, se sou viciado em você ou se é só o sexo mesmo. – Dizia eu enquanto acabava de acender o cigarro e ela limpava os lábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram as últimas palavras antes dela colocar a roupa e sair do quarto de motel à pé. Vadia burra. Como ia chegar em casa, agora, da Ricardo Jafet? Na certa ia ter que chupar mais alguma coisa, ainda mais por que sua carteira estava aos pés da cama, no bolso da minha calça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desisti de ajudar-lhe de qualquer maneira, mesmo vendo-a perdida num ponto de ônibus, às 03:00 da matina, depois que eu paguei o metel com os R$ 150,00 que eu achei naquela carteira rosa da Hello Kitty. Não ajudo meninas com carteiras da Hello Kitty.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei um bar aberto, um pequeno bar sujo, mas aberto. Cumprimentei o garçom e voltei ao raciocínio que eu gostaria de ter tido com aquela vagabunda enquanto ela acariciava minhas bolas. É, o mundo não é perfeito. Longe disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor e vício. Difícil conseguir separar os dois, embora eu ache que tenha chegado à fórmula correta depois de Mary Jane. Ela foi um divisor de águas interessante na minha vida, foi onde eu descobri que Karma realmente existe – What goes around, comes around – e foi onde eu comecei a descobrir a diferença entre amor e vício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro pelo Karma, esse é só uma adendo da linha de pensamento, mas tomem cuidado. O mundo é uma puta em busca de constante vingança para todos os seus atos. Já havia saído do país e deixado alguém aqui com um coração despedaçado. Agora foi a minha vez de ficar aqui com o coração despedaçado. Ainda bem que eu tenho meus contos, minha garrafa de whisky, minha cerveja e meus contos.&lt;br /&gt;Um resumo dos últimos acontecimentos, sobre uma ótica machista e parcial, sob a minha ótica. Mary Jane sempre soube que não voltaria para o Brasil tão cedo, mas mesmo assim ainda não tinha certeza absoluta que havia deixado de me amar. Então por que não usar e abusar de um coração desesperado no hemisfério abaixo do seu e fazer com que ele arranjasse todos os detalhes da vinda dela para o Brasil? Para fazer com que ela visse seus familiares pela última vez depois de um bom tempo, visse seus amigos, visse aquela paisagem onde já rolou um belo amor e no tempo que ela estava aqui, não rolou nada. Então foi isso o que aconteceu, depois de 15 dias lado a lado, ela voltou para o país que agora vivia, deixando-me no completo silêncio, na completa dúvida, para depois terminarmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesse cenário que eu acrescento a visão de amor e vício. Depois de 4 meses dos últimos acontecimentos eu posso relatar uma visão geral de todo o nosso relacionamento e posso concluir, por base comparativa, que eu nunca amei Mary, eu apenas me viciei em Mary.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora não posso mais continuar escrevendo. A água já bate no meu pé, o sol nasce atrás da grande caixa d’água da Vila Mariana e os garçons desse boteco não aguentam mais um botequeiro escritor. Levantei e caminhei por mais um tempo nessa cidade de sol nascente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ver como está Kate. Deve sair do trabalho daqui a pouco, vai ter um lugar pra eu recostar por um tempo, até dar 12:00 e eu poder beber no Omalley’s.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hey Kate. Quer uma carona?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kate estava fechando o bar àquela hora, cheguei na porta e ela encontrava-se com o curtíssimo shorts jeans e uma camisetinha branca. Suava aos montes e, quando me viu pediu-me um cigarro, enxugou a testa e me abraçou com carinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro, seu bêbado gostoso. Só não me venha com esse pinto hoje, ok? Nada de sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sem problemas, Baby, só um bom papo e um sofá pra eu recostar até o meio dia. Tenho que acabar de escrever esse conto no Omalley’s daqui a pouco – completei chacoalhando o caderno sujo e manchado de vinho da noite anterior – mas deixa eu só dar uma encochadinha gostosa agora, vai…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rimos e Kate entrou no carro meu carro. Paramos na frente do apartamento e subimos para tomar algumas cervejas e ouvir SuperHeavy por algumas horas, esse sonzinho caía bem de manhã. Kate dormiu no meu colo na primeira cerveja eu devo ter capotado lá pra quarta e acordado apenas com o cheiro de banho tomado e o corpo nu de Kate colocando o sutiã na minha frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos, Jack! Meu namorado tá chegando daqui a pouco, não quero que ele te veja por aqui, você sabe que ele não gosta de você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Com razão ele não gosta de mim, sou muito mais homem que ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fica quieto, seu safado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sai da casa de Kate a caminhei até o omalley’s. Eu estava com fome, com ideias na cabeça e com vontade de tirar logo isso tudo aqui de dentro, deixar marcado nesse papel e abastecer mais um pouco meu HD externo. Meus contos são meu HD externo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delineando tudo o que envolveu os dois anos de relacionamento que tive com Mary, posso dizer, ela foi um vício intenso. Tenho como base por ela ser a primeira menina que eu namorei, todas as outras beiravam a mesma faixa etária que a minha, ou seja, cabeças mais parecidas, experiências mais próximas. Mary foi minha primeira universitária quando eu já não estava mais na universidade e, venho lhes dizer, amigos, universitárias de hoje em dia são campeãs. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi à primeira vista. Um velho louco por uma ninfeta e uma ninfeta, ainda em fases de descoberta, louca por um velho com um emprego já estabelecido, podendo fornecer à ela experiências que ela jamais havia vivido. E, vamos falar sério aqui, vai… eu sou bom.  Começamos a namorar. Um prazer tenro tê-la todos os dias ao meu lado, com aquela conversa gostosa, fácil, me contando todo o seu dia, falando como acordava, o que havia comido e, depois de todo esse papo, um sexo muito bem feito. Caí nas garras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um tempo havia nela uma constante necessidade de relembrar os bons tempos que passamos juntos, os bons momentos, coisa que me fez esquecer, por um breve perído de tempo, os problemas. Mary Jane nunca me foi fiel. Sempre rodou pelos amigos de faculdade, pelos amigos do prédio, pelos que não eram amigos. Até nas mãos do dono do bar que ela fez aniversário ela deu uma rodada. Por uns drinks a mais e um convite para o Metallica. Fair enough.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre achei isso suportável. Sempre que ela esteve comigo, ela parecia só minha, assim como uma boa mulher deve fazer. Tem coisas que os olhos de um homem entorpecido preferem não ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um breve período paramos de namorar, mas continuamos saindo, ela declarava juras de amor eterno, ainda dizendo que me amava, que eu era o único que estaria para sempre ao meu lado e eu entrava cada vez mais fundo nessa círculo vicioso da simplicidade daquela vida, nas curvas daquele corpo e nos movimentos daquela anca. A realidade era outra, mas a minha até aquele momento, estava boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um breve período e terminamos novamente. Alguns dias antes ela havia encontrado o namorado de uma amiga dela enquanto jantávamos os dois cumprimentaram-se de longe e, depois que ela terminou comigo, começou a sair com ele. Não vou relatar o cara por aqui, não faz o menor sentido, basta dizer que, após três meses separados e meu fígado um pouco mais cansado do que de costume ela voltou, me champou para um drink, pagou esse drink e me pediu em namoro. Dizendo, e relembrando todas as coisas boas que já passamos juntos, todos os bons momentos e começou a escrever meu futuro. Foi bom assim, viciante assim e intenso assim até o dia que ela foi embora, foi para fora do país e aqui nos encontramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu parei para pensar, durante esse tempo de solidão afetiva, foi a ausência de vontade de falar com ela, de manter um contato com ela e, principalmente a ausência dela de falar comigo. Foi quando me veio a linha de raciocínio desse conto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mary foi um vício em minha vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um vício necessário para aquele momento que eu estava vivendo, era meu lexotan matinal, minha cocaína dos finais de semana, minha ritalina da noite. Criei uma dependência por Mary, sem conseguir vizualizar meu futuro sem ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não é amor, isso é vício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor mora em outro lugar do ser humano. É piegas pra caralho isso, mas é verdade. Amor mora em maior respeito de ambos os lados, em honestidade, em sinceridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor é um sentimento puro, poluído pelo mundo moderno, é poder olhar para a pessoa ao seu lado e sorrir honestamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor é sem dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomar um gole de cerveja com esse pensamento escrito me faz tamanho bem, agora. Pela primeira vez me senti livre de Mary Jane, me senti livre para rodar mais um pouco desse mundo em busca de alguma coisa que seja o amor verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe até mandar aquela carta que eu guardo no fundo da gaveta para a pessoa amada e ver o que acontece?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei-me feliz depois de muito tempo sem saber o que significava essa sensação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sai do bar e acendi um cigarro com aquele Zippo preto dado-me por Mary Jane. Abri um sorriso e desejei boa sorte em sua vida. Desejei que ela aprendesse como lidar com essa vagabunda chamada vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu havia me esquecido da minha premissa básica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o amor acaba, então não era amor.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brian acabou de ler o conto e acabou com as cervejas do refrigerador justamente quando o pessoal da mudança vinha retirar as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Podemos levar tudo, senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode, pode levar tudo, deixa eu só pegar esses isqueiro como recordação desse querido amigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-9212902258044686570?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/9212902258044686570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=9212902258044686570' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/9212902258044686570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/9212902258044686570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2011/11/amor-e-vicio.html' title='Amor e vício'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-LFXReyKIKGQ/TtUa9wyOGWI/AAAAAAAAAY4/A2zUPA3aqws/s72-c/amor%2Be%2Bvicio.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-8177258971206329860</id><published>2011-11-28T11:57:00.002-02:00</published><updated>2011-11-28T12:01:25.682-02:00</updated><title type='text'>Praia, sol e praia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-K8DuFKeritI/TtOUKYL9v2I/AAAAAAAAAYs/ljDmV3CuXS0/s1600/praia%252C%2Bsol%2Be%2Bpraia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 226px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-K8DuFKeritI/TtOUKYL9v2I/AAAAAAAAAYs/ljDmV3CuXS0/s400/praia%252C%2Bsol%2Be%2Bpraia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680046461056565090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aquela bebedeira de ontem pulsa levemente na cabeça de Brian enquanto ele se arrasta até o banheiro em busca do vaso sanitário e de um cigarro. Aquele apartamento a beira mar, o décimo andar, o quarto principal da casa. Ele senta-se no vaso para aquela mijada matinal e acende um cigarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá a descarga, apaga o cigarro na pia e o joga no lixo. Coloca uma calça, uma camiseta, ajeita o saco e caminha para o elevador. 8 andares pra baixo tem um bando de amigos de Brian participantes da bebedeira de ontem, da jogatina de ontem, do churrasco de ontem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Provavelmente todos dormem – Pensa – incrível essa supervalorização do sono. Foda-se. Vou descer, esquentar dois ovos pra comer com pimenta e tomar umas cervejas. Faz tempo que eu não aguento tanta gente junta por tanto tempo. Faz tempo que eu não tenho tanto tempo ocioso – concluiu Brian depois de jogar dois ovos numa panela, acender o fogo e abrir a primeira cerveja do dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lui acorda, deita na rede que estava ao lado do sofá onde Brian curtia a vista, fila um cigarro, abre uma Coca-cola e ali fica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E ai, Brian.&lt;br /&gt;- Fala Lui.&lt;br /&gt;- Ow… o pessoal deve estar fodendo, saca? Fodendo pacas. Tudo casal nessa viagem, nem umas putas, saca?&lt;br /&gt;- Entendo. Eu não vou te comer não viu, magrão – Disse Brian rindo e derramando a cerveja. – Vamos até o buteco, ali, eu tomo mais um negócio que aqui acabou e você segue no seu misto e suco de laranja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois riram e seguiram para a Padaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta todos já estavam de pé, tomando café e conversando sobre a noite passada. Brian falava pouco, nunca gostou desses momentos de remember. Tem coisas que só servem à bebedeira e coisas que servem para serem conversadas no café da manhã. A noite de ontem, com certeza, não era coisa para o café da manhã. Nada que envolva 6 caixas de cerveja e meia garrafa de bourbon é bom para ser conversado no café da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você estava tão chato ontem, dizia G. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro que estava, eu estava bêbado. Se você acha que eu estava chato ontem, imagina o pessoal do bar, que eu parei para beber quando fui em busca de mais cigarros, disse Brian enquanto acabava com a quarta cerveja do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, mais uma vez, seria como a noite anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Beba, criança, beba até o mundo tornar-se suportável entre pessoas saudáveis, homens de sunga andando pelo mundo e tabacarias.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, Brian, acabou com pensamentos levados por Fernando Pessoa e continuou no caminho entre sofá da sala e a geladeira, já prevendo quando que ele teria que sair para comprar mais uma caixa de cerveja. Teria que ser cedo, teria que ser agora, entre essa pequena conversa social e a aceitação da realidade de que beber é a solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brian levantou-se calçou os tênis e foi em busca de mais um pouco de sossego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na rua passou por alguns poucos seres vivos. Dois deles ouvindo funk no carro. “ A sociedade quase nada evoluiu dos tempos romanos até aqui. A única diferença é que agora pessoas não matam pessoas. Pessoas chutam bola. Mas o pão e circo está ai. Comemos o churrasco, aquele velho e bom churrasco cansado, ouvimos funk e dançamos como se fizessemos sexo em pé/ Bons tempos que dançava-se jazz, músicas humanas, não essa pornografia escrachada. Bons tempos onde a pornografia era nas entrelinhas e o politicamente correto o personagem principal… hoje tá tudo ao contrário…”Brian fechava o pensamento enquanto fechava sua conta na padaria pagando pelas cervejas…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carvão começou a estalar na churrasqueira. Batatas, carne, linguiça, fraldinha, frango. Aquela velha e boa boêmia consumista, destruindo quilos de carne e litros de cerveja e vodka. Brian depara-se com pessoas rodando a casa no caminho que ele havia feito pela manhã, o caminho entre a varanda e a cozinha, eles vem cheios de cerveja, cheios de vodka, cheios de boas intenções enquanto tudo o que resta nele é o calor da brasa. O Calor da brasa. O coração frio feito pedra, mascarado por sorrisos e conversas. É inegável o estado de tristeza de um homem, por mais que ele tente fazer feliz os que estão em volta, como qualquer homem triste sempre tende a fazer, sua tristeza é trasparente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tristeza transparente tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brian senta-se com as malas fechadas, pronto para partir para qualquer lugar de volta, para onde ele for, para 2012. Ela pede um isqueiro e beija-lhe na cabeça, enquato ele não tira os olhos do monitor, evitando aquela encarada, evitando aquele lance, aquele momento que iria desgastar, ainda mais, o que ele sempre quis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brian continuou bêbado, escrevendo bêbado o que lhe vinha à mente para esquecer aquele par de olhos que chegaram tão fundo em sua alma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bêbado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a palavra que resume os dias que Brian passou perto do mar. Foi a única escolha depois daquela conversa do carro, aquela conversa solitária, olhando para fora, olhando para frente e ouvindo aquela voz falando ao fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estou tão confusa, Brian.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confusão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela nunca saberia o que é confusão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-8177258971206329860?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/8177258971206329860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=8177258971206329860' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/8177258971206329860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/8177258971206329860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2011/11/praia-sol-e-praia.html' title='Praia, sol e praia'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-K8DuFKeritI/TtOUKYL9v2I/AAAAAAAAAYs/ljDmV3CuXS0/s72-c/praia%252C%2Bsol%2Be%2Bpraia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-8584201196246831940</id><published>2011-11-22T12:38:00.002-02:00</published><updated>2011-11-22T12:57:20.966-02:00</updated><title type='text'>Histórias Póstumas de Jack</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-CTmKZjWzd54/Tsu4Mb2FayI/AAAAAAAAAYg/P7Qi_zP9ruI/s1600/p%25C3%25B3stuma.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 386px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-CTmKZjWzd54/Tsu4Mb2FayI/AAAAAAAAAYg/P7Qi_zP9ruI/s400/p%25C3%25B3stuma.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5677834279003188002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Isso faz parte de uma nova forma de conto desenvolvida por mim, Luan Sandroni Cardim, autor desconhecido do blog menos visitado do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui vai só um trecho do conto, tendo em vista que nessa nova forma de escrita, o conto completo só sai depois que o mesmo fizer história aqui, no mundo real. No mundo onde todos os personagens encontram suas figuras reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É quase inception. Esse conto vai para uma pessoa especial, vai gerar uma história. ai eu vou postar esse conto, junto com o rebuliço que ele causar, que vira outro conto, que vira outra história, e por ai vai... :o)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E outra ideia é que sempre apareça uma pista no conto. Para que a pessoa envolvida saiba, ainda que não com certeza absoluta, que isso tudo é para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brian estava no antigo apartamento de Jack, uns dois dias após a morte de seu estimado amigo, no início de 2011, em busca de algum conto não publicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Brian, quando eu morrer, que vai ser em breve, entra no meu apartamento e dá uma revirada naquela imundice. Deve haver, em algum canto sujo, alguma coisa que valha alguma coisa depois da minha morte.Você sabe, eu serei um escritor famoso póstumo, não nasci para a fama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jack, cala a boca, você tem 27 anos amigo. Não vai morrer tão cedo, teremos uma velhice sossegada em bares e bordéis dessa cidade idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que não, caro amigo… acho que não… Já fiz, em poucos anos, tudo o que precisava. Já tenho um livro, já tenho árvores, não penso em crianças e estou no auge da minha carreira. É hora de morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa conversa tomou espaço apenas alguns dias antes da morte de Jack e, agora, lá estava Brian, entorpecido naquele apartamento fétido. Apenas uma mesa de centro, um velho computador, uma velha impressora… Na cozinha, uma geladeira com algumas cervejas ainda fazia um barulho ensurdecedor enquanto a torneira deixava seus pingos caírem com força sobre a frigideira suja. A frigideira suja. Brian olhou para aquilo e imaginou Jack fritando ovos e bacon e tomando cervejas entre contos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A geladeira, a torneira e o vento que entrava assoviando pela fresta da janela semi cerrada. Era essa, então, a sinfonia da vida que Jack tanto falava, de onde ele tirava sua inspiração, suas letras, seus contos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele abriu a geladeira, sacou uma cerveja e um pote de picles. Comeu uns dois picles e tomou uns goles de cerveja antes de sentar na frente de uma velha escrivaninha e abrir algumas gavetas. O contúdo das gavetas eram velhas notas de um caderno sujo de vinho, poemas bêbados e trechos daquilo que nunca virariam contos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“jack filho da puta, não tem nada que tenha algum valor por aqui”, pensou Brian enquanto revirava a última gaveta. Foi quando alguma coisa lhe chamou a atenção. Era um papel cuidadosamente dobrado com um aroma adocicado, escondido no canto mais escuro daquela gaveta mais escura. Mais ou menos como aquele grande amor, guardado no canto mais escondido do coração de qualquer pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brian pegou aqueles papéis e sentiu o cheiro do perfume de Jack, num papel branco, limpo, puro.&lt;br /&gt;Junto achou uma garrafa de alumínio cheia de whisky. Ele sentou-se, deu uma golada profunda no whisky, engoliu dois picles, abriu mais uma cerveja e esticou os pés no sofá sujo da sala, abrindo aquelas seis folhas de papel cheiroso e começou a ler o seu conteúdo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, esse conteúdo, é o conto dentro do conto que vai virar história e depois outro conto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brian enxugou algumas lágrimas e matou a cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, depois de muitos anos vividos, Brian descobriu o que era um amor verdadeiro. Ele viu, naquela vivência, que ele nunca almejou tê-la, apenas desejou que ela fosse sempre feliz, mesmo que longe dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brian juntou suas coisas, pegou aquela carta e foi em busca do endereço dela. Ela merecia saber que o amor não havia morrido, como ele havia escrito, num verão de 1973.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor estava vivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sempre estaria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-8584201196246831940?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/8584201196246831940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=8584201196246831940' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/8584201196246831940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/8584201196246831940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2011/11/historias-postumas-de-jack.html' title='Histórias Póstumas de Jack'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-CTmKZjWzd54/Tsu4Mb2FayI/AAAAAAAAAYg/P7Qi_zP9ruI/s72-c/p%25C3%25B3stuma.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-7206701630127093811</id><published>2011-10-24T14:10:00.006-02:00</published><updated>2011-10-24T14:18:12.196-02:00</updated><title type='text'>All of Jazz</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-xl4K5Z0kMMA/TqWOcPoPG4I/AAAAAAAAAYQ/xOpKkuB4vN0/s1600/jazz%2Bontem%2B2.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-xl4K5Z0kMMA/TqWOcPoPG4I/AAAAAAAAAYQ/xOpKkuB4vN0/s400/jazz%2Bontem%2B2.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5667092321998412674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouçam isso... ouçam isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/ONdz41xH4NM" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não era tão tarde. Ele acabara de olhar no relógio e marcava 22:34 um bom horário se ela não estivesse uma hora e meia atrasada. Ela sempre estava atrasada, perfeitamente e delicadamente atrasada. E não dava a mínima, apenas chegava, com seu carrinho vintage aqueles olhos lindos e um sorrisinho gostoso na boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda eram 22:34 e a rua já estava vazia, dava pra contar os carros, fácil. A luz do poste acendia e apagava de 5 em 5 minutos e lá estava Brian com uma bela camisa branca e seu melhor Blazer. “ela sempre merece o melhor”pensava enquanto apagava o cigarro no chão e acabava com uma tônica que estava bebendo. Ele havia bebido demais à tarde, mas foi bom. Havia saído com três lindas moças em busca de um pouco de diversão, o que deixou o ego dele animado para a noite. Tinha cortado o cabelo, raspado o bigode e sentia-se bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 22:36 o carrinho vintage despontou no topo da rua, Brian sorriu, abriu a porta e sentou-se olhando-a de cima a baixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Toda de preto. Você tá linda Jackie. Como sempre é, como sempre foi e como sempre será. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, para seu lindo! Obrigada, é sempre bom receber alguns elogios, estou precisando utimamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles foram rodando a cidade de carro até chegar ao bar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N.A. Todo o começo do conto foi escrito num domingo ressaquento, enquanto o resto, à partir de agora, será escrito numa segunda feira ensolarada. Vamos ver o que que sai, até eu estou curioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles Chegaram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brian desceu do carro apagando o cigarro, Ela arrumando os cabelos, deram-se as mãos, sorriram um para o outro e emtraram numa portinhola que mais parecia um velho sobrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lugar estava escuro. Apenas numa parede um velho projetor mostrava um velho e raro show do Coltraine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olá, tudo bem? – disse a garçonete assim que Brian acabara de sentar-se com Jackie – Vocês querem a garrafa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso, a garrafa – disse Brian – a garrafa, um copo longo, um copo baixo, uma Club soda, um balde de gelo e uma água sem gás, é isso né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uhum, acho que isso tá bom. – disse ela enquanto olhava ao redor, fitava cada quadro que que estava na parede, cada senhor e senhora que estavam nas mesas, cada detalhe das garrafas que estavam no bar até que seu olhar parou num Senhor de idade, com um chapéu de marinheiro azul marinho e um copo de whisky na mão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esse é o cara que canta… e, você vai ver, quando ele começa a cantar é um orgasmo raro – Completou Brian enquanto a servia de Buchanan`s 12 com duas pedras de gelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da segunda dose de cada, Os senhores tomaram o palco, as luzes ficaram baixas, baixíssimas e eles começaram a alinhar os instrumentos. Ela, Jackie, apoiou-se com um dos cotovelos na mesa, deitou a face na palma e sorriu para Brian. Ele retribuiu o sorriso e apontou para a banda. Ela olhou. Ele continou olhando para ela até que o boa noite fosse dado e a primeira música tocasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não entendo nada de Jazz, Brian!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deixa, não precisa entender, não precisa saber a letra. Só sente. Começa olhando para o piano, depois pula para o baixo, dá uma secada na bateria. Quando cada trecho estiver ficando claro pra você, presta atenção no sax e, pra foder de vez a cabeça espera pelo trompete e pela voz desse maníaco. Jazz é assim. É pra sentir. No dia que você começar a entender demais de jazz, o propósito da música ficou pra trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois sentaram-se, no simples e bom deleite da boa música, da boa bebida e da boa companhia. Brian estava incontrolável na cadeira, seus olhos corriam pelos instrumentos, pelos músicos, pelas pessoas do bar. Seus olhos corriam por Jackie e via o prazer emanando daquele corpo quando a voz saia pelo microfone. Ele sabia, era um orgasmo a cada palavra proferida, a cada nota tocada, a cada respiração mais pesada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vem, Jackie, vamos dançar.&lt;br /&gt;- Você tá louco – disse ela rindo – não, ninguém dança aqui! Para!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brian já estava de pé e a puxava sem ouvir os comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles foram para a frente do palco, ao lado da banda. Os músicos estavam alinhados, os dois se posicionaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mão com mão.&lt;br /&gt;Mão com ombro&lt;br /&gt;Mão com cintura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda começou a tocar. Aquele Jazz chorado, aquela música para o pé do ouvido. Eles começaram a tocar Moonlight in Vermont, um clássico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles começaram a dançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela dança de olhos fechados. E os corpos foram se aproximando, deixando de lado a etiqueta, deixando de lado os passos, deixando de lado a dança. Os corpos foram se aproximando e já não tinha mais mão com mão. As mão foram para o corpo. Os braços dela foram para o pescoço de Brian, as bochechas ficaram coladas e, por mais uma vez, Brian pode sentir a maciez daquela pele e a suavidade daquele cabelo. Mais uma vez Brian pôde sentir toda a leveza daquele aroma que só Jackie tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem a música ele ouvia mais. Deixou o corpo ser levado apenas por aquilo que ele sentia por perto. Deixou as bochechas próximas, para depois juntarem as testas e olharem-se profundamente nos olhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olharam-se profundamente nos olhos e dançaram, e rodaram, e se divertiram com abraços e carinhos que representavam todo aquele amor sincero de uma vida já muito compartilhada, já muito vivida, cheia de todos os prazeres e dores e diversões e discussões e brigas que uma vida bem vivida tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música acabou e eles continuaram a dançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas foram embora e eles ainda estavam a bailar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As luzes se apagaram e aqueles dois rostos ainda estavam juntos, sorrindo, sonhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brian abriu os olhos, no dia seguinte. Sonhara com Jackie. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou da cama, esticou um dos braços, abraçou a própria cintura e continuou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Ainda estou dançando – pensava ele – ainda estou dançando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-7206701630127093811?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/7206701630127093811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=7206701630127093811' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/7206701630127093811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/7206701630127093811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2011/10/all-of-jazz.html' title='All of Jazz'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-xl4K5Z0kMMA/TqWOcPoPG4I/AAAAAAAAAYQ/xOpKkuB4vN0/s72-c/jazz%2Bontem%2B2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-3890803864744098051</id><published>2011-10-16T18:04:00.002-02:00</published><updated>2011-10-17T12:49:47.744-02:00</updated><title type='text'>As mulheres da minha vida</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-zJ7Gg718Iiw/Tps5I0sNKlI/AAAAAAAAAYE/cDh-zA0XzUM/s1600/mulheres.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 188px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-zJ7Gg718Iiw/Tps5I0sNKlI/AAAAAAAAAYE/cDh-zA0XzUM/s400/mulheres.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5664183780094323282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que eu sempre busco um amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasci um cara carente, platônico, que viveu se apaixonando no decorrer de uma vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira grande paixão foi uma amiga da minha mãe, chamava Karien. Era linda, loira, pequena e tinha uma voz irritantemente fina. Acho que eu jamais me apaixonaria por ela, mas ela foi uma das primeiras mulheres que eu vi na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 4, 5 anos, ela ia em casa com o marido e eu ficava olhando para ela por horas, vendo cada detalhe daquele pequeno corpo lindo. Nem sei se era tão lindo assim, mas eu achava perfeito, ao cinco anos, achava aquele pequeno corpo perfeito.&lt;br /&gt;Já um pouco mais velho, na perua para a escola, conheci a Marina. Eu era da terceira série, ela do primeiro colegial. Acho que foi meu amor platônico mais forte. Dividia a perua do colégio com ela por horas, rachava pequenos lanches e nunca disse uma palavra. Pura, a mais pura vergonha de uma criança apaixonada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crianças apaixonadas tendem a ser muito tímidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou uma criança tímida até hoje. Embora disfarce isso muito bem com tiradas obscenas e comentários libidinosos. Basta uma mulher olhar fundo nos meus olhos que eu perco a fala e me apaixono novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da Marina, eu entrei de férias e fui passar um tempo no sítio da família. Um belo sítio em Sorocaba, com piscina, salão de jogos, campo de futebol e coca cola à vontade. Acho que eu devia ter uns 12 anos. Nesse meio tempo chegou as duas meias primas do meu meio irmão, Laura e Julia. Foi amor à primeira vista. Pelas duas. Nadávamos juntos à noite, brincávamos de polícia e ladrão, comíamos amora direto do pé. Eu continuava aquele novo idiota. Não conseguia falar uma palavra sobre o que eu sentia, apenas me divertia com elas e as observava enquanto as duas riam e conversavam e pulavam no lago. Nos divertíamos muito naquele tempo e esse amor platôncio pelas duas dura, por alguma maneira, até hoje. Ainda tenho um sorriso besta no rosto quando as vejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não passaram-se dois anos e mais uma vez fui passar férias com a minha família, mas dessa vez fui para a praia. Lá encontrei um bando de pré adolescentes da minha idade, amigos do meu meio irmão – esse que sempre teve amizades mais sadias que a minha, sempre fui mais do dark side, saca? – e entre esse amigos estava ela, Juliana. Uma morena maior que todos os homens naquela época. Rolou uma química maluca entre nós dois. Sempre nos encostávamos, na ida de ônibus fomos sentados lado à lado. Durante os luais que fazíamos, ao som do guilherme ao violão, a fogueira queimando e todos cantando nos dávamos as mãos e ficávamos admirando aquilo tudo, naquela ingenuidade infantil. Naquela fase que não se sabe se ainda é criança ou já quer fingir ser adulto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essa eu sofri gravemente por uma semana, depois de a ter deixado na rodoviária de São Paulo, depois de termos dividido uma mala para sentarmos enquanto esperávamos o ônibus. As pernas encostadas, eu suando igual um doente e ela, vendo tudo isso, encostada com a cabeça no meu ombro, dedos entrelaçados comigo, como se nada estivesse acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso eu fiquei vagando entre esses três amores platônicos por um bom tempo. Juliana, Laura e Julia, mexiam com a minha cabeça a cada momento que ela ficava vazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim até o primeiro colegial. Nessa época as meninas começam a ficar mais espertas, elas começam a entender o poder que elas excercem sobre os homens e começam a dominá-los por completo. Foi ai que eu tive a minha primeira namoradinha. Entre o primeiro e o segundo colegial. Foi quando eu conheci outra Juliana – vocês vão ver que Julianas, Julias, Marianas e Marinas sempre tomaram conta da minha vida. Raramente me apaixono por algum outro nome. Essa morava longe, mas sempre que eu a via, era uma delícia. Com essa eu tive minha primeira experiência sexual, recebi meu primeiro boquete e contiuo achando que foi um dos melhores boquetes da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ela acabou comigo por morarmos longe demais um do outro, eu chorei, comprei uma garrafa de vodka, 4 maços de cigarro e fiquei no meu quarto até vomitar pela janela. Foi meu primeiro grande porre por causa de mulher. O primeiro de muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A Juliana machucou-me tão forte que eu fiquei alguns anos sem amar ninguém. Foi quando conheci as prostituas e o poder de comprar amor por hora. Salvou essa simples e pura alma de algumas dores por muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a Roberta. Morena de cabelos cacheados, com uma voz linda e cantora de reggae nas horas vagas. Ela tinha belos peitos e pricipalmente uma pele branca e macia que deixava qualquer homem louco com um simples beijo de boa noite. Cabelos longos, encaracolados, lindos, peitos, pele branca e macia. Me apaixonei por longos meses por essa Roberta. Mas apenas por beijos e amassos nas horas vagas entre aulas. Foi um amor rápido, mas intenso, pelo menos para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi, depois de uns três meses com a Roberta, que eu conheci a Dani. Essa me pegou pelas bolas por dois longos anos. Uma moça bonita, cheia de ideias e princípios na cabeça. Dona da bunda e da personalidade mais linda e pura que eu conheci até hoje. Foi com ela que eu entendi, por cima, como uma mulher funciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que nosso amor acabou simplesmente por que fui embora para Londres. Mas ainda tenho por ela um carinho imenso. É raro eu vê-la e não ter vontade de apertar aquele corpo inteiro e sentir aquele sorriso macio perto do meu rosto.  Que menina pura e linda e simples. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ida para Londres conheci a Juliana (mais uma) aquele corpo pequeno, aqueles olhos, aquela vontade louca de explorar o mundo bateu certinho com a minha vontade de conhecer o mundo, de conhecer uma mulher, de conhecer mais sobre o sexo. Foi com essa Juliana que eu aprendi o que é fazer sexo. Muito sexo. Sexo sincero. Ela foi a mulher que marcou a minha vida e que agora a tenho como uma amiga sincera. Mas até chegar essa posição sofri demais por ela, com medo, mais uma vez, de falar simples palavras como “eu te amo”. Sofri por meses, talvez até um ano, vagando por bares, pegando as amigas que ela tinha, pegando as gringas perdidas, as drogadas, até voltar para o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, cai de amores, diretamente por Marina (outra).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa foi, também, mais uma marca interessante. Mais uma mulher, muito mais nova, que fez um velho sofrer. Aquela simplicidade toda, aquele sorriso fácil e aquele amor pela mentira que eu vivo até hoje. Aquela mentira do homem feito, seguro de si mesmo e com diamantes saíndo pelo ladrão. Essa foi mais uma que me ensinou o que é uma mulher, o que é uma menina e o que diferencia uma menina de uma mulher. É a simples idade e experiência. Por essa menina eu me apaixonei ao ponto de pensar em casamento. Ainda bem que o mundo dá as voltas certas para que você não faça coisas erradas. Ainda tenho muito carinho por ela, mas descobri que, como algumas outras, essa não era para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que essa para mim existe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentado no bar, olho para o lado e vejo uma moça pequena, cabelos escuros e sorrindo com o futebol. Vejo nela uma beleza  e uma verdade sincera e realizo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as mulheres que me apaixonei tinham essa verdade e essa beleza sincera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Brian, é hora de você se apaixonar de novo." Pensei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-3890803864744098051?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/3890803864744098051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=3890803864744098051' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/3890803864744098051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/3890803864744098051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2011/10/as-mulheres-da-minha-vida.html' title='As mulheres da minha vida'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-zJ7Gg718Iiw/Tps5I0sNKlI/AAAAAAAAAYE/cDh-zA0XzUM/s72-c/mulheres.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-3537193463953628952</id><published>2011-10-16T16:39:00.002-02:00</published><updated>2011-10-16T16:44:58.500-02:00</updated><title type='text'>Merda</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-dzpgl8_Mbtw/TpsmHhooShI/AAAAAAAAAX4/MuvpxpWh6K8/s1600/merda.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 305px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-dzpgl8_Mbtw/TpsmHhooShI/AAAAAAAAAX4/MuvpxpWh6K8/s400/merda.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5664162867078253074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Poliana é o nome dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garçonete do bar que Brian sempre frequentava. Lá ele acabou conhecendo alguns grandes escritores desconhecidos como ele. Escritores desconhecidos, corações partidos e fígados castigados. Essa é a descrição de qualquer ser humano normal que não consegue compartilhar muito bem com a loucura idiota que é esse mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na TV passava algum jogo no canal de esportes e, quando entrou os comerciais um que Brian havia produzido entrou no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Poliana, tá vendo aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uhum – disse enquanto limpava um copo e deixava a água molhar a blusinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu que fiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela largou um belo sorriso, deu uma piscadinha e foi guardar os copos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Merda – pensava Brian – Bem que eu podia ter escolhido fazer novelas ao invés de publicidade. Achei que publicitários fodiam garçonetes… Não funciona muito desse jeito, pelo menos escritores fodem. Menos do que “novela guys”mas fodem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada como o estômago cheio. Brian estava com um problema alimentício que, segundo Bukowski, era causado pelo excsso de bebida. Ele raramente comia mais do que uma refeição por dia, quando comia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando comia, comia como um animal. Dentro do bar que estava viu um casal de alemães matar um steak cada um. Um gordo Steak, parecia um filé mignon com um molho em cima. Algum molho de azeitonas – que ele achou uma verdadeira viadagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- EDI!!!! EDI!!!!  - ele gritou, já meio embriagado. Aqueles dois shots de whisky e as 04 cervejas em 40 minutos haviam lhe feito algum efeito – ME FAZ M STEAK DAQUELE… ISSO… IGUAL AQUELE QUE AQUELE CARA TA COMENDO COM A MULHER GOSTOSA DELE… ISSO.. EHEHEHEHE… SEM A VIADAGEM EM CIMA, OK!? SO O STEAK E AS BATATAS.&lt;br /&gt;Ele comeu com vontade dois steaks e as batatas de um prato, calibradas no Heinz, enquanto matava as duas últimas cervejas do balde. Pediu mais um balde, mais um whisky e deleitou-se com a country music que rolava nas caixas de som cansadas do bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é Mozart, mas cai bem com o momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele estava com saudades de algumas coisas da vida, como por exemplo o fumo de enrolar de Londres e aqueles passeios à pé. Aquela bela cidade, tão maluca quanto São Paulo, mas com algumas centenas de anos à frente no quesito organização e, principalmente, transporte público. Estava com saudades de poder andar à vontade e principalmente com saudades da falta de vontade de crescer profissionalmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se sabe onde, em que momento, nem quando eles conseguiram colocar essa ideia na cabeça de Brian. Essa ideia que você sempre tem que mirar para cima, sem saber quando é a hora de parar. Quando, mas quando, colocaram essa ideia na cabeça de Brian, de que é preciso lucrar um R$ 300.000,00 para alguma empresa pra tirar nem 10% disso. Longe, mas muito longe de 10% disso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pra que!? – pensava – pra que!?. Já não seria suficiente bem menos que isso e um lar com paz? Não seria suficiente bem menos que isso para ter bem menos preocupações? Para mais qualidade de vida? Para poder parar de mirar pra cima e começar a olhar para frente? Para poder ver a paisagem e deixar de ser cegado pelo sol inalcansável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade desse mundo é que é muito simples ser feliz e satisfeito. Só que pessoas felizes e satisfeitas não fazem a roda girar, entendem? Pessoas felizes e satisfeitas não compram calças Diesel e Ternos Armani, pessoas felizes e satisfeitas não comem em restaurantes superfaturados, não fazem viagens superfaturadas, não vivem vidas superfaturadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas tristes e perdidas o fazem. Sempre em busca daquilo que pode, por algumas horas, saciar o vazio que é existir nesse mundo. Não o mundo inteiro, apenas partes desse mundo. Nesse aglomerado de gente que pula as pernas do mendigo que dorme no meio da rua, nesse amontoado de seres humanos em busca de um pouco de amor e carinho e compreensão e um olhar sincero que se aglomeram em casas escuras com música alta tocando, onde eles podem deixar de ouvir o mundo e alienar-se ainda mais um pouco, escondendo-se de todos e de si mesmo em cima dessa alegria falsa. Em cima da surdez da música alta, da cegueira do execesso de bebida, da falta da fala, do sorriso forçado, do beijo obrigatório, do sexo mentiroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brian era bom nisso. Em mentir, em camuflar-se dentro dessa merda que é esse mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa merda tem saída. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Brian pensa nessa saída todos os dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-3537193463953628952?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/3537193463953628952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=3537193463953628952' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/3537193463953628952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/3537193463953628952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2011/10/merda.html' title='Merda'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-dzpgl8_Mbtw/TpsmHhooShI/AAAAAAAAAX4/MuvpxpWh6K8/s72-c/merda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-6066250509248330316</id><published>2011-10-09T16:24:00.003-03:00</published><updated>2011-10-10T01:40:09.837-03:00</updated><title type='text'>A caverna mais escura de SP</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-m2hR9bpzFvk/TpH2fH_gjrI/AAAAAAAAAXw/RIdU4WJEWDI/s1600/Caverna%2BEscura.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-m2hR9bpzFvk/TpH2fH_gjrI/AAAAAAAAAXw/RIdU4WJEWDI/s400/Caverna%2BEscura.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5661577221163224754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O nariz continuava escorrendo e a tosse é incessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele catarro com gosto entre o azedo e o amargo e textura de massa de pizza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estômago ardia a cada garfada do “toicinho”que era vendido naquela Kombi velha defronte a pior das cavernas da cidade de São Paulo. O estômago ardia a cada mordida do Toicinho e a cada gole da aguardente mais barata do mercado, só parava de arder quando descia uma cerveja gelada apaziguando tudo isso. Esse era o ciclo do estômago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Brian esticou o braço e apoiou-se numa parede viscosa ao lado da Kombi. Suas pernas doíam um absurdo pela longa caminhada que havia começado naquela sexta feira ensolarada e começava a acabar ali, naquela Kombi na frente daquela caverna, com aquele “toicinho” e aquela aguardente e aquela cerveja e aquela tosse e aquele catarro e aquela queimação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Será que é hoje? – pensava Brian enquanto apoiava-se na parede com a visão turva e as pernas queimando ainda mais – caralho, é a mesma sensação que eu tive quando trabalhei por 48 horas sem parar só que agora estou – além de cansado – bêbado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não durou muito e a sensação passou, mais ou menos como aquela cena que o Nicholas Cage acorda tremendo e mata uma garrafa de vodka no gargalo. Tudo em Vegas. Las Vegas. A cidade do sonhos perdidos, dos casamentos esquecidos e das fortunas abandonadas. Mora ali o auge do consumismo capitalista animal, desnecessário, compulsivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, boneca. Sei que não sou um cara assim, bonito de primeira, mas me dá a chance de lamber-lhe toda, quer dizer, de conversar com você por meia hora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tapa foi tão forte que Brian caiu com a cabeça perto do meio fio e por lá mesmo ficou, relembrando a notícia que leu no jornal que envolvia o bife que comera no início dessa jornada do final de semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Documentário elucida pontos obscuros da carreira de Raul Seixas”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esticou a mão e prontamente o dono da Kombi defronte a pior caverna da cidade deu-lhe mais uma cerveja. Com os dentes sacou a tampa, cuspiu-a no primeiro cara que passou por ele – o que gerou um leve desconforto, mas ninguém bateria num sujeito naquelas condições – e continuando naquela sessão nostálgica de lembranças de Raul Seixas, com a cabeça próxima ao meio fio cantou um trecho de uma música enquanto levantava-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Qual será a forma da minha morte?&lt;br /&gt;Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.&lt;br /&gt;Existem tantas... Um acidente de carro.&lt;br /&gt;O coração que se recusa a bater no próximo minuto,&lt;br /&gt;A anestesia mal aplicada,&lt;br /&gt;A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida&lt;br /&gt;O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe,&lt;br /&gt;Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um pouco de tosse e uma escarrada digna dos jogadores de Beisebol Brian checou os bolsos e viu que ainda lhe restavam uns bons R$ 200,00, o que deixou-lhe bem feliz, feliz até demais, perigosamente feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfiou o dinheiro no bolso de cima da camisa, escorregou a mão até as pernas cansadas e sacou um maço de cigarro amassado e uma caixinha de fósforo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirou um cigarro, levou à boca, sacou um fósforo, ricou-o, levou-o à boca, acendeu o cigarro, queimou o dedo e tragou profundamento soltando um vulcão de fumaça azulada na cara de uma senhora que passava pela rua. Ele era mal visto naquele domingo de manhã. Se todos soubessem quem ele era de verdade seria mal visto todos os dias – nåo conta pra ninguém, mas ele é publicitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caia uma chuva leve que Brian deixou molhando o corpo, amenizou os passos e lembrou quantos anos fazia que não tomava um bom banho de chuva, daquelas de tirar a camisa e deixar a água lavar a alma, de olhos fechados, deitado na grama, sentindo as gotas a bater nas pálpebras, no peito, no corpo inteiro. Nesse momento ele teve uma ereção, sem sentido algum, mas teve uma ereção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que nesse mundo atual, chuva me dá mais tesão que gente – filosofou enquanto arrumava o caralho para o lado esquerdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filosofada que não durou mais do que 30 minutos de caminhada, quando ao longe – e com a cerveja já quente – ele vizualizou aquele velho letreiro metálico, com um nenon ridículo a iluminar a parede amarela ao lado do Shopping Ibirapuera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Delícia. Não preciso enfiar nada em lugar algum, mas receber um pouco de carinho vai ser bom agora. Elas já me conhecem pelo nome, já trazem meu drink do jeito que eu gosto e, na ausência de clientes por longos períodos, até me fazem um carinho extra – se é que você me entende. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tocou a campainha e o Rob – apelido carinhoso para Roberto, o leão de chácara do puteiro – abriu a porta mostrando os dentes brancos daquela cara negra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Briiiiiiiiiiiiiian – disse ele daquele jeito estúpido das pessoas grandes – quanto tempo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Faz tempo mesmo. Tava numa fase mais de sexo solitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pouco dinheiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brian entrou, sentou-se no grande e sujo sofá esticando as pernas cansadas e abrindo mais uma cerveja nos dentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-6066250509248330316?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/6066250509248330316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=6066250509248330316' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/6066250509248330316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/6066250509248330316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2011/10/caverna-mais-escura-de-sp.html' title='A caverna mais escura de SP'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-m2hR9bpzFvk/TpH2fH_gjrI/AAAAAAAAAXw/RIdU4WJEWDI/s72-c/Caverna%2BEscura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-3758257268017876449</id><published>2011-10-05T14:07:00.003-03:00</published><updated>2011-10-05T14:15:31.646-03:00</updated><title type='text'>Fluffy</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-ZTWWGtXtrN4/ToyQoqXZe1I/AAAAAAAAAXo/cZUbGN1r4pI/s1600/fluffy.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 225px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-ZTWWGtXtrN4/ToyQoqXZe1I/AAAAAAAAAXo/cZUbGN1r4pI/s400/fluffy.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660057859939466066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brian acordou atrasado esta manhã. Olhou para o lado, viu algumas garrafas de Heineken e começou a lembrar da noite passada. Uma leve nebulosa tomava conta de sua cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Caralho – falava ele em voz alta, sozinho, enquanto mudava a TV para rádio e ligava a música clássica – essa mulher é foda, ainda vou entender por que me sobra sempre essa sensação de sonho quando saio com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brian falava da nova moça que conhecera recentemente, uma bela mulher, alta, belos ombros e coxas firmes. Ele sempre gostou de coxas firmes. De coxas firmes, sorriso largo e olhar profundo. Coxas, sorriso, olhar e um papo livre, aquele papo que deixa o universo de lado, que deixa o mundo de lado, esse mundo falso que a gente vive, esse mundo de servidão conformista. Tudo fica um pouco mais calmo, mais belo, mais leve quando ela solta aquela criança e Brian faz piadas para que a risada seja tanta que até lágrimas escorrem dos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tomar um tombo de sua cama provocado pelo lençol que estava preso em seu pé, Brian, ainda deitado no chão puxou um cigarro e ficou curtindo um Tchaikovsky que rolava em alto e bom som. Seu corpo todo doía levemente e a cabeça ainda rodava. Ela não sabia – ninguém sabia – mas aquela noite este homem ficou tomando mais algumas long necks admirando o silêncio de sua rua e vendo a lâmpada da rua que acendia e apagava a cada minuto, ora iluminando o rosto de um bêbado que dormia sob o poste da tal lâmpada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sou muito diferente daquele cara – pensava Brian acendendo um cigarro e jogando a bituca velha fora – a única diferença entre eu e aquele bêbado é que eu ainda mascaro um pouco da minha realidade, enquanto aquele bêbado é pura realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele levantou-se do chão e foi tomar uma ducha gelada. Tomar uma ducha gelada e uma cerveja gelada. Não iria aguentar aquela ressaca sem uma cerveja gelada apenas para amenizar o fígado que implorava por alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A água começou a tomar conta dos cabelos que antes foram acariciados por aquelas mãos firmes de mulher decidida, a cerveja tomou conta da boca previamente beijada e o cérebro começou a colocar em linha os fatos que aconteceram na noite anterior:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aquele velho e bom bar vazio. Sempre tive prazeres por bares vazios. Acho que com um bom papo, não sobra tempo para aquele silêncio constrangedor, aquele silêncio que faz com que os olhos passeiem pelo recinto em busca de alguma coisa que entretenha a mente. Um bom papo entretêm a mente por horas e horas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tava dizendo isso pra ela ontem, eu acho. Passei por uma fase meio maluca esse tempo todo, saca? Essa coisa de crescimento profissional faz você esquecer quem você é de verdade e focar no que o capitalismo quer que você foque, ou seja, faz de você um workaholic. Porra. Workaholic é um bicho chato pra caralho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fluffy, entende isso. Esse não sou eu, de verdade. Eu sou outra pessoa, essa pessoa que você conheceu no nosso primeiro encontro é a minha construção, minha obra prima. Ela está bem posicionada, sempre sorridente, te leva nos melhores bares, não deixa você encostar no cardápio, escolhe os drinks… essa coisa toda é montada, é roteirizada. Até a perda do roteiro é roteirzada, saca? Entendo você se você quiser jogar esse copo em mim e sair daqui andando. Aliás, isso seria cinematográfico e renderia um belo conto. Mas apenas um. Não quero que você seja um conto, quero um livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quer dizer então que eu cai num roteiro que você faz com todas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bem por ai, bem por ai. Mas deixa eu completar. Foi aquela noite que formou na minha cabeça a certeza que estava tudo errado, tudo torto, então me joguei perdido daquele jeito pela simples razão de que você me deu carinho. Carinho. Você não tem ideia do poder desse carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mão dela segurava a minha mão, ela sorria aquele sorriso envergonhado característico e cobria a cabeça quando ficava com muita vergonha. Lembro que eu ria desses pequenos detalhes e gracejos - que essa moça não tem nem ideia – que conquistam um homem como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porra Brian – disse ela separando as mãos e olhando para o horizonte – fico feliz de ter feito isso, aberto esse novo caminho. Fico feliz de saber que agora rola uma sinceridade, agora rola um você de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos levantamos e saímos para fumar um cigarro. Para eu fumar um cigarro. Ela parou na minha frente, depois encostou-se do meu lado, colando seu ombro com o meu. Eu larguei o cigarro e abracei-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela precisava daquele abraço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu precisava daquele abraço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentir as costas no meu peito, descer a mão pela cintura e entrelaçar os dedos, os cabelos dela no meu ombro e a cabeça para cima admirando as estrelas. Ela virou-se, veio para o lado direito do meu corpo. As pernas enroscaram-se, minhas mãos correram por dentro do casaco, quase tocando a pele, sua cabeça tocou meu ombro e uma lágrima escorreu dos seus olhos. Nos olhamos, eu enxuguei seus olhos e nós sorrimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não quero mais o amanhã, Brian.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O amanhã não existe, Fluffy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Existe, existe e ainda tenho o pesar dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos da rua e voltamos para o bar, fui ao banheiro e na volta encontrei uma mesa vazia, apenas com um guardanapo escrito em língua estrangeira e assinado com o apelido carinhoso que eu havia dado a ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para a rua e não a vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntei para o bartender:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você viu a moça que estava aqui para onde ela foi!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que moça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cabeça aturdida pela resposta me fez pagar a conta, abraçar o blazer e vir para casa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brian acabou com a cerveja e fechou o registro da água. Abriu a carteira, pegou o guardanapo e fitou-o por longos minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que diz aqui eu nunca vou saber. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele vestiu-se, acendeu mais um cigarro, abriu mais uma cerveja e entrou no carro perguntando para si mesmo até onde aquilo tudo era real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntando para si mesmo se ela era real. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginando 1000 coisas que aqueles desenhos poderiam significar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-3758257268017876449?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/3758257268017876449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=3758257268017876449' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/3758257268017876449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/3758257268017876449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2011/10/fluffy.html' title='Fluffy'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ZTWWGtXtrN4/ToyQoqXZe1I/AAAAAAAAAXo/cZUbGN1r4pI/s72-c/fluffy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-2322228957859807909</id><published>2011-09-27T18:00:00.004-03:00</published><updated>2011-09-27T18:28:23.019-03:00</updated><title type='text'>descobertas - A Bebida</title><content type='html'>Não rolou colocar imagem dessa vez... mas fiquem com: &lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/ENpcgPaPDeM" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo tem aquela fase de descobertas primordiais. Aquele momento que o mundo separa os certos dos errados, os limpos daqueles que gostam de Raul e Lobão, os que vão trabalhar em banco e aqueles que talvez virem piloto de avião ou diretor de criação ou artista…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que é um momento você começa a ganhar mais corpo intelectual, começa a formar uma opinião própria, saca? Criar e cultivar seus ídolos, seguir experimentando aquilo que te dá vontade ou deixando de lado aquilo que te dá medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medo. Tem muita gente que tem medo de muita coisa e acaba não experimentando nada… Mas foda-se. Não tô aqui pra definir qual caminho é melhor ou pior, isso é só uma introdução dos meus anos de descoberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De novo esse papo, Brian!? – disse o Barriga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, de novo, Barriga. Tô bêbado, ouvi November Rain essa manhã e quero compartilhar esse momento, mais uma vez, com você. Cala a boca e me ouve, porra. Você tinha que me agradecer por esses anos! Foram esses anos de descobertas que me tornaram o cliente mais fiel desse bar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Barriga ficou quieto e Começou a enxugar copos mais uma vez. Porra. Venho no bar desse puto quase tudos os dias, já quase mudei o número da minha conta de depósito de salário para a conta dele e ele ainda critica a minha repetição de fatos da minha vida. O puto deveria ouvir sem pestanejar! Quanto mais eu falo mais eu bebo e mais eu falo! Sou uma mina de ouro para esse puto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos lá. Agora ele já me ouve, ou pelo menos faz como eu faço com a minha mulher, ou com quase todas as mulheres, resmungo um “aham” às vezes e tudo segue lindo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa minha fase de descobertas aconteceu entre os 14 e 18 anos, a primeira fase e depois entre os 23 e 25, mas acho que hoje, para essa conversa entre eu e o Barriga, tá bom focar na primeira fase, aquela fase em que as descobertas são mais exclusivas mesmo, sabe? Quando você conhece a bebida, quando você conhece a mulher, quando você conhece a droga, a música, a madrugada, a ressaca, a universidade e por ai vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que foi com 14, ou 15, que eu descobri a bebida. Sempre fui um cara bem normal, de bom coração, sabe? Uma família que sempre me amou, completa, com pais (divorciados) avós, tios e tias. Sempre tive casa na praia, casa no campo, casa de cachorro…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi por nenhum problema que eu comecei a beber, a não ser pelo bullying na escola. Aliás, o bullying na escola foi antes, quando eu era menor. Mas parou cedo também, parou quando eu levei uma faca pra escola e ameacei furar o próximo que fizesse alguma piada sobre a minha cabeça. Porra. Ela é enorme, eu sei disso, mas crianças são más e merecem um furo de faca por serem más. Claro que só outra criança pode furar uma criança. Se for um adulto, é sacanagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando à bebida. Caralho. Puta descoberta. Desde muleque sempre me diverti muito, eram outros tempos, todo mundo fala isso. Sempre são outros tempos, sempre na sua infância as ruas eram mais seguras, as pessoas mais sorridentes e todos respeitavam os mais velhos, sempre é assim quando você lembra do passado. Todo mundo tenta fazer do seu passado alguma coisa melhor que o presente. Não entendo o porquê. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puta descoberta do caralho, repito. Sempre andei muito de ônibus, saia por São Paulo para visitar amigos que moravam nos bairros próximos. Nunca fui um cara muito caseiro, desde pequeno. Sempre odiei ficar sentado em casa lendo, ou vendo TV… Sempre adorei a minha casa mas acho que sempre a adorei por ela sempre estar lá quando eu voltava da rua. Sempre fui da rua. Pegava o ônibus e ia vistar alguém, interfonava para essa pesoa, amigo, amiga, tanto faz e ficávamos no pátio do prédio conversando ou então ouvíamos música e ficávamos quietos com os pés dentro da piscina. Algumas vezes estava sem fazer nada em casa e saia para andar, dar uma volta pela cidade, passava na casa de um, na casa de outro , ficava 30 minutos e saia andando até a outra casa. Lembro que nos tempos de colégio era a mesma coisa, olhava para o tempo, juntava o dinheiro da passagem do ônibus, comprava um pouco de pão de queijo e voltava a pé para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora imagina, tudo o que eu falei acima, só que tomando uma gelada, entenderam? Puta descoberta do CARALHO! Foi à partir dai que a bebida entrou na minha vida e temos uma relação muito feliz que já somarão quase 15 anos. As festinhas de prédio ficaram animadas, todos bebiam e riam mais, alguns passavam mal. Foi nesse tempo que as viagens etílicas começaram. Era um tal de juntar os centavos, comprar quilos de maracujá e açúcar e litros e mais litros de pinga e gelo. Algumas casa foram destruídas com esse cocktail, pessoas acordavam vomitando por todos os lados, a memória apagada, muitas histórias foram escritas e esquecidas nesse tempo, nesse tempo entre os 14 e 18 anos, tempo que duraram as viagens etílicas e a descoberta da bebida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da bebida, muito mais coisa começou a acontecer na minha vida. Já um pouco mais pra frente dessa fase, aos 17 na verdade, eu entrei na faculdade. Quase um menino prodígio, que passou o terceiro colegial inteiro enchendo a cara e acabou numa das melhores universidades do país por uma jogada incrível da sorte. E foi aos 17 que eu comecei a descobrir outras coisas. Descobri os amigos mais velhos, descobri as mulheres mais velhas, descobri a escrita. Nunca tinha escrito nada até os 17 anos, apesar de sempre ter essa vontade guardada, escrevia bem nas aulas de redação, escrevia bem as cartas para os meus amores platônicos, deixava as meninhas babando por um admirador secreto. Sim, secreto, eu nunca assinava, apenas deixava o bilhete em cima da mesa de alguma meninota que eu gostava naquela semana e ficava de longe vendo o sorriso da garotinha despontar na boca e, algumas vezes até uma lágrima rolar. Sempre fui bom em descrever pessoas e, principalmente, em descobrir o que lhes fazia mais feliz nelas mesmas. Era assim que eu, em silêncio, conquistava um grande número de meninas na escola, sempre em silêncio, afundado na minha absurda timidez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aos 17 isso tudo mudou. Ir para a faculdade é como viajar para outro país, entende? É uma chance maluca de reformular a sua personalidade, deixando para trás os pedacinhos que você não gosta, mas o ambiente já conhece bem demais. É uma reformulação pessoal mesmo, arrumar as malas da cabeça e começar de novo tirando as coisas velhas que você não quer mais usar.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porra… Puta dia corrido, comecei a escrever isso era umas 09 da matina…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos deixar essa brincadeira por aqui, por enquanto. Vou até colocar nome nessa séria de contos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse vai se chamar  Descobertas: “A Bebida”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-2322228957859807909?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/2322228957859807909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=2322228957859807909' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/2322228957859807909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/2322228957859807909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2011/09/descobertas-bebida.html' title='descobertas - A Bebida'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/ENpcgPaPDeM/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-6232940389217415897</id><published>2011-09-21T18:32:00.001-03:00</published><updated>2011-09-21T18:37:04.093-03:00</updated><title type='text'>Pode Sair...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-NNiuEJxlvu4/TnpY6XxXQtI/AAAAAAAAAWw/tUBd1xvFBnk/s1600/pode%2Bsair.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 225px; height: 225px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-NNiuEJxlvu4/TnpY6XxXQtI/AAAAAAAAAWw/tUBd1xvFBnk/s400/pode%2Bsair.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5654930041953796818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N.A. Quando lerem coloquem uma música clássica de sua preferência. Coloquem o fone de ouvido e aumentem o volume. Façam disso uma experiência contemplativa…&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=FSSx9Z7-dJQ"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=FSSx9Z7-dJQ&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei no bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei e senti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti falta daquele olhar contemplativo sob o mundo, sobre o ser humano, na verdade. Senti falta de olhar para o grupo ao lado e, numa fagulha de conversa captada, elaborar um conto que mudaria a vida de alguns poucos leitores que eu tenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porra, Brian – pensava eu comigo mesmo e com um Gin Tonic and Angustura – O que tá acontecendo, cara?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuei pensando até o drink acabar e ainda sim sem captar fagulha nenhuma de conversa nenhuma. O bar estava vazio e os bartenders quietos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que é a idade? Será que eu estou ficando velho, ranzinza e chato? Será que perdi aquele olhar maravilhado para o mundo? Até meus 24 anos achava que era na dor que a escrita fluía, só depois descobri que na dor ela realmente flui, mas na alegria também, ou na contemplação, ou na simplicidade da vida suburbana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi só depois que eu descobri que com palavras simples você pode passar ideias complexas de coisas simples. Foi só depois que eu descobri que coisas simples são ótimos gatilhos de ideias complexas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi numa dessas que comecei a escrever de modo contemplativo, olhando para o mundo e tirando ideias desse mundo. Não esse mundo que conhecemos. Odeio escrever sobre política, atualidades ou filosofia. Odeio escrever sobre filmes, resenhas ou contos que eu vi por ai. Claro que eles entram no meu discurso, mas raramente, ou nunca mesmo, eles são os pontos focais da escrita. Quando eu falo olhar para o mundo, quero dizer o seu mundo, o mundo dele, o mundo dela, o mundo dessa pessoa que está ai do me lado. Como ouvi numa palestra uma vez:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tire os seus sapatos e calce os sapatos de outra pessoa e, a partir dai, pense nos seus argumentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entenderam? Os seus argumentos à partir do mundo de outra pessoa? Sacou? Complicado. É um exercício diário que leva, talvez, uma vida para que seja completamente aprendido. Talvez nunca. Mas a simples noção da existência desse exercício já faz você parar para pensar pelo menos um pouco antes de qualquer resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levanto dessa cadeira, abro um Bourbon que ganhei de presente – estou em casa -  encho um copo e completo com um pouco de água, da torneira mesmo, apenas para liberar os aromas. Está muito frio para gelo. A Televisão atrás de mim toca música clássica, a janela à minha frente mostra algumas plantas e prédios e uma estrutura metálica que roda para arejar um centro espírita que é meu vizinho.  Vamos chamar isso de “ventilador estranho”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chuva começa a cair de leve. Bethoveen está distruíndo no piano. É quase impossível escrever enquanto ele toca, quase um pecado sujar esse som puro com o som das teclas. Só a chuva orna com isso. A chuva caindo no telhado, caindo nas plantas, caíndo no ventilador estranho que roda cada vez mais enfurecido, conforme Bethoveen cresce na história que ele conta com os dedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música clássica, mostre-me alguém que não gosta que eu digo que essa pessoa não pode ser confiável. Não entender / conhecer é uma coisa, não gostar, é outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escurece ali fora. Fora é logo ali, a um braço de mim, de onde vem um vento frio, reconfortante. O frio me cai bem. Gosto de sentir  corpo trabalhando para me esquentar. No calor vejo ele – o corpo – levantando a placa “sorry… nothig I can do”… Apenas suar e molhar a camisa e suar cada vez mais. Todo mundo suando nas ruas, no metrô, no ônibus às 0700 da matina com uma proximidade quase sexual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ônibus às 0700 é quase uma relação sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa o vento frio e o whisky tomarem conta, tomarem nota, tomarem vida. Deixa tudo acontecer como deve. A vida é esse rio que a gente às vezes tenta remar contra e só acaba se fodendo. Solta, deixa ser, deixa estar, deixa aquela vontade que vai contra toda a sua razão tomar forma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cabeça fala “cuidado, você já se fodeu antes”o coração fala “mas agora é diferente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre é diferente, sempre é uma experiência nova e toda experiência nova assusta. Você nunca conheceu alguém como eu até aquele dia. E você nunca vai me conhecer como me conheceu aquele dia, hoje. Esse é o fluxo contínuo de mudança do ser humano, esse movimnto de pensamento que faz cada dia ser o dia que é. Que faz cada dia ser o mesmo dia com você diferente, entende?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, abre os braços e corre pra cá com os olhos cheios de desejo, cheios de vontade de entender de onde vem tudo isso sem se preocupar para onde tudo isso vai. Faz como eu faço quando começo a escrever, ser humano, começa e deixa que o caminho e o fim quem faz é o dia seguinte. É você no dia seguinte. Não é mais você, entende?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O whisky começa ficar bom demais e essas palavras e conceitos por demais filosóficos começam a sair sem contole…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cadê – disse eu para eu mesmo – as putas e os bares a as pessoas, Brian?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ficaram naquele dia, naquela noite, com aqueles drinks e aquelas risadas. Ficaram com uma nobre alma que sentou-se e sorriu e conversou e olhou para dentro de mim e disse baixinho para o passarinho: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pode sair, pode sair que eu cuido de você.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-6232940389217415897?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/6232940389217415897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=6232940389217415897' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/6232940389217415897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/6232940389217415897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2011/09/pode-sair.html' title='Pode Sair...'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-NNiuEJxlvu4/TnpY6XxXQtI/AAAAAAAAAWw/tUBd1xvFBnk/s72-c/pode%2Bsair.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-4307697508189895942</id><published>2011-09-14T11:33:00.003-03:00</published><updated>2011-09-14T11:38:02.926-03:00</updated><title type='text'>Weeping bird</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-0GVUl2bHkQY/TnC8Rbe6rLI/AAAAAAAAAWo/olSHykB4oHY/s1600/Bukowski-Words.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 399px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-0GVUl2bHkQY/TnC8Rbe6rLI/AAAAAAAAAWo/olSHykB4oHY/s400/Bukowski-Words.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5652224539971202226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sou um amante à moda antiga num mundo moderno demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe aquele cara platônico? Aquele babaca que acorda pensando em uma mulher e vai dormir pensando na mesma? Entende?&lt;br /&gt;Entende porra nenhuma. Você que lê isso aqui deve ser um cara / mulher moderno (a).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve olhar para mim e ver, realmente, o babaca que eu sou…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foda-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasci assim e assim vou continuar. Cansei de olhar e admirar e correr e voltar e virar noites em claro. Cansei de enviar mensagens falando de amor e carinho e receber um silêncio. Ou então um “Hey” ou então um qualquer coisa que não preencha a porra que é ser um amante à moda antiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então foda-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veste a carapuça de novo, eu (eu mesmo, não faltou um M) querido amigo, e sai por ai vadiando nessa vida louca, sai por ai atrás de umas piriguetes que se impressionem com o seu blazer, com o seu drink, com a porra do seu KA vermelho, com a balada no seu escritório e volta a dormir sozinho com o amor implorando a sair do seu peito. Dá uma de Bukowski e esconde, para sempre, esse blue bird que está no seu peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“there's a bluebird in my heart that&lt;br /&gt;wants to get out&lt;br /&gt;but I'm too tough for him,&lt;br /&gt;I say, stay in there, I'm not going&lt;br /&gt;to let anybody see&lt;br /&gt;you.&lt;br /&gt;there's a bluebird in my heart that&lt;br /&gt;wants to get out&lt;br /&gt;but I pur whiskey on him and inhale&lt;br /&gt;cigarette smoke&lt;br /&gt;and the whores and the bartenders&lt;br /&gt;and the grocery clerks&lt;br /&gt;never know that&lt;br /&gt;he's&lt;br /&gt;in there.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manda para longe aquele sonho de construir um futuro com quem não dá a mínima para a sua existência – ou não sabe como mostrar – e segue seu futuro sozinho. Você sempre conseguiu isso, sempre se deu bem bem com amigos de bar, bebida barata e algumas vadias pra matar aquela vontade carnal. Difícil sempre foi apenas dormir, mas nessas horas a garrafa de whisky na cabeceira da cama faz o trabalho. Faz o trabalho de apagar da mente o que não presta e deixar o que é engraçado, faz o trabalho de machucar você na manhã seguinte e não deixar que você pense em nada até a hora do almoço, até você comer o almoço e vomitar tudo no banheiro do bar, onde mais uma vez o whisky faz o trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa o trabalho fazer o trabalho. O trabalho endurece a alma e o coração. Mesmo todos vocês, novos hipsters de merda e profissionais com inteligência emocional dizerem que precisamos conciliar a razão e emoção no trabalho… I don’t give a fucking shit, my friends… deixa eu pensar no que eu tenho que fazer. P-E-N-S-A-R, não sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou sentir mais nada, não vou deixar mais o blue bird cantar, não para você, nem para você, nem para ninguém. Só para mim algumas noites, só para ele saber que eu sei que ele existe… só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“there's a bluebird in my heart that&lt;br /&gt;wants to get out&lt;br /&gt;but I'm too tough for him,&lt;br /&gt;I say,&lt;br /&gt;stay down, do you want to mess&lt;br /&gt;me up?&lt;br /&gt;you want to screw up the&lt;br /&gt;works?&lt;br /&gt;you want to blow my book sales in&lt;br /&gt;Europe?&lt;br /&gt;there's a bluebird in my heart that&lt;br /&gt;wants to get out&lt;br /&gt;but I'm too clever, I only let him out&lt;br /&gt;at night sometimes&lt;br /&gt;when everybody's asleep.&lt;br /&gt;I say, I know that you're there,&lt;br /&gt;so don't be&lt;br /&gt;sad.&lt;br /&gt;then I put him back,&lt;br /&gt;but he's singing a little&lt;br /&gt;in there, I haven't quite let him&lt;br /&gt;die&lt;br /&gt;and we sleep together like&lt;br /&gt;that&lt;br /&gt;with our&lt;br /&gt;secret pact&lt;br /&gt;and it's nice enough to&lt;br /&gt;make a man&lt;br /&gt;weep, but I don't&lt;br /&gt;weep, do&lt;br /&gt;you?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No, I don’t.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-4307697508189895942?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/4307697508189895942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=4307697508189895942' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/4307697508189895942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/4307697508189895942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2011/09/weeping-bird.html' title='Weeping bird'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-0GVUl2bHkQY/TnC8Rbe6rLI/AAAAAAAAAWo/olSHykB4oHY/s72-c/Bukowski-Words.gif' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-9015089832383244331</id><published>2011-08-17T17:00:00.002-03:00</published><updated>2011-08-17T17:01:01.853-03:00</updated><title type='text'>À natureza</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-DsusUM-mY3k/Tkwd93rzJII/AAAAAAAAAWg/kKH5RJMbC-o/s1600/Extrema%2B%2528Festa%2Bdo%2BLuan%2529%2B012.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-DsusUM-mY3k/Tkwd93rzJII/AAAAAAAAAWg/kKH5RJMbC-o/s400/Extrema%2B%2528Festa%2Bdo%2BLuan%2529%2B012.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5641917381945271426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O que eu tenho agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho férias, depois de 06 anos sem férias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma namorada, depois de 10 meses e três dias sem uma namorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho um sítio, depois de quase dois anos sem esse sítio. Aqui mora um pedaço de mim que eu tento esquecer para ser quem eu sou na aclamada “cidade grande”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de um bem tão grande vir para cá. Claro que a situação ajuda, mas é sempre bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma fase de transição, saca? Você começa colocando o som alto, músicas que você sempre ouviu, fica dentro de casa, acende a lareira, cozinha uma comida. &lt;br /&gt;Acorda no dia seguinte e liga o som mais um vez, pensa naquele seriado que você queria ver... e com o tempo vai esquecendo isso. Deita numa cama gostosa, com o silêncio à sua volta. Ela deita, eu desligo o som e venho ouvir o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem tanto nesse mundo para ser ouvido que até o som dessas teclas que vos escrevem esse conto exatamente agora tornam-se ruído. Teclas que nunca foram nada, além de teclas, tornam-se um ruído quase que ensurdecedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou parar de escrever, por enquanto, e ouvir mais um pouco do mundo. Do vento que vinha de leste pela manhã e agora chega do norte, chacoalhando as árvores e quase como um maestro regendo uma orquestra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou ouvir os pássaros cantando, alguns melancólicos, outros super alegres... Vou ouvir a chuva chegando para dar vivacidade ao verde castigado ela seca do inverno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou abrir outra garrafa de um bom vinho e esperar os macacos chegarem, para o lanche da tarde, cheio de coquinhos da minha palmeira e de um fruto estranho de uma árvore que eu não sei o nome. Fruto esse, aliás, maravilhoso. Descoberto graças aos macacos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À natureza...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-9015089832383244331?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/9015089832383244331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=9015089832383244331' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/9015089832383244331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/9015089832383244331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2011/08/natureza.html' title='À natureza'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-DsusUM-mY3k/Tkwd93rzJII/AAAAAAAAAWg/kKH5RJMbC-o/s72-c/Extrema%2B%2528Festa%2Bdo%2BLuan%2529%2B012.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-7312525896616789505</id><published>2011-06-18T16:54:00.003-03:00</published><updated>2011-06-18T17:00:07.041-03:00</updated><title type='text'>O caminho do meio</title><content type='html'>Faz sentido. Tudo faz mais sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sento no bar e penso no que a minha terapeuta vem me dizendo sobre a minha vida ser dividida em parcelas de 07 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do 0 aos 7, dos 7 aos 14...dos 14 aos 21 (fui pra londres?) dos 21 aos 28... esses 28 que serão comemorados agora, dia 26 de Julho. Dia 27 chega a Mary. Bela, única e possivelmente eterna Mary.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será, será que essa é a marca da minha vida para, finalmente acertar as pontas do final dessa boêmia solitária? Dessa boêmia de novos amigos e adeuses constantes, de risadas e momentos únicos com pessoas que nunca mais verei na vida. Será? Será que a partir desse dia, terei uma companheira eterna, esse amor verdadeiro ao meu lado, essa parceira, amiga, confidente, amante, puta, mãe dos meus futuros filhos comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é o que eu nunca fiz e será o que vou fazer. Me jogar de cabeça sem ter certeza racional de porra nenhuma, afinal, quem precisa de um cérebro num caso como esse? Basta sentir. E apenas sentir é difícil para alguém como eu, que racionaliza tudo, roteiriza a vida toda, pensa em conversas, pensa como segurar o copo, como dar o gole, onde colocar a perna... A minha expressão corporal, que seria algo representativo de vontades inconscientes, é apenas mais uma arma que uso para conseguir o que eu quero, para demonstrar, por meios subliminares, as reais intenções de Brian para o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega a ser estranho escrever sobre isso, bater de frente com todos os poetas da humanidade e todos os escritores de todos os tempos que tentaram definir o que era essa sensação de amor, essa dor constante, esse prazer constante, essa dúvida constante, essa certeza constante. Essa constância de paradoxos e contradições é o que rege um belo, único e decente amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amor. É tudo o que você vai ter na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E torce, mas torce mesmo, amigo e amiga, para que ele seja recíproco. Senão transforme-se em um poeta de sucesso, vai ser sua única saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tô no omalley’s. Tem um pessoal mais novo aqui à minha volta. Faço parte da conversa deles e eles nem sabem. São tão cheios de sonhos e vontades e intrigas e brigas... É a fase dos hormônios socias virem à tona com muita força, eles devem estar em seus 19, no máximo 20 anos, buscando uma aceitação social e essa aceitação vem, justamente, com a não aceitação. Essa necessidade de ser diferente, revoltado, de falar do sistema, dos caretas, das pessoas certinhas... Fico feliz por eles, fico feliz por essa revolta, por essa loucura, por essa experimentação desenfreada de substâncias e sensações que apenas essa idade pode prover. Não tentem, mais pra frente, experimentar as festas, as drogas, os amores perdidos e platônicos. É viagem sem volta, sem sentido, sem amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interperetação é tudo né? Não digo para deixar a loucura de lado depois de passar por essa fase da juventude. Aliás, não tem nem como, ela vai andar com você para sempre. Aquela viagem à luz de velas com os amigos, discutindo poesia, aquela trip de ácido no centro oeste brasileiro, essa trip que ainda vai te dar diversos flash backs durante toda a vida... essas coisas não saem de você. O que eu digo é apenas para, sendo uma pessoa “certa” na juventude, que continue assim no resto da vida. O corpo não é mais o mesmo para absorver certas maluquices. Não é nem o corpo, na verdade, é o cérebro... imagina ver, aos 40 anos, que todas as suas certezas estavam erradas? É louvável quem faz isso e não se joga da vigésimo primeiro andar daquele prédio empresarial com baias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei lá por que escrevi tudo isso... Não sei nem por que estou sentado aqui hoje, só sei que mais um ciclo dos 7 anos está se fechando... e tomara que, nesse novo ciclo, eu aprenda o caminho do meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje não tem imagem...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-7312525896616789505?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/7312525896616789505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=7312525896616789505' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/7312525896616789505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/7312525896616789505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2011/06/o-caminho-do-meio.html' title='O caminho do meio'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-7254670663309058130</id><published>2011-06-08T11:13:00.001-03:00</published><updated>2011-06-08T11:19:07.889-03:00</updated><title type='text'>Uma, duas, três...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-EIxf326VVHE/Te-EzOExt1I/AAAAAAAAAWY/nahpMraE9rQ/s1600/um%252C%2Bdois%252C%2Btres.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 263px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-EIxf326VVHE/Te-EzOExt1I/AAAAAAAAAWY/nahpMraE9rQ/s400/um%252C%2Bdois%252C%2Btres.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615853275840624466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma vagabunda, duas vagabundas, três vagabundas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na festa aperta uma bunda aqui, uma cintura ali, espera ela virar a cabeça esperando o beijo do cara de blazer vinho que falou com ela usando palavras difíceis como “balzaquiano” e “paradigma”, além de ter aquele sorriso cativante no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela vira a cabeça, ele continua com o sorriso cativante, ela fecha os olhos ficando com aquela cara de deficiente mental à espera da porra do unicórnio colorido, ele mata o último gole de vodka e Red Bull e sai andando desejando para ela “boa festa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vagabunda, duas vagabundas, três vagabundas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela janelinha pisca sem parar, inesgotável cor laranja na barra de tarefas de um computador pessoal no colo de um corpo na cama, na mesa de um bar com wi-fi, na mesa de trabalho com uma merda de música tocando na mesa ao lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A janela pisca mais uma vez, ele já tinha saido para fumar um cigarro e relê a conversa para dar a resposta certeira. Ela já está com as pernas bambas, deve ter um dedo ou uma mão inteira acariciando seus mamilos e os pés enviezados tentando conter um orgasmo raro, ele está relendo a conversa promíscua que levou a moça para esse estado ridículo, ele a convida para um drink num bar bacana, bacaníssima, o melhor bar de São Paulo, ela diz sim, as horas passam chegando o frio da noite e a lua fria e as pernas frias da moça esperando na frente do bar o tão bom moço que nunca vai aparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vagabunda, duas vagabundas, três vagabundas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela mesa de bar escura, muito escura, escuríssima com duas silhuetas entreolhando-se num silêncio constrangedor. Ela estica uma mão para ver se há alguma reação dele sentado à sua frente, ele olha para a paisagem e percebe que os drinks não fazem já o efeito desejado. Sente nojo dela, sente asco, não sente amor nem tesão. Sente nojo de lembrar-lhe de quatro na cama soltando grunhidos ausentes de qualquer sentimento, grunhidos carnais demais para uma mulher decente, grunhidos que valem, para ele, quando são pagos por hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sente toda a distância e nojo dele e não compreende, ele estava lá dentro, pensa ela, ele esteve em mim, eu entreguei meu corpo para ele, nunca meu amor, claro, mas meu corpo! Ela pensa e uma lágrima escorre de seu olho caíndo na taça de martini, ele assiste isso em êxtase total, ela vê o sorriso despontando no rosto dele e sai correndo do bar soluçando grotescamente, soluços iguais os grunhidos de quatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estava ela chorando, pensa ele, enquanto estava de quatro?” O sorriso volta a despontar em seu rosto e os drinks agora começam a fazer mais sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papel, conta, cartão, boa noite, foi um prazer, até a próxima senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rua está quieta e fria, muito quieta e muito fria para um homem com uma camisa com dois botões abertos e um blazer de verão. Deixa o vento cortar-lhe a face e o peito e as ideias que lhe vem à cabeça. Deixa que sobre apenas esse leve alcoolismo, esse cigarro que está no fim e a bunda da vagabunda no final da rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vagabunda, duas vagabundas, três vagabundas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. Esse texto pode não valer nada, mas tem lá seu valor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-7254670663309058130?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/7254670663309058130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=7254670663309058130' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/7254670663309058130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/7254670663309058130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2011/06/uma-duas-tres.html' title='Uma, duas, três...'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-EIxf326VVHE/Te-EzOExt1I/AAAAAAAAAWY/nahpMraE9rQ/s72-c/um%252C%2Bdois%252C%2Btres.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-5886095063801635634</id><published>2011-06-02T13:10:00.003-03:00</published><updated>2011-06-02T13:13:07.925-03:00</updated><title type='text'>Cafa.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-EA34NwNqW4w/Tee2jmpYZAI/AAAAAAAAAWM/qUFIVspk9yg/s1600/flawless.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 267px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-EA34NwNqW4w/Tee2jmpYZAI/AAAAAAAAAWM/qUFIVspk9yg/s400/flawless.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5613656183326401538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senta essa bunda bêbada na cadeira ou na cama ou no banco do bar ou no gramado do campo ou em qualquer lugar que lhe convenha, mas senta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senta, pega uma caneta, pega um lápis, pega seus dedos e ponha-os no teclado, a escolha é sua, mas apenas não deixa morrer mais esse seu lado. São boas as frases que você inventa para os anúncios, os e-mails que você escreve para os seus clientes, os versos que declara para todas as mulheres, mas isso não é você, consegue ver?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porra, como você foi tornar-se bem justamente naquilo que não é você? Talvez por ter sido o caminho mais fácil ou então pela ausência de escolha ou então por nenhuma nem outra, só pelo comodismo de sentar na poltrona da frente da vida e deixar a direção no automático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podia ter feito biologia, podia ter continuado na carreira de entretenimento, fazendo malabarismo pelo mundo, podia continuar fora do Brasil gerenciando bares e vivendo a velha e boa vida noturna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, voltando, tornar-me aquilo que eu não era, afinal, foi uma decisão sensata. Gosto do que sou agora e talvez o erro seja essa nostalgia constante de que “tudo era melhor antes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cala a boca, joga um balde de água fria na cabeça e volta pra realidade, porra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceita isso, o ritmo de trabalho tá parado essa semana, sobra muito tempo pra pensar em besteiras, pra olhar sites de festas, pra remexer no passado e pra sentir saudades. Foco. Foca no presente e vai embora, garoto. Foca no presente, foca no copo de cerveja e no shot de whisky e foca até a vista turvar. Coloca aquele sorriso fácil na cara, larga essa revista, larga esse caderno, esse computador e vai falar com as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa de ser nostálgico, você nunca foi. Sempre gostou do presente e, agora que aquela namorada gostosa e que você ama está morando longe e vivendo a vida dela, você tá mais perdido que cachorro cego em tiroteio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda tem que ler aquela besta do Butler falando que é melhor amar e perder do que nunca ter perdido. Vai se foder, seu poeta morto e viado. Sou mais o Raul Seixas que diz que é impossível ser feliz tendo amado uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdade é que eu não perdi. Deixa o tempo correr e tudo se aquieta aqui mais uma vez, minha cabeça para de girar sobre o mesmo eixo e volto a ser um cara normal, que é normal no trabalho e fora dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda essa novidade é complicada, saca? Essa coisa de assumir sentimentos e dar as caras para o mundo. Porra, eu tava bem pra caralho escondido atrás dessa capa máscula, tomando shots e bebendo cerveja como se fosse o motherfocker intocável da face da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre gostei muito do conforto da minha mente, só que você, senhorita, conseguiu desconfigurar todo esse conforto, me deixando com vontades um tanto quanto estranhas para um boêmio cafajeste como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem diria que nessas palavras eu descobriria uma grande e eterna verdade, vendo meu amigo trabalhar ao meu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo boêmio, um dia, encontra uma mulher que vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é feliz para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-5886095063801635634?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/5886095063801635634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=5886095063801635634' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/5886095063801635634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/5886095063801635634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2011/06/cafa.html' title='Cafa.'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-EA34NwNqW4w/Tee2jmpYZAI/AAAAAAAAAWM/qUFIVspk9yg/s72-c/flawless.png' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-749144832136102970</id><published>2011-05-03T10:34:00.002-03:00</published><updated>2011-05-03T10:38:02.017-03:00</updated><title type='text'>Das duas partes</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-2dkvdrCMfUM/TcAFMsm88eI/AAAAAAAAAV0/-zlkVO0FtLc/s1600/jubarte.jpeg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 329px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-2dkvdrCMfUM/TcAFMsm88eI/AAAAAAAAAV0/-zlkVO0FtLc/s400/jubarte.jpeg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602483652140003810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cá estou. Cada momento nota-se que o universo está cada vez mais errado. Eu arrancava um dedo do cara que está sentado na minha frente por uma cerveja. Estou dentro de um laboratório farmacêutico, vai ter uma convenção num país gringo e a agência quer que o diretor comercial geral apareça na plenária de Jet ski, ou de parachute, ou de speedboat, tudo isso para incentivar a boa vontade da sua equipe para vender mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o famoso pão e circo Romano dentro de cada empresa. Enquanto a “saroba” é encostada no ânus alheio, pela frente vinho, grãos, iguarias e muita diversão é esfregada na cara do dono do ânus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só cuido dos vídeos. Prazer, sou diretor de uma empresa de vídeos. Adoro o que eu faço, mas tenho a plena consciência de que é tudo isso uma idiotice sem valor. São (ou somos?) pessoas fazendo de coisas supérfluas, coisas supérfluas bonitas, ou pelo menos divertidas... E a “saroba” continua rondando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como dizem por ai, enquanto estiverem fodendo a 5 cm do meu ânus, podem foder à vontade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucas pessoas entendem o meu sucesso, se assim pode-se chamar o que é a minha vida, e ele baseia-se quase numa filosofia budista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo,&lt;br /&gt;Não vale nada.&lt;br /&gt;Tudo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse formato Haicai vazio fica ainda mais bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reunião segue forte. As pessoas continuam me perguntando qual é a ideia, qual o conceito, como vamos linkar esse filme com a nossa ideologia!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei ao ponto de transformar a equipe de vendas em “máquinas por dentro”. Sente o poder disso? A metáfora negativa por trás? Eles pensam que as pessoas são máquinas, que os vendedores são máquinas. Eu acho que são humanos. Tão humanos, tão treinados... que viraram máquinas. Eles vendem aquilo como venderam a vida deles, a mãe deles, o filho... O filho não, o filho será a próxima “máquina”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuarei bebendo. Caralho, preciso de uma cerveja agora. Daria tudo por uma cerveja taciturna, ou melhor, um vinho. Um vinho naquela casa da vila, deitado com aqueles cabelos no meu peito e aquele belo sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz tanto tempo que eu comecei a escrever isso que eu já mal me lembro do por que eu comecei. Tudo isso, no final das contas, faz parte da minha dualidade, que a terapeuta tenta tanto  - tanto tenta, teta tato, tato’n’teta – explorar dentro de mim. Ela é louca para que eu junte esses dois lados e me torne uma unidade sólida... coitada, quando ela ver o outro lado vai medicar-me para que ele nunca venha à tona. Muahhhh!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mentira. Meu outro lado não passa de um sentimentalóide, mas vá lá, não falo isso nem com a minha terapeuta, por que falaria isso nesse belo e gostoso pedaço de papel não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte 02&lt;br /&gt;Vamos voltar para os cabelos no peito e aquela pequena vila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos voltar no tempo e no espaço para aquela noite com uma luz fraca dentro de um carro onde nos conhecíamos melhor, bem melhor. Naquele velho tempo dentro do carro onde você colocou a cabeça nos meus braços e, por um minuto que seja, esqueceu tudo e deixou o momento ir embora noite adentro fazendo daquele minuto, daquele mísero minuto de uma vida toda, tornar-se a tal. A tal vida sossegada e confortável que todo mundo sonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom esse porto seguro, mesmo que algumas chuvas, por vezes, façam com que ele suma de vista. A certeza que ele está lá já é um tanto reconfortante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje tive um sonho louco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhei que você tinha a missão de salvar o mundo de uma invasão de unicórnios vermelhos que saíam de um pequeno monte da terra dispostos a matar toda as baleias jubartes do oceano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei às duas da manhã com esse sonho na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com você também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-749144832136102970?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/749144832136102970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=749144832136102970' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/749144832136102970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/749144832136102970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2011/05/das-duas-partes.html' title='Das duas partes'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-2dkvdrCMfUM/TcAFMsm88eI/AAAAAAAAAV0/-zlkVO0FtLc/s72-c/jubarte.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-5298563468498931794</id><published>2011-03-28T16:31:00.002-03:00</published><updated>2011-03-28T16:56:07.418-03:00</updated><title type='text'>Reflexos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-hyEq23QIfXI/TZDnzM9WC3I/AAAAAAAAAVs/L2OrUplxGI8/s1600/reflexo%2Bcopy.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-hyEq23QIfXI/TZDnzM9WC3I/AAAAAAAAAVs/L2OrUplxGI8/s400/reflexo%2Bcopy.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5589222004404652914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Lá estava ele, sentado no bar, sozinho com sempre. Nunca foi um homem de muitos amigos, sempre preferiu a certeza da sua condição complicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Simples, na verdade – ele dizia-se – apenas gosto de ficar sozinho, tenho pouco tempo para qualquer coisa que seja, para mim mesmo, para um bom livro, para uma boa linha de raciocínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebeu mais um pouco do Single Malt que estava tomando e diluiu o gosto amargo com a cerveja, olhou para o cardápio sem escolher nada para comer, para a televisão sem importar-se com o resultado do jogo e para as pernas da atendente sem nem prestar atenção no namorado que passava ao lado, para o namorado que passava ao lado, ignorando completamente sua raiva contida, um covardia escancarada – sabe-se lá a diferença, pensava ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em mais uma talagada de whisky viu o mundo turvar-se à tão esperada realidade etílica, a sua realidade, a tal que facilitava seu convívio social principalmente com as mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Não confunda-se, Barba (o garçom) não bebo por que sou tímido e preciso do álcool para aproximar-se. Aproximar-se é a coisa mais fácil. O foda é aguentar. Não aguentar a primeira noite, o primeiro beijo, o primiero encontro, a primeira foda. Difícil é aguentar o resto da vida. As complicações, as neuroses, aquela semana filha da puta que toda mulher tem. Bebo para ficar um pouco mais sensível, um pouco mais suave, um pouco mais burro. Bebo para equiparar-me um pouco mais ao nível feminino, seja isso para cima ou para baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Barba nada disse. Continuou esfregando os copos calmamente. Estava vazio, o bar, era uma segunda feira, não passava do meio dia e não era feriado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Sabe qualé, Barba, é essa cabeça errada, cara, dessa juventude que conhece o universo e acha que já tem a habilidade pra surfar nele, saca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do Barba só veio, em direção a ele, um grunhido gutural e o pedido de um cigarro. Ainda podia-se fumar no bar, pois o mesmo encontrava-se fechado para clientes, estava aberto apenas para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Sério, cara. Tem uma conhecida minha, um amor de pessoa. Vive de uma alegria que parece não existir, é inteligente, bonita, quase uma arma. Mas é tesão demais pro tempo de vida, entende? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barba não entendia nada, nem queria entender. Apenas limpava copos, quebrava alguns, recolhia os cacos e os limpava de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - O foda, Barba, é quando você descobre que a vida não é um conto de fadas, que não tem príncipe nem princesa, que o prazer de pintar uma casa e sujar seu amor de tinta só existe na porra do filme mesmo, saca? A realidade, Barba, ela é mais suave, sem essas nuances catastróficas de roteiros cinematrogáficos. Sempre, mas sempre mesmo, Barba, lembre-se, a vida tem muitos anos, os filmes duas horas... Eu gosto de um bom romance, não me entenda errado, mas numa zona de conforto, pelo menos nisso, Barba, deve existir uma zona de conforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Apaga o cigarro ai chefe, preciso abrir o bar – disse nosso querido e falado garçom, já com o Spray de bom ar na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bar foi aberto e, no decorrer de algumas horas as pessoas foram sentando em seus devidos lugares. Os tradicionais, aposentados, continuavam a tomar suas cervejas quentes e os profissionais alinhavam-se para a hora do almoço. Tudo correndo na maior normalidade. Até mesmo o sol resolveu dar as caras, entrar pela janela do andar superior e sentar-se ao lado de Brian.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verniz da madeira escura criou um belo brilho nas proximidades dele, refletiu no seu copo, no seu livro, na sua máquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Esse brilho - disse ele à mulher mais próxima – parece com você em muitos sentidos. Acomodou-se como quem não quer nada ao meu lado e espalhou todo esse belo gracejo, tornando a simplicidade da minha vida numa série de reflexos belos e desorientados. Uma pequena bagunça nessa simplicidade, uma pequena bagunça nessa zona de conforto, mas mesmo assim mantendo-a confortável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Ahn!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Nada, deixa pra lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Não, eu gostei disso, perdão só estava divagando no Barba limpando os copos. Foi aquele “ahn” automático, só para o meu cérebro ter tempo de resposta. Prazer, meu nome é Mary.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Mary? Só Mary?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Na verdade é outro, mas eu prefiro do meu jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Certo, gosto desse nome. Prazer, sou o Brian.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse simples silêncio Mary &amp; Brian ficaram a observar o sol, os reflexos e os copos do Barba.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-5298563468498931794?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/5298563468498931794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=5298563468498931794' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/5298563468498931794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/5298563468498931794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2011/03/reflexos.html' title='Reflexos'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-hyEq23QIfXI/TZDnzM9WC3I/AAAAAAAAAVs/L2OrUplxGI8/s72-c/reflexo%2Bcopy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-2652680892895882738</id><published>2011-03-12T18:00:00.001-03:00</published><updated>2011-03-12T18:02:23.371-03:00</updated><title type='text'>É foda.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-h9v9pD_7-r4/TXvfTEpVl_I/AAAAAAAAAVk/VhEBFRoXzws/s1600/foda-se-pe.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 374px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-h9v9pD_7-r4/TXvfTEpVl_I/AAAAAAAAAVk/VhEBFRoXzws/s400/foda-se-pe.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5583301681813493746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É foda, cara. É foda.&lt;br /&gt;Isso é quase tudo que eu tenho para dizer, fora as duas folhas, ou três A4 que é mais ou menos a métrica daquilo que eu escrevo. Aliás, eu não escrevo né? Eu sou o Brian, aquele que fala com vocês em primeira pessoa, quem escreve é um outro eu, quem sabe ai nasce uma esquizofrenia barata. Mas foda-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que importa, é que é foda.&lt;br /&gt;Mas vamos deixar a foda de lado – pelo menos por enquanto – e vamos só  falar.&lt;br /&gt;Tô no bar. Quase redundante essa frase. Mas como já disse, direi mais uma vez.&lt;br /&gt;Tô no bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tô no bar&lt;br /&gt;Tomando um ar&lt;br /&gt;Usando meu linguajar&lt;br /&gt;Pra dentro de você entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu a métrica crescente desse poema. Poema libidinoso, sincero e direto. O que importa na poesia é que qualquer coisa pode ser poesia nos dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aquela famosa cruz escrita DIA  NOITE com o “i” sendo usado para as duas palavras pode ser considerado um poema. Esse mundo é ridículo. Por isso escrevo dessa maneira ridícula, sem gracejos, sem o bom portugês, sem os bons constumes. A linguagem clássica foi pro brejo, cara. O negócio agora é vc, tbm, sucessu, restart e essa merda toda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amici, como podem ainda duvidar que o mundo não vai acabar até 2012. O mundo já acabou, isso que vivemos é o inferno, ou ainda muito pior, é o limbo de uma população completamente idiota, levada por novelas estúpidas, reality shows e humor barato. Até a década de 80 era melhor no humor, vejam TV pirata. O que acabou com a nossa civilização é a excessiva moral. Não pode mais mostrar peitinho em propaganda (W/Brasil), não pode mais mostrar peitinho em abertura de novela (Tieta) não pode mais fazer piada que envolva sexo e criança (TV Pirata – “A coisa”) Não pode mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se aparece alguma coisa dessas, algum orgão entra (esse portugês prega umas peças né!?) em ação, tipo o CONAR, RADAR, PAUTAR, TRANSAR, sei lá cara...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é pior que ditadura, parecemos livres, mas não somos. É fácil apoiar liberdade de expressão quando isso lhe convém, mas quando é repulsivo, é complicado, já disse o negão que deu entrevista na VEJA semana passada. Porra, aliás, puta entrevista do caralho. Li aqui nesse bar mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, estou de ressaca. Sai com uma molecada ontem, amigos do meu irmão, do interior de Sampa City que vieram fazer faculdade por aqui. Fui mostrar pra eles aquela Moema que todo homem tem que conhecer, pode não gostar, mas tem que conhecer. Foi a fãquin creizi náiti ontem. Os meninos foram dormir com um sorriso no rosto. Coitados. Agora eles não tem mais volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cá estou eu no bar, tomando cerveja esperando meu bife com fritas e conversando via rede social com a Sophia. Vou lá tomar um vinho com ela daqui a pouco, à distância, claro, a moça arranjou uma conjuntivite cara. Deve tá parecendo uma pirata do caribe... ou esse símbolo aqui “o.O” um olho pequeno e outro gigante. Vai saber se é conjuntivite mesmo, mas eu prefiro garantir e tomar vinho na cozinha enquanto ela está na sala. Pô, prezo meu olho tanto quanto prezo meus dedos e meu orgão sexual, nessa ordem. Dedos nunca brocham! Rá! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse bar que eu tô, tem um tanto de placa, uma bem na minha frente com as “Murphy’s Laws”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor é:&lt;br /&gt;“Anything good in life is either illegal, immoral or fattening”&lt;br /&gt;Genial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hora de fumar um cigarro, pedir outra guinness antes, fumar um cigarro depois e comer um steak sangrando na sequência. Com a fome que eu estou, morderia uma vaca viva... se ela fosse gostosa. Rá! Tô cheio de piadinhas nojentas hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fumei um cigarro, chegou a guinness e não achei nenhuma vaca pra morder, mas o steak tá chegando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou. Computador e Steak não combinam. Fui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-2652680892895882738?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/2652680892895882738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=2652680892895882738' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/2652680892895882738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/2652680892895882738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2011/03/e-foda.html' title='É foda.'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-h9v9pD_7-r4/TXvfTEpVl_I/AAAAAAAAAVk/VhEBFRoXzws/s72-c/foda-se-pe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-8751319338047203604</id><published>2011-02-22T12:26:00.003-03:00</published><updated>2011-02-22T12:47:41.724-03:00</updated><title type='text'>M.eu D.eus M.e A.juda</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-p_OB2YUoL18/TWPYN374YeI/AAAAAAAAAVc/AoEkZEVMmRk/s1600/mdma.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 350px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-p_OB2YUoL18/TWPYN374YeI/AAAAAAAAAVc/AoEkZEVMmRk/s400/mdma.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5576538496479814114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não vou nem comentar o a semana que rolou nesses últimos dias. Acredite, não vale a pena um segundo da sua. Talvez até valha, devido ao instinto natural do ser humano de apegar-se àquilo (crase em “aquilo” é ducarái) que causa certa dor ou desgosto. Dor no dos outros é, literalmente, refresco para a mente humana, vá lá, vamos aos fatos concretos, ou nem tanto, afinal, parodiando Reinaldo Azevedo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nestas páginas, o real e o fabulado se encontram no ponto de fuga da imaginação. Eventuais semelhanças com fatos, pessoas e lugares da vida-como-ela-é serão nada mais que incríveis coincidências.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só mais um adendo. Lembra aquela história de postergar a obrigação pelo prazer do ócio? Bullshit, my friend. Eu estava postergando o ócio pelo prazer do dinheiro. Tendo isso em mente, vamos àquilo que foi a grande festa cósmica do unverso parassimpático dessa cabeça que insiste em comandar estes dedos rápidos do teclado. Aliás, eu uso apenas o dedo indicador esquerdo para escrever. Estranho não? Os velhos não o fazem desta maneira, eles tiveram aulas de digitação durante a escola. O que formou um tanto de boas secretárias e tabeliães por ai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começa um mês atrás quando, rodando pelas mídias sociais deste vasto, confuso e individualista universo chamado internet – internet é uma para cada grupo de pessoas e, por consequência um universo para cada indivíduo. Não me venham com essa besteira de compartilhamento. Aliás, internet é um monte de universos girando em torno de um monte de umbigos – encontro com a Alice, escrevendo alguma coisa sobre a festa de uma banda chamada LCD, aclamada como a melhor banda de todos os tempos da última semana por diversos meios de comunicação com, pelo menos, um pouco mais de credibilidade que a famosíssima internet e seus pseudo jornalistas - peguei pesado com a internet, desculpem-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convesa online vem, a pessoa fica offline, volta online, fica offline e por ai vai até que, sem pegarmos num telefone, fechamos de irmos juntos à festa. Essa também é a maravilha desse universo aberto das redes sociais. É como se todo mundo ouvisse o que você fala ao telefone, opinasse e entrasse no meio também. Acabei descobrindo que muitos mais conhecidos iam, inclusive a Hirid, que deu as caras com a seguinte frase:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aceitando presentes de aniversário antecipados”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pô, o aniversário da Senhorita Vock é apenas em Março mas, como naquela semana entrou um dinheiro inesperado, resolvi fazer a boa ação e comprar a felicidade, a boa companhia e aqueles olhos bonitos por módicos centoesessenta pilas. Puta negócio que eu fiz, não é verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda tem mais uma. A culpa do vício da mulher supracitada – usem mais essa palavra – foi total culpa minha. Mostrei o som pra ela num momento, voltando do SWU, com todos os sentidos aflorados. Não tinha como não gostar mais do que de lasanha do barato. Ela não só gostou como fez o download ilegal de todas as músicas dos caras. Uma indigente mesmo. Ou seja, é por minha culpa que, hoje em dia, tenho uma ex/amiga/friend-with-casually-benefits completamente dependente de LCD - sim, com “C” mesmo, seus junkies.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A real felicidade dela veio nessa chamada publicitária que eu inventei ali, de bate pronto, quase um repente do universo da propaganda, enviado por messenger umas onze da matina de uma quarta feira chuvosa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brian:&lt;br /&gt;Já vai falando com o seu chefe.&lt;br /&gt;Já vai separando aquela roupa bonita.&lt;br /&gt;Já vai esquentando aquele friozinho na barriga.&lt;br /&gt;Já pode dar uns pulinhos de alegria ai no seu trabalho.&lt;br /&gt;E já, já sim, seu ingresso já está comprado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hirid:&lt;br /&gt;Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice:&lt;br /&gt;Nóiz.&lt;br /&gt;(Adoro a sutileza de Alice em demonstrar seus sentimentos mais intensos.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela realmente merece, a Hirid. E digo-go-go-lhes, a moça mandou benzaço. Avisou o chefe, aposto que deu os pulinhos de alegria, aposto que o estômago virou de tantas borboletas a se debaterem lá dentro e, amice, quando ela saiu do banheiro da Alice, com aquele cheiro de bano tomado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petáculo, diria o poeta, ou petaculê, diria o francês , ou ma que bella ragazza! Diria o italiano levantando os braços e apertando-lhes as bochechas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu apenas contentei-me em fazer uma nota mental, elogiar o vestido preto com grandes detalhes - isso é possível - em vermelho e guardar essa informação para compartilhamento futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cara, tô num bar, perdão o parênteses, eu sei, a Hirid é muito, mas muito mais interessante do que o agora, mas vocês precisam entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tô num bar que chama “ Casa na Praia”. Eu tento, juro que tento, à minha volta apenas famílias saudáveis com roupas justas ao corpo de quem caminhou no parque o domingo todo suando e sedentos por uma água de coco acompanhada por uma saladeeenha. Eu tentei, reitero mais uma vez, cheguei na maior boa vontade saudável do mundo até que eu vi ela. A minha preferida a Dama que sempre veste verde com o corpo molhado de um suor gelado por fora. A minha Heineken.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Heineken, Hadouken e Shoriuken. A trilogia que todo home conhece. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai deu no que deu, saquei o caderno da mochila ordenei o garçom que trouxesse minha amada e pedi também uma quentinha para completar o menáge alcoólico do começo de tarde. Só para abrir o apetite, só pra devorar aquela salada de rúcula com castanha do pará, seguida de uma casquinha de siri com mais paixão etílica. Seguindo essa suruba alcolística daqui eu passo um rádio pra você-sabe-quem pra ver se ela não quer uma pizza desinteressada num domingo a noite. Cri cri, cri cri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o papo não era esse. É que, adivinhem, teve um  acidente aqui na frente e, adivinhem de novo, um corintiano atropelou um biker. Nada sério, mesmo, o biker até se deu benzaço, se o tal não fosse japonês certinho. Duas GOSTOSAS do bar foram socorrer o cara, acho que eram médicas, ou hippies sempre dispostas a ajudar o próximo, ou ninfomaníacas e aquele corpo suado e tremendo a excitaram. Sei que se ele tivesse um pouco menos de Buda e um pouco mais de Brian, teria descolado um lance maneiro naquele domingo quente, ou pelo menos um suco de alfafa com duas mulheres bonitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porra cara, o show foi animal. Uma hora depois de muita água daquela garrafinha do Gus – marido da Alice um cara gente boníssimam preciso me esforçar mais nessa amizade, aliás, preciso conversar com ele mais uma vez para entender o que ele faz, virou uma incógnita lisérgica bêuba num raiar de sol do jardim posteriormente invadido por abelhas africanas – os caras do LCD começaram a tocar Yeah Yeah Yeah (crass Version), aquele momento, apenas Brian – moi – e Hirid sabem o que aconteceu. Foi demais, manolo, puta sensação gostosa, puta show, puta momento, raro, demais, uma nostalgia de tempos diferentes misturados numa novidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, a Alice também sabe pois - vejam como uma mãe de família transforma-se em uma infanto após tanta diversão – ela veio saltitando no seu eterno espírito jovial e clownzístico de ser fazendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ahhhhhhhhhh!!!!! Hihihihihih, uhu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E voltou, assim como chegou, dançando loucamente em suas grandes botas a muito guardadas dentro do armário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Festa alucinante, after melhor ainda. Mas cansei de escrever por hoje. Chegou, aqui no butequim praiano quase na 23 de mayo(nese) mais uma rodada da minha amante verde com sua companheira caliente. Vou apenas assinalar uns tópicos que valeram. Uma nota mental mais pessoal do que interativa mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A busca do DVD mágico do Surf (Gus e Brian)&lt;br /&gt;- Artur, o pequeno de moicano&lt;br /&gt;- Hirid de biquini (hm. Sinto um tapa na minha cara – ver segundo parágrafo)&lt;br /&gt;- Feijuca do Bolinha&lt;br /&gt;- Aquele sorriso sincero da Alice quando eu disse: “Fica pela diversão” Já saindo da casa dela. Valeu Alice, mesmo. Minha irmã perdida pelo mundo.&lt;br /&gt; - A invasão de abelhas africanas na pitangueira da casa. Porra. Essa eu vou ter que contar. Puta aventura à la Discovery Channel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A semana foi foda.&lt;br /&gt;O final de semana foi fodido.&lt;br /&gt;E a vida tá ai pra, numa suruba eterna, destruir sua alma e segundos depois dar o sopro mágico quando você já achava que tudo acabaria por ali.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-8751319338047203604?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/8751319338047203604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=8751319338047203604' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/8751319338047203604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/8751319338047203604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2011/02/meu-deus-me-ajuda.html' title='M.eu D.eus M.e A.juda'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-p_OB2YUoL18/TWPYN374YeI/AAAAAAAAAVc/AoEkZEVMmRk/s72-c/mdma.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-2304626363533481187</id><published>2011-02-14T22:08:00.003-02:00</published><updated>2011-02-14T22:24:55.637-02:00</updated><title type='text'>Nada resta àquele homem a não ser as palavras</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-7svBAX6MEZ8/TVnHzrnZngI/AAAAAAAAAVU/MsmA9Ei2Bq4/s1600/Nada%2Bresta%2B%25C3%25A0quele%2Bhomem%2Ba%2Bn%25C3%25A3o%2Bser%2Bas%2Bpalavras.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 286px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-7svBAX6MEZ8/TVnHzrnZngI/AAAAAAAAAVU/MsmA9Ei2Bq4/s400/Nada%2Bresta%2B%25C3%25A0quele%2Bhomem%2Ba%2Bn%25C3%25A3o%2Bser%2Bas%2Bpalavras.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5573705704542936578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nada resta àquele homem a não ser as palavras, eu pensava enquanto quase caia de bêbado, apoiado, ainda de pé, no balcão de um bar com nome safadinho, o Devassa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tinha homem nenhum na minha frente, então, podemos presumir que o parágrafo acima seja uma simples e direta metáfora. A Roxy, quando leu o conto que começa falando sobre cachorros achou que o cachorro que estava sendo descrito ali seria minha consciência a buscar por carinho num mundo onde o chão cortava o peito pela ausência das patas. Roxy, sua fritinha, era só o cachorro da casa ao lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apoiei-me no bar desta vez pela simples necessidade de uma conversa. Sophia estava cansada, não a importunaria. Roxy estava com alguma síndrome do pânico e fugiu do nosso encontro hoje, não estava afim de ter que acariciar damas em troca de 01 hora de papo e os amigos... É verdade, os amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perai, vou bater um rádio para o Boy...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Merda. Tá no fucking aniversário da cunhadinha dele. Cunhada. Tá ai mais um probelema da minha mente: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entender como funciona essa relação de nomes e a quem eles devem ser dados. Sobrinha, cunhada, enteada. Essa merda toda me confunde... mas, lembrando dos VHSs pornôs que eu roubava da loja quando eu tinha 12 anos, acho que cunhada é irmã da mulher, não é? Ou até mesmo irmã da mulher do irmão? Mas ai você vira cunhado dela? Sei lá cara, maior confusão de todas essas denominações familiares, mas eu lembro que tinha, no auge dos meus 12 anos cheios de hormônios o “cunhadinhas dão tesão” filme da prateleira mais alta, que eu nunca consegui roubar. Isso deve ter gerado algum trauma na minha cabeça... Amigos(as) psicólogos. Aceito comentários moldando a minha personalidade por essa obsessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo ese texto é, na verdade uma mentira até agora. Fora o meu problema com denominações familiares e a parte toda do Boy. Velho amigo o boy. Tá abrindo um negócio de bebida, vou colocar um link dele aqui do lado e vocês acessam e comprem. Vale a pena, prometo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei de chegar no bar, não estou no balcão, adoraria uma conversa, isso é verdade, não tem nenhum homem à minha frente e para mim resta muito mais do que as palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que é uma boa frase de abertura é, vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagina aquele plano geral, São Paulo da década de 50. A câmera vem de cima, descendo, alguns cortes secos focando apenas num homem. Não um homem, o Homem! Um cara mais velho, mas não muito velho, no seus 40 anos. Cansado da vida, boêmio nato. Um caderno em cima da mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele toma um gole de whisky e limpa a garganta com a cerveja, rascunha alguma coisa no caderno, larga tudo na mesa soltando um arroto e vai ao banheiro. A câmera foca no caderno. Numa letra polida, bonita, de um intelectual, está a frase:&lt;br /&gt;“Nada resta àquele homem a não ser as palavras”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai começam a pipocar os nomes dos atores e diretores nessa mesma folha de papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caralho, puta frase que vai moldar toda a necessidade da vida do cara perante as palavras, que são a única forma sincera de expressão daquele ser humano comum, mundano, até mesmo medíocre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu o poder dessa cena?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já fiz tanto filme promocional. Essa cena nunca se encaixaria num filme promocional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse mundo não anda muito certo. Tava falando com a Sophia ontem, depois de um jantar num bistrô francês – o Le Vin, na Tietê. Cara, vocês tem que comer nesse lugar, nem que seja para sair da ressaca da augusta e bater um “ovos nevados”. Ali é lindo, se você quer dar uma impressionada numa bela mulher, vale a pena. Se você quer is sozinho, vale a pena. Se você quer ir com a família, vale a pena. É um pedacinho de Paris, Paraíso Parisiense em Plena Paulicéia. P.P.P.P.P.P..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um mundo maluco e o homem anda esquecendo certos princípios que não podem ser esquecidos, como o cuidado à mulher. Vou ajudar vocês, rapidinho, coisas que fazem uma diferença gostosa, ok?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ande do lado de fora da calçada, abra a porta do carro para ela entrar, sente de frente para a porta de entrada do restaurante, beije-a com sinceridade, amor, paixão, tesão mesmo. Faça que ela sinta-se bela, sempre bela. Elogie o cabelo, a roupa, diga como ela fica bem quando usa aquela blusinha sem sutiã que deixa as costas dela à mostra. Cara. Se uma mulher está sem sutiã é por que ela tem seios que deixam ela não usar sutiã, ou seja, belos seios! Pode elogiar, direta ou indiretamente. Ela fez por merecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguiu esses passos, não tem segredo. Você terá uma mulher feliz ao teu lado. E uma mulher bonita, inteligente e feliz ao seu lado, caro amico, é tudo que qualquer homem precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as mulheres também esquecem os princípios delas. Essa tal de libertação feminina. Sou total a favor. Elas não são iguais aos homens, são melhores. Mais inteigentes, sensitivas, mais um tanto de coisa. Mas cara, essa libertação gerou um mar de vagabundas sem precedentes na história da humanidade. E o pior, vagabundas dependentes. Sentiu o paradoxo dessa história? Hermano, se a mulher quer dar, dê para quem quiser, quantos quiser, o tempo que quiser. Mas por favor não ache nesse meio tempo um marido rico que sustente a sua putaria sem a participação dele próprio. Não é certo, não é correto, entende? O que sua avó acharia disso, minha filha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma dica. Nós, homens, não queremos uma capa de revista, principalmente por que essas tais capas de revista não existem. Precisamos de uma parceira, precisamos de diversão, de inteligência. Tendo isso, beleza vira item secundário. (sosssega, você é linda, de verdade, nem sabe o quanto.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, fica minha dica para os dois sexos. Homens, tratem as mulher com respeito e mulheres, tratem-se com respeito. Afinal, o mundo é mundo só por causa de vocês, vocês merecem cada orvalho da manhã e cada raio de luz da lua. Mas ajuda vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudando de assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que São Pedro tá tocando maior balada nos céus esses dias. São Paulo inteira parece uma balada psy, estrobo pra todo o lado, o tempo inteiro, barulhos desconexos e depois loucos dançando na chuva. Imagina só. São Pedro discotecando, São Paulo locão de drogas e a Virgem Maria dançando no Pole Dance! Quem disse que o céu não é divertido, meu querido! E deve ser open bar de vinho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que me sobrou apenas você querido papel. Te deixo em paz nessa segunda feira. Por entrelinhas mensagens diretas, por mensagens diretas as entrelinhas, os pensamentos soltos de uma segunda feira. Melhor que uma conversa é, muitas vezes, o texto escrito. Que guarda a alucinação das ideias eternamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A eternidade da loucura sempre vai residir num bom livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porra. Essa era uma bela frase de finalização. Mas começou a cair o mundo por aqui. Acho que os Santos leram a imbecilidade que escrevi e não me deixarão ir embora sem que eu fique todo molhadinho até chegar no carro.Nada pior que um homem molhado de chuva se você não for alguma coisa perto do Brad Pitt...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que eu tenho que continuar aqui, você tem que continuar lendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe o que eu faria se não fizesse o  ue eu faço? Estudaria psicologia. Minha tese final seria interrelação pessoal do ser humano nas dependências de estabelecimentos fonecedores de conteúdo líquido etílico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe toda uma formalidade, toda uma técnica e todo um timing na relação das pessoas no bar. E mais, o bar desempenha, junto com o álcool, diversas funções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diz meu amigo Luigi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “ Pra que eu iria num terapeuta se eu tenho amigos e cerveja?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu o poder do bar na vida desse cara? E não só dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha volta, encontram-se muitos tipo de pessoas. Na mesa da frente acho que tá rolando um encontro de ex amigos de colégio. As mulheres são lindas, tem até uma morena olhando pra cá perguntando-se quem é esse doente, alcóolatra, escrevendo num bar numa segunda feira. Acontece. Os caras tem caras de bunda, devem ser formados em alguma coisa relacionada em T.I. ou ADM. Eles parecem ser aqueles que eram o grupo dominante durante o colégio e que agora caíram no comum do mundo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A mesa está dividida, de um lado estão todas as mulheres, bels corpos, pouco pano. Se juntasse o tamanho de todas as saias, não dava um vestido. E olha que elas estão em seis. Do outro, todos os homens. Sedentos pelas mulheres do outro lado da mesa. A posição central está ocupada por aquilo que parece ser o macho alpha da turma masculina, mais falante, ri alto. Gera um certo frenesi nos amigos, mas apenas nos amigos. Eles desejam ser como ele é, ter a liberdade que ele tem com as amigas, distantes, no outro lado da mesa, mas não veêm as madames fechando o sorriso à cada riso descontrolado do macho alpha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas estão focadas em outras coisas. Elas estão focadas no assunto feminino delas e, passando por elas ouço:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah.... o Carlinhos cresceu tão bonito né?  E pensar que ele era aquele nerd do fundão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prestei atenção e vi o Carlinhos. Estava quieto em seu canto, rindo da risada alta do cara do meio. Trocava olhares intensos com a morena mais bela, de vestido vermelho. Trocava sorrisos enquanto o cara central e seus amigos tentavam danificar sua imagem por meio do que ele foi no tempo passado. Diferente, quieto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a risadas histéricas de histórias de um passado distante, a morena linda levantou-se e andou na direção do Carlinhos. Pediu a ele um cigarro e a sua companhia. Saiu do bar, senti seu perfume e vi seu sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlinhos não demonstrou nenhuma surpresa, não exibiu a mulher, não fez nenhum comentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele levantou-se, sem dar o cigarro para a Dama de vermelho e foi pra fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porra. Preciso ver o que vai rolar. Vou fumar um cigarro e já volto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um JD ou não ao JD, eis a questão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cara, a chuva castigou lá fora. Todo mundo das mesas externas tomou uma rajada de água instantânea surpreendente. Digo que São pedro está um fanfarrão em 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o Carlinhos saiu com a moça de vermelho. Colocou-a no lugar mais seco possível entre os toldos, sacou o cigarro do bolso, deu a ela com um sorriso honesto e acendeu o tal com um zippo, protegendo a chama – e a dama – do vento e da chuva. Não preciso mais ficar lá para saber aonde vai essa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho para a mesa do lado e vejo todos os homens mais quietos desta vez. Acho que eles absorveram aguma coisa do estilo do Carlinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chuva parou agora. Vou pra casa, ficar online e publicar esse conto. Um longo conto, cheio de histórias, cheio de ideias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedicar tudo isso a uma pessoa. Essa pessoa lerá antes de dormir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mexer com a minha criatividade é a chave. E ela está em suas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. estou bom em frases de finalização hoje, né não!?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-2304626363533481187?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/2304626363533481187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=2304626363533481187' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/2304626363533481187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/2304626363533481187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2011/02/nada-resta-aquele-homem-nao-ser-as.html' title='Nada resta àquele homem a não ser as palavras'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-7svBAX6MEZ8/TVnHzrnZngI/AAAAAAAAAVU/MsmA9Ei2Bq4/s72-c/Nada%2Bresta%2B%25C3%25A0quele%2Bhomem%2Ba%2Bn%25C3%25A3o%2Bser%2Bas%2Bpalavras.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-9150422929441060896</id><published>2011-02-11T15:44:00.005-02:00</published><updated>2011-02-11T21:20:13.957-02:00</updated><title type='text'>O mundo de Sophia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-_zy7WWlExgg/TVXEJu4BQtI/AAAAAAAAAVM/ims4UIoY-pU/s1600/o%2Bmundo%2Bde%2Bsophia.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-_zy7WWlExgg/TVXEJu4BQtI/AAAAAAAAAVM/ims4UIoY-pU/s400/o%2Bmundo%2Bde%2Bsophia.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572575785421718226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Era tarde da noite já. Última sessão de um filme um tanto medonha, Cisne Negro, com a Portman, concorrendo ao Oscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sério, o filme é denso. Se você pensa em levar uma mulher para o cinema pra dar uns malhos, desiste desse filme. Aliás, chega ao ponto de você criar um medo de qualquer mulher que esteja por perto, mas, vá lá, o filme é bom pra caralho. Não que seja um Anti Cristo, do Trier, mas é um terror psicológico bem pesadinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever é foda. Ainda mais quando você não tem uma formação acadêmica pra isso, quando você faz do texto esse jorro de palavras sem sentido, que a história vai e volta e vai mais uma vez e ai tem que abrir um parênteses pra explicar uma coisa que você tinha que ter dito na abertura e rola essa grande mistura, um vomito mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foda-se, eu escrevo assim e você pode ler assim também. Tá triste, toma uns mé e depois volta, tudo faz muito mais sentido depois de uns mé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando, começou assim. Vocês já conhecem ela, a Sophia, a mulher que eu sai um dia desses e paguei um milk shake, então, continuamos saíndo algumas vezes após esse dia, acho que umas duas vezes e uma visita rápida à casa dela para um chá (ha-ha). Isso tudo passou-se entre semana passada e este final de semana e, ainda na semana passada, marcamos de ver o filme, coisa que não tornou-se viável por uma série de razões e foi assim que surgiu a visita para o chá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigo, sério, não sei como é a sua relação com as mulheres. Eu adoro. Mas a casa da Sophia é um negócio que exige uma assimilação muito rápida desse universo. Vou citar apenas o que aconteceu em, no máximo, 30 minutos numa casa que moram 4 mulheres, duas trabalham na noite (no bom sentido) a outra faz alguma coisa relacionada a moda e a quarta é uma negra, alta, francesa se não me engano. Não sei o que ela faz, mas deve ser desse mundo louco, ou da moda ou da noite (no bom sentido, porra!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu bati na porta ouvi uma correria, gritos histéricos e risadas. Fiquei sabendo que uma das moradoras, a da moda, estava correndo feliz e saltitante pela casa de langerie. Sorte que eu tenho uma fina educação... ou azar. Bom, deixemos os devaneios de lado, senão a cabeça do escritor aká vai prum outro conto que não tem nada a ver e ainda por cima foge da minha realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dos risos, do corre corre, e dos gritos, a Sophia abriu-me a porta, rápido, sem beijo, sem nem um oi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vem, estamos cozinhando! Você não sabe, muitas novidades, tive duas entrevistas animais hoje! É um arroz de sete grão sabe? Aqueles Gostosos? Então, foram ótimas, acho que vai rolar umas mudanças daqui pra frente. É pré pronto esse arroz, mas é gostoso, quer uma torrada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sempre me impressiona pelo tanto de assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, chá vai, chá vem, no final das contas o arroz queimou, a moça da moda viu-se obrigada a pedir comida Delivery, a francesa desceu com duas garrafas de vinho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Moi precisê fazê passá a ressacá de ontêm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pô, eu nem sei se ela é francesa mesmo e, sinceramente, acho que ela não tem sotaque, mas pô, qual a graça se não for desse jeito, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recusei o vinho, o chá já estava suficientemente gostoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamosa abrir um leve parênteses aqui, cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Endorfina é uma droga poderosa, vocês sabem né? Quem faz muito esporte acaba sempre parecendo que cheirou umas quatro gramas de cocaina numa napada só. As pupilas dilatam, fala rápido, um monte de assunto e energia pra caralho. Essa foi a visão quando, num quase arrombamento da porta frontal, a outra que trabalha na noite invade a sala entre arroz queimado, chá, francesas, vinhos, risadas e o falatória de Sophia, essas horas já de pé, contando algum caso dos grandes nomes da cena e como eles são escrotos. Eu tento algum comentário, juro que tento, mas é difícil concorrer com aquelas quatro mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu, a da noite entrou com tanta força, com tanta energia, e muito, mas muito suada. Bicho, tá fazendo 30 graus em sampa, amici. Pô, essa tara por mulher suada não é comigo, cara... gosto da pele branquinha, arrumadinha. Deixa que  suor eu produzo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversei um pouco com Sophia, na medida do possível e marcamos o nosso cinema (lembra dele?) pra terça feira, alguns dias antes de hoje. Sai da casa com a cabeça conturbada, todo aquele movimento, aquele tanto de estrógeno, um monte de endorfina. Me meti num cinema, mocozei uma garrafa de Jack no casaco e fiquei vendo “A rede Social” mamando uns goles da minha própria rede de fazer amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fade out pra black,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fade in plano geral&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; lettering: TERCA FEIRA, APOS O FILME...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, voltando pro filme. Se quiser relembrar, é só ler o começo da história. Bom, saímos do filme. Agora entra uma outra parte, mais subjetiva. Tava rolando um clima saca? Desde a vez da TPM, depois da conversa que eu tive com a Sophia na noite passada (chegaremos lá)  tava rolando um clima. Era muita mão na mão, muita pegada na perna, muita andada torta na rua pra dar aquela roçada de braço, muito olhar longo e, finalmente onde eu queria chegar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do filme, parei o carro na porta da casa dela. Senti aquela relutância da partida, ela continuou ali, sentada, olhando para mim, nós nos olhando e rolando um papo bom, numa noite quente típica do verão paulistano. Ela batia os dedos nas pernas, falava e falava e quando ficava em silêncio, soltava um “ai ai...” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amico, ela fez isso umas 5 vezes, eu sabia que estava rolando um clima mas a hora certa nunca é a hora masculina. O trabalho do homem e saber segurar essa tensão sexual que se forma até o ponto máximo feminino. É Preciso o barato, mais preciso que trem inglês. Se você erra o timing, você passa de um cara interessante para um amigo ou para um babaca completo num piscar de olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos um em direção ao outro, nos abraçamos, beijamos mais perto da boca do que o normal e nos demoramos um tanto no abraço, tempo suficiente para arrancar um sorriso e dar um beijinho no ombro. Beijinhos no ombro são sempre com segundas intenções, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não durou nem dois dias a tensão. Ela foi de uma crescente enfática, eufórica, intensa. Foi uma troca de mensagens subliminares, foi uma utilização perfeita dos meios de comunicação que dispomos para falar aquilo que só poderia ser dito depois do beijo, caso fosse ao vivo. Mas uma mensagem no facebook tipo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ai ai essa tensão gostosa...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ e se disser que hoje você está nos meus pesnamentos”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou, melhor ainda, a resposta dessas mensagens anônimas virem em forma de SMSs...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra escrita te liberta, cara, te dá uma coragem e uma verdade que são geniais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esses dois dias foi troca constante de jogos de palavras ocultos em simples mensagens de como você está a mini declarações e certezas de que ambas as partes concordavam com a verdadeira e única premissa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Táááá rolando um clima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fade out pra black&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fade in,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Close do casal no bar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lettering – QUINTA FEIRA – SANTO GRAU – UM JANTAR E ALGUMAS HEINEKENS DEPOIS...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só pra situar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rolou todo um pré climax envolto de jantar no japonês, sakê, caipirinhas e mais e mais risadas, antes de nos mudarmos para esse boteco bonito de moema e acontecer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quebra da tensão é linda, sempre. Coisa de cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cabeça dela encosta no seu ombro, ela levanta o olhar, os seus braços já a envolvem, você olha pra ela, pedindo permissão. A risada vira sorriso, o sorriso vira silêncio, o silêncio vira um beijo calado e longo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois do beijo rola aquela libertação gostosa. Ufa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pensa – finalmente ela me beijou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele pensa – ainda bem que ela aceitou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As bocas vão se fechando, sobrando só aquela proximidade, os rostos colados ainda, sentindo a respiração, ainda sem vontade de sair de perto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai vem uma risada, um olhar e tudo volta para aquilo que nunca tinha sido, mas que agora é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo de Sophia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odeio esse livro, mas adoro essa realidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-9150422929441060896?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/9150422929441060896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=9150422929441060896' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/9150422929441060896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/9150422929441060896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2011/02/o-mundo-de-sophia.html' title='O mundo de Sophia'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-_zy7WWlExgg/TVXEJu4BQtI/AAAAAAAAAVM/ims4UIoY-pU/s72-c/o%2Bmundo%2Bde%2Bsophia.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-6815185323471074789</id><published>2011-02-02T13:03:00.005-02:00</published><updated>2011-02-02T13:15:27.339-02:00</updated><title type='text'>O sentido da vida</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TUlzPmlb5lI/AAAAAAAAAUo/lfBEtW6GTlE/s1600/roxanne.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TUlzPmlb5lI/AAAAAAAAAUo/lfBEtW6GTlE/s400/roxanne.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5569109126113125970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tenho que dizer uma coisa. Acabei de escrever aquela baboseira toda de ontem e sai andando aqui do trabalho. Tinha uma reunião, umas 0800 da notchê que foi cancelada por que a moça teve que passar a noite toda velando a avó. Que merda né cara!? Mas essa é a vida, como dizia o grande poeta, numa conversa de bar mequetrefe onde, com uma frase ele converteu toda uma humanidade de bêbados para virarem vagabundos iluminados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Brian, qual o sentido da vida? Perguntou o bêbado mor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brian, no caso moi, subiu numa cadeira, apontou para o horizonte e respondeu com toda a convicção que apenas um bêbado pode ter:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O sentido da vida, é a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns quatro caras foram arrebatados naquele momento que eu plagiei Raul Seixas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, como não teria mais a reunião, como estava uma linda tarde de sol, como eu tinha jogado todo o bom mocismo pra escanteio, resolvi ligar pra amiga mais hype gatinha loquinha que eu conheço e intimar para um chopp ao sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Roxanne, Roxy para os mais próximos. Esse não é o nome dela, na verdade, mas ela usava esse nome quando vivia em Amsterdã, para trabalhar num bar que obrigava todas as garçonetes a mostrar os peitos o tempo todo. É tipo um hooters for adults, entendem? Cara, ela ganhava uma grana lá e, para não usar o próprio nome, resolveu criar essa personagem, magrinha, carinha de meu bem, silicone nos peitos e uma personalidade que deixa muito marmanjo por ai de queixo caido, babando de amores e esquecendo qual o significado da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos. Roxy mora num bairro bacanudo de São Paulo, V.N. Conceição. Só prédio de alto padrão, cachorros de banho tomado e aquele bando de gente que segue padrões comportamentais, vestuais e intelectuais. Padrão é pouco, cara! Não sei quantos óculos, relógios, carros, maquiagens, lipos e plásticas eu vi iguais. Chegou certo momento que num flashback da minha adolescência lisérgica eu não via mais pessoas, apenas clones caminhando pela rua, sorridentes, aquele sorriso muito branco. Uma coisa meio aquele clipe do Amon tobim ou do Aphex Twin que ele chega numa limosine de uns 4 quilómetros e todo mundo fica com a cara bizarra dele. Dá um Search ai no youtube. Você vai descobrir qualé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentamos num bar todo bonitoso. A roxy estava, no seu estilo modelete I dont give a fuck about what you think de óculos antigo e uma roupitcha curtinha, com suas perninhas magricelas. Um vestidinho bonito, arrumado, perfeito para a ocasião. Começamos a noite com Quilmes, Bohemia e Jack Daniels. Lembrei de uma amigo que escrevia e que tinha um personagem chamado Jack. Uns contos suburbanos interessantes, um monte de referência Beat, mas bem bacana. Ele matou o personagem principal e pouco se importou em comentar o que aconteceu com os secundários. Acho que isso faz parte da geração Beat, escrever do comum sem dar muita trela para começo meio e fim, o conto que é contado vale como um simples fragmento da vida, fragmento que não tem começo, nem meio, nem fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acabei meu namoro, mas voltei de novo com ele.&lt;br /&gt;- Porra roxy... bom, mas como se isso fizesse muita diferença no seu way of life...&lt;br /&gt;- Essa é a merda, Brian. Ainda não achei um cara que faça com que eu não queira o meu way of life. Gosto dele, do way, gosto do namorado. Mas falta aquele... aquele... aquele...&lt;br /&gt;- Tesão?&lt;br /&gt;- Não seu escroto! Falta amor, porra!&lt;br /&gt;- Ah. Amor sempre vai faltar. Mas deixa pra lá, não quero entrar nessa discussão sobre amor.&lt;br /&gt;- Ok...&lt;br /&gt;- Aliás, acabei ou ela acabou, ou acabamos, sei lá, o namoro também. Tava insustentável.&lt;br /&gt;- E ai, vocês tão de boa?&lt;br /&gt;- Claro. Ela é nova. Encontra uma paixão em cada esquina, meio tipo você assim, só que.... diferente. E eu sou eu né?  Meu foco é dirigir o meu negócio de maneira que eu tenha tempo pra ter umas tardes assim como essa que eu tô tendo com você, tomando drinks com o sol na cara, num universo maluco de clones...&lt;br /&gt;- Ahn!? Tá pirando, Brian?&lt;br /&gt;- Um pouco, como sempre.&lt;br /&gt;- Por que ela é meio tipo eu? Diferente de que?&lt;br /&gt;- Tipo você... Só que mais mainstream. Exemplo. Não vai conhecer aquele escritor ucraniano que você acabou de falar saca? Mas é gente boa, a moça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuamos bebendo e conversando, falando sobre as outras pessoas e criticando a total ausência de cultura dos mais ricos. Aquele velho e bom papinho de intelectualóide alternativo que adora uma boa crítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E ontem, foi pra onde Brian?&lt;br /&gt;- Fui ver a Sophia.&lt;br /&gt;- Foi bom?&lt;br /&gt;- Foi. Marcamos sair essa sexta. Você vem com a gente.&lt;br /&gt;- Fechou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabamos nossa conversa e voltamos de braços dados, caminhando por aquelas belas e limpas e arborizadas ruas da V.N.C.. Tava realmente uma delícia de noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajudei a Roxy a abrir o portão da sua casa que estava emperrado, salvamos o seu pequeno cachorro de ser atropelado, dei-lhe um beijo no rosto e um abraço apertado e sai andando pensando o que eu iria fazer na sexta feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei sentado num bar pra tomar a saideira. A Saideira foram umas 06 Heinekens. Fiquei pensando em quanto tempo eu conheço a Roxy. Porra, ela é a minha mais antiga amiga. Ela é minha amiga até antes mesmo dela saber que ela era a minha amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brindei à roxy, comentei de uma gostosa com o garçom e fui pra casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-6815185323471074789?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/6815185323471074789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=6815185323471074789' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/6815185323471074789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/6815185323471074789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2011/02/o-sentido-da-vida.html' title='O sentido da vida'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TUlzPmlb5lI/AAAAAAAAAUo/lfBEtW6GTlE/s72-c/roxanne.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-5476343834931793149</id><published>2011-02-01T12:53:00.003-02:00</published><updated>2011-02-11T10:42:25.859-02:00</updated><title type='text'>O cachorro da rua ao lado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TUgfXHkURFI/AAAAAAAAAUg/rI5aJKaHbNI/s1600/sophia.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 254px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TUgfXHkURFI/AAAAAAAAAUg/rI5aJKaHbNI/s400/sophia.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568735421272441938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tem um cachorro aqui do lado da produtora que chora o dia todo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não chora aquele chorinho que dá dó (dá dá di di dow) mas aquele choro sofrido, real, do tipo “cara, alguém me ajuda por favor, não aguento mais tomar chibatadas com pregos do satã enquanto alguém abusa de mim por trás”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sério, ele fica gritando, por horas e horas a fio, numa casa que parece abandonada mas que, vez ou outra, alguma janela ou porta aparece aberta. Quando eu tava saindo ontem, umas 0500 da tarde, juro que quase passei lá pra ver qual o problema desse cachorro. Fico mentalizando ele e vejo um cachorro velho, sem pelos, sem patas, rastejando por um chão coberto de vidro tentando alcançar algum tipo de comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, lembram daquele trabalho que eu estava postergando? Conclui, cara! Eu e a equipe, foi sucesso total, os homens vibraram, as mulheres choraram, foi lindo. Acho demais essa pegada motivacional das grandes empresas, de fazer o funcionário vestir a camisa e tal. Preciso gostar disse né!? É o que me enche o bolso de grana todo o mês. Aliás, preciso checar minha conta. Não sei se fui pago e, se não fui, está ai mais um bom momento para postergar até que o dinheiro caia na conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não caiu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também eu não vou postergar nada essa semana. Tô afim de ser um bom menino, chegar sem ressaca, sorriso no rosto, cabelo cortado e sobrancelha feita. Todo pimpão, cumprimentando todo mundo, fazendo aquelas piadinhas empresariais o tempo todo. É isso, serei uma bom moço a partir de hoje, afinal, ontem o bicho foi diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porra, cara. Tem uma mulher que eu tô querendo trabalhar com ela. Na realidade já fechamos negócios juntos. Ela me vendeu um DJ, eu quero vender outras coisas pra ela. Fazia tempo que eu não a via. Ficou bonita, trocou aquele loiro aguado que fode qualquer mulher por um castanho avermelhado que deu à pele dela um destaque todo especial. Pele branca, bonita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então. Essa mulher me dá medo. Porra, é um tanto de semelhança esquisita, de sonhos e planos compartilhados e um workaholiquismo nervoso de ambas as partes. É como a gente diz, a gente não sai pra beber com os amigos, a gente faz networking. Ontem saiu apenas eu e ela, não chegou nem perto de ser um encontro, foi uma reunião. Para pessoas normais até poderia passar por um encontro, mas não para nós, pessoas destinadas a trabalhar até que todo o mundo tenha se acabado, mas seu evento/filme esteja rolando clean.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, deixa eu fazer os homens felizes e criar aquela imagem semiótica da mulher que estava ontem comigo. Ela tem aquela pele bem branca, que contrasta forte com os cabelos castanhos avermelhados. Vem trabalhando pacarái esses tempos e, apesar da pouca idade (ela já é maior, seus pedófilos) está com olheiras de uma boa profissional. Afinal, convenhamos, não dá pra ser um bom profissional e não ter olheiras. Na minha concepção isso é até um charme. Apesar de não fazer academia, tem um corpo bonito, bem distribuído nos talvez 1,67 que ela tem de altura. Os olhos, se o álcool não me engana, são de um castanho profundo. Pronto, já deu né? Semioticaram bastante ai e já criaram a imagem para que eu continue a falar sobre a noite? Depois mando uma foto dela. O mais legal, mesmo, é que a moça fala pra caralho, cara! É impossível ter aquele silêncio desconfortável pelo tanto de palavras que saem da boca dela por segundo. Garanto que ela dá pau em muito rapper freestyle por ai. Ainda bem, pelo menos, que o que sai da boca dela é divertido, engraçado ou pelo menos inteligente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, voltando. Então, era ela que estava comigo ontem a noite. Sai cedo do trabalho, cheguei em casa, conversei com a senhora minha mãe, subi para o quarto, fumei um baseadinho, vi um pouco de discovery, tomei um banho gelado, barba, perfume, lavei a orelha e todo o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só um adendo. Hoje cortei o cabelo, porra, como isso é bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na saída de casa meu rádio toca e é ela, aliás, ela se chama Sophia, dizendo que o ralo da casa tinha entupido e que ela tava toda fodida, tentando tirar o tanto de cabelo que três mulheres devem soltar sempre que lavam aquele monte de cabelo. &lt;br /&gt;Bom, como bom homem, eu tive que me oferecer para ajudar e, claro, chegando lá, não vi ralo nenhum. Aliás, nem vi o banheiro que o ralo estava. Aliás, não vi nem o andar onde estava o banheiro, mas enfim, não tendo visto nada disso e tendo uma leve reunião (percebem?) com as três moradoras da casa, meu lado masculino previu que a minha existência naquela sala feminina, cheia de olhares e fotos e brilhos, livros e estantes, fotos coladas nas paredes, um sofá roxo, tinha uma outra denotação fora o banheiro quebrado (que eu ainda tenho minhas dúvidas, mas vá lá... minha cabeça funciona de maneira estranha as vezes.)&lt;br /&gt;Saímos, um carro só, a Sophia esbravejando todos os seus problemas e curiosidades da vilinha onde mora, ali na Brigadeiro, em baixo, perto da casa que a minha vó morava uns 20 anos atrás. Porra cara, ela tava puta mesmo com um tanto de coisa saca, mas homem não erra. Sabia que aquilo era uma grande TPM, sabia que ela precisava de um abraço e de um milk shake. É só isso que mulher precisa na TPM cara, abraço, ouvidos e um milkshake. Não tente oferecer mais nada, nada mesmo, senão você se fode de uma maneira sem tamanho, sem precedentes. E o pior. Se você se fode e processa a mulher, ela pode alegar TPM e ainda por cima ser inocentada por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só sei que rodamos uns três bares até parar onde começou uma festança. Pô, acho que em Julho vou trombar ela na Europa cara, mas não em todas as cidades. A pegada é se encontrar quando a gente chega, depois vai cada um pra um lado mas já com hora e balada marcada pra se encontrar em qualquer outro lugar do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O barato é assim: A gente chega em Dublin, pega balada lá. Ai ela vai pra Londres, eu vou pra Amsterdã e, tipo, 22 de Julho, às 3 da matina, a gente se encontra numa balada pré determinada em Roma saca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maior trip alucinógena isso cara! Imagina rodar a Europa se encontrando nums lugares muito diferentes depois de uns 4 dias. E tem que cumprir, por que no decorrer a gente não se fala. Porra, puta ideia fodástica que eu tive. Ou foi ela? Sei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só sei que eu acabei a noite, umas duas da matina, tomando milkshake em alguma hamburgueira da cidade, ali por moema, acho que era o fifties. Não podia levar ela no melhor milk da cidade né? Tem que começar de baixo, no bom sentido da palavra.&lt;br /&gt;Então o kit cachaça com cerveja e milkshake me fez perder a hora hoje, não ir para a academia, mas mesmo assim ainda estou de bom humor aqui no trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer saber, amigos, enfia no cu o bom mocismo, deixa eu postergar a minha vida toda o tempo todo por que o que vale, agora, é um tanto de excessos e diversão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-5476343834931793149?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/5476343834931793149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=5476343834931793149' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/5476343834931793149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/5476343834931793149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2011/02/o-cachorro-da-rua-ao-lado.html' title='O cachorro da rua ao lado'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TUgfXHkURFI/AAAAAAAAAUg/rI5aJKaHbNI/s72-c/sophia.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-16793631394693511</id><published>2011-01-30T19:43:00.002-02:00</published><updated>2011-01-30T20:03:48.072-02:00</updated><title type='text'>Welcome, Brian.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TUXebMBQfjI/AAAAAAAAAUU/Z4QUJgj5hSg/s1600/brians.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TUXebMBQfjI/AAAAAAAAAUU/Z4QUJgj5hSg/s400/brians.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568101072977821234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cara, tá calor. Tá mais calor do que a porra do Rio de Janeiro, quer dizer, mais calor do que a minha referência calorística de Rio de Janeiro, daquela semana que eu passei por lá fazendo umas filmagens de um pessoal casca grossa do Comitê Olímpico Internacional, para o comitê Olímpico Brasileiro. COI, COB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei um puta tempo nublado o dia todo, foi ótimo para mim e para a equipe. Imagina filmar o Rio de Janeiro naqueles 40 graus que a tal cantora estranhona, uma daquelas cantoras machos da MPB, fala. Fazendo só um adendo, estranho como o Brasil consegue formar divas da MPB que curtem divas da MPB não é? Deve ser um surubão maluco, cheio de gemidos em ré menor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas imagina a equipe, todo mundo de camisa preta, aos 40  - QUARENTA – graus? Cara, tenho certeza que alguém ia pedir arrego, ou que aquele câmera mais gordo ia desmaiar enquanto os helicópteros decolavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, o assunto não era o Rio, na verdade o assunto não era nem o calor. O calor era só aquele primeiro tiro que todo escritor dá pra iniciar o conto e começar a ambientar você no meu mundo. Sabe? Você deve estar sentindo o calor, mentalizando o que o calor significa para você e, semioticando pracarái, tá montando uma visualização de calor completamente diferente do que eu estou sentindo agora. Isso é o melhor quando não existe a imagem, tudo o que eu penso e quero dizer, no sentido imagético, nunca vai ser o que você vai construir no pequeno monitor do seu cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devaneios maconherísticos semióticos pseudo publicitários a parte, vamos lá. Vamos sentar a bunda na cadeira, depois de dormir o sono dos justos de uma noite virada, rodada por bares, festas e hotéis. Vocês sabiam que é possível entrar num hotel, qualquer hora do dia ou da noite, sentar no bar do hotel e pedir uma bebida? Então, é, foi o que eu fiz noite passada, amigo. Impressionante ficar bebendo às 0900 da matina enquanto pessoas fazem check in e famílias fazem check ins e senhora de idade tomam café ao lado de uma mesa com um maluco diretor de arte, um idiota completo diretor de filmes, uma loira maravilhosa, um louco do departamento comercial e um amigo de alguém que não consegue ficar parado na cadeira, ao ponto de limpar lugares para poder sentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora tudo isso, não foi nada disso que eu vim falar, foi outra coisa. Perdão, erro meu, desculpem-me pela falta de educação.&lt;br /&gt;Meu nome é Brian, trabalho em uma grande produtora de filmes, não só trabalho como dirijo essa porra. Dentre todas as loucuras que eu já fiz a maior delas foi chegar ao posto que estou hoje. Diretor. Caralho pessoal, mal dirijo minha vida e os caras me colocam pra dirijir uma produtora, rá rá! Mas deu certo. Nunca vendi a alma, nem vou à igreja todo santo dia agradecer à graça alcançada, simplesmente faço, sem grandes preocupações, aquilo que muitas pessoas se preocupam demais. É divertido, a equipe bebe pra caralho, viramos noite a dentro fazendo trabalhos, entregamos pra o cliente e recebemos elogios. Isso, dizem, faz bem para pessoas do meu signo. Leão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas fazem muitos planos, enquanto eu faço poucos. Tenho do meu lado a plena e total certeza que tudo tem que dar certo no final, se ainda não deu certo, é por que ainda não é o final, entenderam? É aquela coisa de postergar até o último momento e então fazer tudo correndo, sacaram? Minha vida, a parte boa que eu vou falar para vocês, é aquilo tudo que eu faço enquanto postergo minhas obrigações. Isso envolve muito suspense, mentiras, mulheres e mortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mentira, cara. Sou um cara normal, trabalho, bebo, fumo e às vezes uso entorpecentes pela simples diversão e sempre com a velha e boa desculpa, “cara, preciso ver outros mundos, meu trabalho exige realidades diferentes. ”Bullshit, gosto da loucura mesmo, da diversão, da promiscuidade, das conversas longas e desconexas mas inteligentes. Tenho prazer nesse mundo, sou fruto desse mundo de prazeres descontrolados, a culpa não é minha, é da sociedade, rá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é um começo, o começo da minha história, quando ganhei um cargo, perdi uma namorada, ganhei amigos, troquei meu status no Facebook e recebi mensagens de quem nunca falava comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é minha vida blá blá blá, puta comercial de merda aquele da Nextel. Um pessoal andando, perdido pelo mundo, falando que é o cara dos caras dos caras. Fodam-se eles, tem um monte de gente fodendo o cara e a família dos caras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- João, sabe o que eu fiz ontem?&lt;br /&gt;- O que José?&lt;br /&gt;- Fodi um cara.&lt;br /&gt;- Sua bicha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca seja o cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, deixa eu voltar pro meu trabalho, não posso mais postergar, o evento é amanhã ou eu acabo meu trabalho hoje ou fodeu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-16793631394693511?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/16793631394693511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=16793631394693511' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/16793631394693511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/16793631394693511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2011/01/welcome-brian.html' title='Welcome, Brian.'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TUXebMBQfjI/AAAAAAAAAUU/Z4QUJgj5hSg/s72-c/brians.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-4413033888120621563</id><published>2010-12-12T18:49:00.002-02:00</published><updated>2010-12-12T18:50:17.064-02:00</updated><title type='text'>A carta</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TQU1faJh1sI/AAAAAAAAAUI/Rzly8dtyQU0/s1600/a%2Bcarta.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TQU1faJh1sI/AAAAAAAAAUI/Rzly8dtyQU0/s400/a%2Bcarta.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5549900929515509442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“Por que não escrevo mais como escrevia antes? Onde foi para aquele olhar sobre a simplicidade humana, aquela vontade constante e criativa de relatar para o mundo – ou seria apenas para mim mesmo? – tudo o que vejo a minha volta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha mais prazeres do que tenho agora, mais criatividade, mais vontade. Será que é o final de ano que leva a essa semidepressão ou será que cansei-me de mim mesmo? Não consigo mais ver o mundo da maneira que via e que me inspirava à (Achei a crase no teclado!) escrita. Será que a minha escrita morreu? Será que a única coisa que imaginei ser eterna é na verdade um momento passageiro da totalidade da minha existência? Não poder ser. Não pode ser que aquilo que sustenta a especulação do meu futuro, tal qual ele deve ser para mim hoje, seja apenas um momento. Tem que ser eterno, tem que ser até o final dos meus tempos, tem que ser até o fim! Escreverei meu último suspiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É complicado manter toda a inovação da vida e toda a vontade de viver conforme a idade vai embora. Sinto na pele pela primiera vez a juventude não fazendo mais parte do meu corpo e da minha mente. Difícil aceitar que a partir de agora tudo vai ser exatamente igual tendo como único diferencial o tanto de dinheiro que eu ganho e a minha posição profissional. Tornou-se tudo uma questão de Quantidade, tudo uma questão de volume. Mudará apenas os lugares que irei, o quanto vou gastar e como serão as minhas férias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde está, ou estará, a mudança real?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego a pensar que escolhi o caminho errado para a minha vida e o aceitei por simples medo de, aos 25 anos, entrar numa nova faculdade que exercitasse meu cérebro e mandasse para a puta que o pariu essa vontade hipócrita de ficar milionário, de ser um capitalista fervoroso, de ter um sorriso no rosto para cada idiota medíocre qu talvez venha a fazer um trabalho comigo. Por medo de não ser socialmente aceitável talvez tenha me convertido nesse Zé Ninguém (Ler Reich) que sou hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse caminho a realidade ficou para trás e talvez eu tenha sido tomado por uma vida que não é minha e tenha, nesta escrita que agora esvai-se dos meus dedos, da minha mente, da minha vida, a única válvula de escape de um mundo que nunca foi meu, um mundo superficial, enquanto tudo o que eu relmente sempre quis foi observar o ser humano interagindo na sua mais livre essência com esse mundo sem essência alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vejo as rugas e os olhares profundos dos senhores a minha volta e ainda sim tenho medo de envelhecer, mesmo querendo a liberdade e simplicidade da terceira idade. Vejo nestes rostos idosos uma vida que nem sempre foi fácil, vejo a guerra, a ditadura e a troca de governos. Com certeza esses senhores perderam amigos, pais, avós e até que sabe irmãos, já foram para o front de batalha ou para a passeata ou até mesmo para nada disso, mas não viveram, na flor da idade dos tais, esse mundo conformista tal qual temos hoje, esse mundo com mudanças camufladas, mudanças quantitativas e volumétricas. Por isso não me assusta de ver o mundo querendo morrer aos 70, 80 anos enquanto o certo, ao meu ver, seria querer viver o máximo possível.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentindo o peso da ressaca do dia anterior, causada por esse momento em que a escrita morria dentro dele, Jack caminhava até os correios e sentia o peso de cada passada, sentia o bafo quente envolvendo-lhe por inteiro, sentia a pior ressaca de sua vida. Com o corpo inteiro suado e tremendo enlouquecidamente, Jack conseguiu escolher a carta da criança carente que  iria presentear este natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu dos Correios e buscou no bolso do blazer o cigarro, levou-o a boca e puxou o isqueiro. Viu na rua os pedestres andando naquele calor insuportável, naquele mundo cansado de um final de ano corrido. Jack parou por um segundo vendo o mundo turvar-se para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu Zippo ainda acesso acertou o chão antes dos braços moles de Jack baterem na lateral de seu corpo. Os olhos arregalados buscavam a sua volta alguma razão para aquilo, enquanto as pernas fraquejavam e a mão apertava o peito em busca de alguma última ajuda para aquele coração que já batia sem ritmo. Pessoas acumulavam-se ao seu redor, na outra esquina ele viu uma criança olhando-o, na pura inocência infantil de quem ainda não entende o que está realmente acontecendo. Por alguns segundos Jack sentiu medo, por alguns segundos Jack tentou agarrar-se à mão negra que lhe era estendida. Desistiu assim que o toque frio veio de encontro com seu ombro direito. Olhou para trás e viu sua escolhida carta voar com o vento. Viu também, voar com o vento a felicidade de uma criança e sua bicicleta pedida ao papai noel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack já não mais sentia medo. O mundo passava lentamente enquanto seu corpo todo deixava de lado qualquer tipo de rigidez. Com os mesmos olhos arregalados voltou a olhar a criança da outra esquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esboçou um sorriso milésimos antes de sua cabeça tocar o solo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-4413033888120621563?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/4413033888120621563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=4413033888120621563' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/4413033888120621563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/4413033888120621563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/12/carta.html' title='A carta'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TQU1faJh1sI/AAAAAAAAAUI/Rzly8dtyQU0/s72-c/a%2Bcarta.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-494125179120087035</id><published>2010-12-08T12:01:00.002-02:00</published><updated>2010-12-08T12:04:45.536-02:00</updated><title type='text'>O Show livre de Público</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TP-QXXU1a9I/AAAAAAAAAUA/GhB_fipLgCM/s1600/livre%2Bde%2Bpublico.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 265px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TP-QXXU1a9I/AAAAAAAAAUA/GhB_fipLgCM/s400/livre%2Bde%2Bpublico.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5548311997016533970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“A desculpa de qualquer escritor barato que não tem assunto é a folha em branco. Todos eles sempre tem esse trunfo na manga, essa cartada mágica para aquele momento que seus editores ou seus chefes pedem a crônica para fechar a revista ou para completar o jornal. Até mesmo os escritores solitários abusam desse artifício quando, parados defronte o computador, folha em branco ou máquina de escrever, necessitam do diálogo a sós. A total falta de idéia leva o escritor para a página em branco. Maldita seja a nova regra gramatical que tirou da palavra ideia seu devido acento. É quase como perder uma perna ou no mínimo um dedo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack estava no carro a caminho de um pub o qual havia ido com Luigi, seu grande amigo e um dos poucos dispostos a aturar lugares vazios, casas de tolerância baratas e suas devidas frequentadoras. Nessa noite a boemia começou numa casa graciosa de dois andares e bem iluminada com janelas de vidro fosco, algumas sombras movimentavam-se por ali e quando o semáforo fechava e o barulho dos carros diminuia era até possível ouvir o som tocando o hit do momento. Uma casa arrumada que escondia o que lá havia. Uma casa onde Luigi estava sentado com uma cerveja em uma mão e o celular em outra, próximo ao ouvido, gritando alguma coisa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tô aqui te esperando, Jack! Caralho, você é fundamental nessa hora de grandes dúvidas que apoderam um homem! Venha para cá, meu querido, venha e descubra a oitava maravilha do mundo, sentada sobre meu membro, esperando apenas você estender o polegar em riste, como fazia César quando desejava os prazeres da vida para aqueles que beiravam a morte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim encerrou-se a conversa com Luigi enquanto Jack encostava o carro e pedia para o segurança abrir-lhe a porta do Bordel. Não enganado olhou para Luigi que encontrava-se completamente embriagado alisando a coxa de uma puta. Devida puta de bordeis baratos com seu cheiro barato e as pernas resistentes depois de muito homens apertar-lhes. O som tocava o hit do momento, Luigi levantou-se, quase derrubando a senhora mulher da vida, e abraçou Jack!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Veja, Jack! É ela, a mulher da minha vida! Já estamos com todos os detalhes prontos, vou levá-la para a minha cidade, ela será minha secretária e me servirá prazeres sexuais diários, tudo isso em troca de um quarto limpo e alguns Reais no final do mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Meretriz sorria graciosamente e acenava para Jack que nem perdeu seu tempo olhando para a nova madame de Luigi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos embora Rapaz... Hoje você veio para cá em busca de uma boa conversa com seu amigo, não atrás de uma péssima foda embriagado com uma mulher de qualidade duvidosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está bem, Jack. Só por que suas razões não são duvidáveis, são firmes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na saída Luige tentou, em vão, agarrar uma das tetas da prostituta mas, com a mesma vendo as reais intenções do homem, deixou-lhe um tapa na mão e um olhar atravessado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vadias... daira tudo para ela – murmurava Luigi saindo do Bordel.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os dois saíram e foram num carro só em direção ao pub, fumando maconha e conversando sobre trabalho, amores, ideias (merda de nova regra...) e um pouco de música. Eles haviam assistido “O Solista” em momentos distintos então aproveitavam para conversar sobre os prazeres de Bethooven.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ainda existirá o momento que a humanidade será salva pela música clássica. Ela será a ferramenta que irá eliminar, de uma vez por todas, coisas como funk e Justin Bieber. Eu entendo que a novidade sempre supera aquilo que é antigo, mas nunca antes na história do mundo, tanta coisa dispensável foi produzida. Não resta, dessa nova geração, nada que será guardado para a posteridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sei Luigi. Acho que talvez a posteridade seja um conceito ultrapassado. Talvez a humanidade entre numa evolução constante onde nada mais durará além de alguns segundos sendo automaticamente substituído por uma nova versão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ... – Luigi não respondeu, apenas movia os lábios observando a paisagem que passava rápida pelo vidro do carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegaram ao pub. Como sempre, como em todas as quartas feiras de todos os meses do ano, o pub encontrava-se as (não achei, ainda, a crase nesse teclado) traças. Não havia ninguém e quando digo ninguém espero que vocês entendam isso de maneira literal. Os bartenders brincavam com as garrafas e copos, a garçonete mais aplicada limpava as altas prateleiras enquanto as mais folgadas conversavam descontraídamente com o segurança fortinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas que merda ahn, Jack! Você arranca-me do meu reino, do lugar que encontraria minha futura esposa/funcionária/amante e me traz num bar vazio, jogado as traças, com uma mulher negra preparando-se para cantar!? Adoro as cantoras negras, mas que mulher digna suficiente cantaria num antro de suícidas como esse!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luigi qualificou o lugar como suicida, Jack apenas via lados positivos. Estava cansado de encontrar pessoas e descobrir a falsa diversão de todas elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Felizes são aqueles que entendem o grande por que do pensar, do beber, do viver e desistem, por pelo menos um minuto, da falsa e constante alegria”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack construía esse pensamento enquanto trabalhava seu lado egoísta. Estava feliz com o bar vazio, com todos servindo apenas ele, com a banda tocando para ele, era tudo para eles dois. Silêncio absoluto por todos os lados e o prazer de um show livre do público. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack sempre adorou os shows livres de público.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-494125179120087035?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/494125179120087035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=494125179120087035' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/494125179120087035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/494125179120087035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/12/o-show-livre-de-publico.html' title='O Show livre de Público'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TP-QXXU1a9I/AAAAAAAAAUA/GhB_fipLgCM/s72-c/livre%2Bde%2Bpublico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-1625462465417954533</id><published>2010-12-02T11:16:00.002-02:00</published><updated>2010-12-02T11:39:03.410-02:00</updated><title type='text'>01122010</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TPehXqyyGEI/AAAAAAAAAT4/o3pb6islORE/s1600/01122010.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 289px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TPehXqyyGEI/AAAAAAAAAT4/o3pb6islORE/s400/01122010.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5546078894126405698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Era quarta-feira, primeiro de dezembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o relógio marcou 16:00 Jack abriu os olhos. Segunda e terça feira haviam sido como um dia só para ele, fechando a entrega de um projeto gigante que foi dado para a equipe apenas com um dia para a execução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tinha que ter um desse para fechar o ano” pensou Jack antes de levantar da cama, analisando os sonhos estranhos que tivera aquela noite e vendo se algum destes valeria um bom conto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum deles valia, aliás, poucas coisas da vida cotidiana estavam valendo alguma coisa para Jack nesses meses finais. Ele estava cansado, seu principal prazer da vida estava longe e a cerveja não estava mais o inspirando como deveria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Esse ano está foda. Chega a páscoa do ano que vem, mas não chega o natal deste ano. Caralho, preciso de uma semana em Florianópolis, fazendo churrascos para gringos e me entorpecendo de caipirinhas na beira da praia. Ver aquele tanto de bundas rebolando, o barulho do mar, a companhia do Luigi e do John... Preciso de descanso, desligar o celular, ligar o foda-se e fingir promessas para o ano que vai nascer. Algum dia todo irão perceber que é sempre o mesmo ano que nasce.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem pensar muito Jack abriu o guarda roupas, pegou uma calça e uma camisa, fechou a porta do guarda roupas, foi até a mesa da sua casa após vestir-se, abraçou seu macbook, suas chaves, cigarros, zippo, carteira e saiu rapidamente para comer alguma coisa em sua padaria pereferida. Ao fechar o portão ouviu uma voz conhecida gritando seu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai trabalhar vagabundo! – Era um dos diretores da empresa que Jack trabalhava, estava ouvindo música, esperando seu amigo para alguma farra no meio da semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hey Carl! O que faz por aqui, seu bunda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esperando um amigo. Ele precisa deixar o carro por aqui para podermos ir jantar aqui por perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entendo... vamos, fuma um cigarro comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fumo. Cara, não dormi ainda. Passei a noite me banhando com vodka e energético, dentro de uma casa de swing, fazendo girocóptero com a minha rola enquanto dedava umas duas ou três por vez cara, foi foda, essa vida de solteiro é demais, gozei numa vagabunda umas 07:30 da matina, tomei um banho, troquei de roupa e fui trabalhar. Puta que o pariu, eu parecia um chafariz, foi porra na parede, no cinzeiro, no carpete, foi tanta porra que a empregada, quando chegou, pediu as contas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack riu junto com seu amigo solteiro, despediu-se e partiu para a padaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não preciso comer. Preciso tomar uma cerveja, preciso escrever alguma coisa e comemorar coisas que aconteceram há 01 ano e 04 meses atrás. Vou para aquele bar novo em moema, que tem cerveja e shots a preços interessantes e uma mesa coberta com visão para a rua”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele dobrou a esquerda e sentou-se na sua mesa, a mesa número 10 do bar. Fazia umas duas semana que Jack havia virado frequentador deste novo bar. Todos os garçons o conheciam e rapidamente já recheavam sua mesa com um balde de heineken e uma porção de azeitonas ou amendoim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesa 10 lhe dava uma bela visão da rua, apesar de já ser na parte interna do bar, perto de uma caixa de som que não o incomodava pois o som do bar era sempre baixo. Jack sentou-se, abriu a primeira garrafa de Heineken não sem antes meter uma ou duas azeitonas na boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Caralho, como isso é bom. Vejo as pessoas na rua, ouço uma música e tomo ceveja com minduca. Vejo o o mundo rodando, converso com os garçons e com os outros bêbados, tudo o que eu preciso para abrir meu computador e sacar aquilo que um dia serão os grandes contos da boêmia um dia morta. Preciso ficar rico de uma vez para poder apenas escrever meu contos.”&lt;br /&gt;Recostando-se na cadeira começou a relembrar os bons finais de semana que teve ultimamente. Por um bom tempo, nesses últimos  dois meses e meio, Jack saiu bastante, chegou a conhecer pessoas novas, mas sempre foi embora cedo das festas, sempre foi embora sozinho, sempre ouvindo aquele velho e bom CD e sempre ficou rodando sem rumo, pelas ruas, até a noite, ou o combustível, acabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nos últimos dias, nos últimos três ou quatro finais de semana a disposição começou a mudar, Jack voltou com um pouco mais de força, deixou de ser o cara com o humor negor excesivo das festas para ser alguém mais sociável, alguém mais engraçado, mais vivo. Vivo. Era essa palavra, era isso que faltava nele e que ele foi descobrindo mais uma vez. Jack sempre foi um ser completo, mas a ausência dela fazia falta. Demorou até que Jack voltasse a viver de maneira mais plena, mas ele voltou.&lt;br /&gt;Recostado na cadeira do bar, beliscando o que lhe restava do amedoim, tomando o último gole da garrafa aberta e sondando um whisky, ele pensava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O problema todo está na expectativa e na idade. Não vou mais sair, nunca mais, como saia aos 20 anos. Não tenho mais a liberdade nem a ausência de problemas dos 20 anos, idade que você não tem futuro, não tem presente, não tem nada, tem apenas e simplesmente a obrigação da diversão sem limites, sem precedentes, a diversão a qualquer momento, qualquer lugar, qualquer bar sujo da cidade. Os momentos, bares e lugares continuam ai, mas depois de muitos anos da vida surrando-lhe pelo simples e bom fato de você existir é natural que qualquer ser humano torne-se, ao menos, um pouco mais escuro. A escuridão faz parte do crescimento, claro, sem a depressão. Mas não temos mais a força da superação que tínhamos aos 20 anos. Nenhum de nós. Outra coisa é a expectativa. Depois de um mal período você sai um busca de algo que nem você mesmo sabe o que é, em busca daquele prazer desconhecido e platônico, mas ele não vem até que você desista da busca e volte para a sua velha e boa vida normal.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tanto pensar Jack optou pelo shot de mesmo nome, tomou-lhe e sentiu um calor que a tempos não sentia, o calor do destilado, puro e simples, num dia de temperatura elevada. Os olhos fecharam-se levemente, a vista ficou turva e por alguns minutos ele teve a sensação de um orgasmo, com o mundo movimentando-se de maneira mais lenta, os carros mal mevendo-se e as risadas das mesas adjacentes num tom mais grave e devagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“os efeitos do álcool são divertidíssimos...” pensava Jack sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesa defronte a ele três moças presenciaram, e continuam presenciando, todo o devaneio de Jack, tanto nas feições estranhas quando o mesmo escreve, como no deleite ao tomar um copo de whisky. Jack vê nelas o desejo pela simplicidade dos prazeres que está soterrado nas expectativas de uma vida que lhes foi enviada goela abaixo, sem ao menos o transgressor perguntar se queriam isso ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas vestiam calças ou saias justas, riam alto e tinham grandes peitos falsos. Seus olhares eram perdidos, buscando aquela velha e boa razão de viver ou apenas esperando que o homem certo passasse para que elas pudessem, no check list da vida, marcar mais um bullet e viverem tristes para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack não era o homem certo, nunca foi e nunca será este homem, mas era o homem que elas desejavam ao menos conhecer para poder no final da noite dizer o quanto estranho ele era, escondendo das amigas a necessidade dessa liberdade e chorando no travesseiro antes de dormir por ser o que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sentiu-se malvado por todo esse preconceito mas, mesmo assim, sorriu para as moças e lhes ofereceu companhia, o que foi prontamente negado por todas, obviamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Essa é a vida... ainda bem que não me sentei com elas. Seria um papo desnecessário sobre futilidades que não me caem bem. Aliás, preciso levantar. Tem um bar com o melhor dry martini da cidade me esperando, onde posso relembrar meus bons momentos.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-1625462465417954533?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/1625462465417954533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=1625462465417954533' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/1625462465417954533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/1625462465417954533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/12/01122010.html' title='01122010'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TPehXqyyGEI/AAAAAAAAAT4/o3pb6islORE/s72-c/01122010.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-5160842018351663651</id><published>2010-11-12T14:42:00.003-02:00</published><updated>2010-11-12T14:48:52.129-02:00</updated><title type='text'>Open it Up</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TN1u9RnRjCI/AAAAAAAAATw/L21Z2seHZfc/s1600/open%2Bit%2Bup.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TN1u9RnRjCI/AAAAAAAAATw/L21Z2seHZfc/s400/open%2Bit%2Bup.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5538705115714784290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack sentou-se sozinho e começou a navegar pelo grande universo da internet. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Já conheci muito mais pessoas do que conheço agora. Acho que faz parte do decorrer da vida conhecer muitas pessoas e ter muitos amigos quando se é mais jovem e esse ritmo diminuir conforme os anos aumentam. Talvez ficamos mais chatos e seletivos, num mundo em que nunca deveríamos ser seletivos. Deveríamos sempre querer conhecer o mundo todo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida havia sido bondosa com Jack quanto as (alguém sabe onde fica a porra da crase no macbook!?) pessoas que apareceram em sua vida mas depois de velho – 25 - Jack começou a não ser tão bondoso assim, pensando que já havia conhecido todas as pessoas interessantes que a vida pudesse lhe apresentar. Foi por essa data também que Jack começou a trabalhar demais, esquecendo um pouco dos pequenos prazeres da vida, como aceitar o sorriso amigo de uma menina que senta-se a sua frente durante o café, ou então o papo sobre futebol que alguém puxa na porta do bar durante um cigarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele descobriu toda a dificuldade de, depois de ter-se fechado para o mundo, reabrir-se. Com a ajuda de alguma pessoas e com um pouco de conversa solitária, quase esquizofrênica, conseguiu abrir-se novamente, voltou a escrever e conheceu diversos novos seres, entre eles aquela que estará sempre ao seu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack sempre adorou conhecer pessoas e sempre abidcou da internet para esse meio. Como, com essa frieza toda, sem um olhar e sem um sorriso, ele poderia falar com alguém e fazer-se entender!? Apesar de toda a racionalidade desse ser, ele é um tanto confuso para a maioria do mundo. Já foi chamado de psicopata, de frio, de louco, enquanto tudo o que ele é, é um bom homem com um senso de humor negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem saber do poder em suas mãos, nunca tinha conseguido juntar aquilo que mais gostava de fazer com aquilo que mais gostava de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever e conhecer pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele começou a escorregar pelo universo dos blogs e passou a encontrar todos os tipos de gente. Ainda pelas sombras, sem deixar comentários ou vestígios vagou por esse mundo mais do que quase todos os seres humanos, entrou em muitas casas, em muitos quartos, em muitos diários e em muitos amores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Navegou ao vento,pulando de um para outro, alguns ele lia do começo ao fim, outros mal passava o olho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já era tarde quando seus olhos encontraram uma figura rara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro relato o deixou intrigado. Como, numa cidade louca como São Paulo, uma menina magra e frágil como aquela tinha coragem de fazer o que fez?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desligou o som do computador e apoiou sua cabeça em um dos braços. Leu contos sobre amores e desafetos, viu vídeos sobre encontros, desencontros e sexo, divertiu-se e, coisa rara, sorriu e riu sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveras (adoro essa palavra) alegre Jack resolveu sair das sombras. Arregaçou as mangas e teceu um comentário honesto, carregado de boas próprias lembranças abrindo um caminho que talvez nunca seja percorrido, mas que estará ali, pelo menos pela eternidade do agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Deixa viver, Jack. Nunca é tarde para pessoas novas.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele fechou seu computador, largou o carro e subiu a pé para a Avenida Paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhou solitário buscando nada além de si mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-5160842018351663651?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/5160842018351663651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=5160842018351663651' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/5160842018351663651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/5160842018351663651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/11/open-it-up.html' title='Open it Up'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TN1u9RnRjCI/AAAAAAAAATw/L21Z2seHZfc/s72-c/open%2Bit%2Bup.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-1516183630864453264</id><published>2010-11-03T11:17:00.002-02:00</published><updated>2010-11-03T11:21:00.370-02:00</updated><title type='text'>Um dia qualquer?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TNFhtrhpSoI/AAAAAAAAATk/7fUnenYQdBw/s1600/um+dia+qualquer.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TNFhtrhpSoI/AAAAAAAAATk/7fUnenYQdBw/s400/um+dia+qualquer.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535312854420900482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“Hoje é um dia qualquer.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa frase Jack repetia sem parar durante todo o trajeto de carro até chegar a empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já algumas coisas haviam acontecido antes que Jack começasse a pensar a frase que iniciou o conto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O despertador tocou baixo por alguma razão desconhecida e Jack abriu os olhos encarando o teto como acontece todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Hoje é um dia qualquer” pensou Jack.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele levantou-se e ficou parado perto da janela, girou o trinco e a empurrou com força para que ela ficasse fixa no prendedor externo, junto da parede. Semi cerrou os olhos por causa do forte sol que invadiu o quarto e agradeceu a alguém logo que uma grande nuvem encobriu o sol e liberou seus olhos para que o dia pudesse começar de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack encarou aquela manhã acendendo um cigarro e dando um gole na garrafa de água gelada, coisa rara em sua casa (ele sempre tem água, mas esquece de colocar na geladeira), e depois de uma tragada ou duas começou a remexer seu armário em busca de alguma roupa para passar o dia trabalhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Hoje é um dia qualquer” vagava mais uma vez na cabeça de Jack enquanto a água quente lhe escorria pelos cabelos e começava a baixar os pêlos de suas pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Belas pernas tenho eu. Apesar da barriga de cerveja as pernas continuam grands e fortes. Sou realmente um boêmio, espero que continue dessa maneira”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele fechou o registro, assoou o nariz na pia, trocou de roupa, fez a barba, gel no cabelo, dentes escovados e blazer nas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegou as chaves, de casa e do carro, olhou para a foto que está na sua estante, mandou um bom dia para longe e desceu as escadas em direção ao portão de casa, fez um carinho no seu novo vira lata, vira lata que devorava uma manga, aliás, um vira lata que devorava todas as mangas da velha mangueira já citada algumas vezes nos contos de Jack. Agora ela está dando frutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack martelava a ideia na sua cabeça, adoraria que hoje não fosse um dia qualquer e que ele pudesse passar naquela velha vizinhança, descer do seu carro vermelho e aguardar a chegada dela, passando pela porta de vidro e pelo primeiro portão, aguardar a abertura do segundo portão enquanto ela dava pequenos pulos e esticava os lábios num grande sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele queria um reserva no Dry e três Dry martinis com alcaparrones.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Hoje não é um dia qualquer” pensou Jack abrindo seus e-mails.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-1516183630864453264?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/1516183630864453264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=1516183630864453264' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/1516183630864453264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/1516183630864453264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/11/um-dia-qualquer.html' title='Um dia qualquer?'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TNFhtrhpSoI/AAAAAAAAATk/7fUnenYQdBw/s72-c/um+dia+qualquer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-181562378681654512</id><published>2010-10-26T21:13:00.002-02:00</published><updated>2010-10-27T15:08:11.210-02:00</updated><title type='text'>Who?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TMdhKdyFj3I/AAAAAAAAATc/md1QGciHPjg/s1600/who%3F.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 285px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TMdhKdyFj3I/AAAAAAAAATc/md1QGciHPjg/s400/who%3F.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532497499669237618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dentre todas as outras coisas que me diferenciam de um bom escritor é a dificuldade para criar um bom personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei escrevendo  sobre minha visão de mundo, uma coisa meio infanto juvenil revoltada basicamente influnciado por um amigo meu, chamado Marcelo, aliás um dos poucos que eu sei que posso considerar amigo eternamente. O texto era ruim, eu era novo e por ser sobre mim mesmo e por ser uma visão minha do mundo a narrativa era fraca. Era muito mais uma opinião, um conceito, do que um conto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Londres descobri um cara que deu nome a Naul, meu nome ao contrário obviamente, o que abriu algumas portas como a criação de cenários para as aventuras desse quase eu, muito mais eu do que personagem, na verdade. Ainda não tinha soltado todas as amarras que um escritor deve ter, incorporando certas experiências ao conteúdo narrativo, fazendo delas melhores e mais interessantes para quem fosse ler. Não que minha vida não seja interessante; mas como criativo, sei que posso fazer muito melhor sem estragar meu corpo real e minhas amizades apenas por um bom conto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já meu segundo personagem, completamente inspirado na obra completa de Bukowsky, Henry Miller e mais alguns escritores dessa época, foi um pouco mais a fundo. Já estava mais velho e ganhando mais dinheiro, com mais bagagem cultural e com muito mais histórias a serem “evoluídas” nas páginas ou telas de computadores e cadernos pelo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é uma realidade, nunca serei e nunca vou ser um beatnik. Tenho uma carreira ao invés de uma profissão, não vim de família pobre e não tenho esperança naquilo que escrevo, funciona apenas e “solamente” como uma válvula de escape para um mundo que, ao meu ver, excerce uma caretice demaisada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefiro construir minha carreira real e manter minha loucura em livros, o que não quer dizer que eu seja santo, como diz meu bom e velho pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack viveu muitas vidas e teve muitas experiências e eu acho que cabe a mim, como bom escritor, passar isso para vocês leitores, poucos ou muitos, de maneira que ao lerem vocês identifiquem-se e criem a dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É Real ou fictício?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para todo conteúdo que tenha uma real identificação do leitor é necessária essa dúvida. Nada fictício pode ser qualificado como identificação, ou você acha que realmente temos que matar os orcs?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack é simplesmente um homem comum com um trabalho que ele leva menos a sério do que a realidade. É um homem mais galinha do que a realidade e posso dizer com segurança; aprendi muito criando personagens como eles aprenderam comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever criando personagens é uma esquizôfrenia controlada que pode levar você dentro de mundos e tomar atitudes nunca antes pensadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maluco é descobrir que quanto mais você escreve sobre um personagem mais como ele você se torna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande questão é, sempre, até onde vai o personagem e até onde vai o escritor. Um não vive sem o outro, mas sempre existe o perigo de um ser o outro completamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack continuará vivo e ele irá desamarrar-se de algumas tiras que eu, Luan, impus. Inserindo muito da minha vida pessoal nesse grande maluco, alcóolatra, drogado e boêmio que na verdade é Jack. Não posso negar; ele acaba sendo um grande pedaço do que eu já fui, mas acaba ai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica a dúvida. Eu já fui Jack, sempre quis sê-lo ou tudo não passa da minha imaginação? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica dúvida, quem escreveu esse texto fui eu querendo controlar Jack ou Jack enganando a “mim” mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ver até onde tudo isso vai levar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-181562378681654512?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/181562378681654512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=181562378681654512' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/181562378681654512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/181562378681654512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/10/who.html' title='Who?'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TMdhKdyFj3I/AAAAAAAAATc/md1QGciHPjg/s72-c/who%3F.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-8524843779031414404</id><published>2010-10-26T19:53:00.002-02:00</published><updated>2010-10-26T20:00:40.662-02:00</updated><title type='text'>Lado direito do peito</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TMdPei4WB8I/AAAAAAAAATU/rkGHuNQi9Ms/s1600/lado+direito.jpeg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 261px; height: 193px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TMdPei4WB8I/AAAAAAAAATU/rkGHuNQi9Ms/s400/lado+direito.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532478053425743810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ele chegou mais cedo do que o usual mas mesmo assim ela já estava na porta fora do portão e olhando para a rua apenas esperando que o carro vermelho despontasse no horizonte de uma grande subida (ou descida) e o som pudesse ser ouvido, o som, uma mistura vaga de Jazz com Rock tocava mais alto que o normal mesmo não ensurdecendo ninguém e mal sendo audível fora do veículo de cor vermelha e porte pequeno que chegou ao seu lado, uma porta abriu-se juntamente com um sorriso e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já aqui!? Nunca me esperou com tanta prontidão assim, a não ser no nosso primeiro encontro que, aliás, eu atrasei um tanto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sorriu como resposta, esperou ele chegar mais perto, muito perto, suficientemente perto para sentir a respiração mútua invadindo a face de cada um; próximo o bastante para que o sorriso não pudesse mais ser visto com foco e a única e válida e lógica opção fosse um beijo caloroso de saudade sempre presente seguido de um abraço forte e carinhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele jeito de menina, aquele vestido preto curto e ingênuo que deixava o mundo louco por onde passava, aquelas pequenas sapatilhas cobrindo-lhe os pés e uma adereço nos cabelos completavam o visual da bela mulher que ele via entrar no carro, fechando a porta para a dama e abrindo o sorriso de ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele contornou o carro puxando de um dos bolsos o cigarro e do outro o grande e negro Zippo que lhe foi dado pela menina que agora lhe espera no banco, abriu a tampa, riscou a pedra duas vezes, aproximou do cigarro e tragou todo aquele gosto de fluído que logo em seguida dispersou-se em longos aneís de fumaça azulada que seguiram seu leve caminho vagarosamente e juntamente com a leve, levíssima brisa que soprava para o alto, a brisa e a fumaça o fizeram olhar para o ceu e ver todo o azul de um dia ameno, calmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele abriu a porta do carro e viu que ela havia tomado a iniciativa de mudar a trilha sonora daquele momento colocando o CD feito especialmente para eles dois, um longo CD com diversas faixas dos melhores estilos num sobe e desce de clímax e sossegos e aconchegos que enchiam os olhos dos dois do mais puro brilho de um amor sincero, de uma paixão verdadeira, da mais pura alegria por terem chegado aonde chegaram apesar dos pesares que tornaram-se insignificantes perante o prazer que era propocionado a cada um pela simples companhia do outro, pelo simples pensamento do outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele pegou o carro e atingiu uma grande rodovia. As ruas vazias e um silêncio somente comparável com uma manhã de primeiro de janeiro tomavam conta (ou deixava livre) o mundo todo para os dois. Apenas o rei cantarolava uma de suas canções, o rei desses dois que estavam no carro, na grande rodovia, sentido um horizonte belo, com o sol atrás do carro a brilhar todos os objetos a frente, transformando o mundo num prazer brilhante e continuo de esplendor intenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele desceu as mãos pelas coxas desnudas dela, seus olhos encontraram-se e ele mais uma vez maravilhou-se com o tamanho daqueles olhos, com a beleza daquele sorriso, com a maciez daquela pele, pensou em dizer alguma coisa mas apenas sorriu e ela reclinou a cabeça no encosto do carro deixando os cabelos cobrirem parte das bochechas rosadas e retribuiu o sorriso e o olhar e o pensamento, retribuiu toda a maravilha daquele momento, toda a luz do sol, toda a grandeza da estrada, toda a beleza da represa a qual os dois passavam por cima, retribuiu o toque, com a parte externa dos dedos na face, retribuiu um mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone tocou. Era um toque que imitava os despertadores antigos, gritando como um martelo num grande sino.&lt;br /&gt;Jack abriu os olhos e ficou por um tempo contemplando o desenho que a madeira do forro fazia no teto da sua casa, olhou para o lado, pegou o celular e desligou o alarme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuou deitado com as mãos atrás da cabeça, sentiu um calor do lado direito do peito (isso mesmo, direito) sorriu e desejou bom dia para ela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-8524843779031414404?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/8524843779031414404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=8524843779031414404' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/8524843779031414404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/8524843779031414404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/10/lado-direito-do-peito.html' title='Lado direito do peito'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TMdPei4WB8I/AAAAAAAAATU/rkGHuNQi9Ms/s72-c/lado+direito.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-3576643943233531828</id><published>2010-10-22T11:37:00.001-02:00</published><updated>2010-10-22T11:40:03.663-02:00</updated><title type='text'>Ídolos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TMGUJ-d5H_I/AAAAAAAAATM/0K2K5tyT8AI/s1600/desptok.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 219px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TMGUJ-d5H_I/AAAAAAAAATM/0K2K5tyT8AI/s400/desptok.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530864716495790066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O bar começa a encher a ainda são 21:30.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estranho” pensa Jack que está concentrado em seu notebook escrevendo o projeto que o fará milionário dentro de poucos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um banda canta covers variados e, no momento, uma negra maravilhosa grita algum sucesso de Amy Winehouse que Jack não lembra bem o nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ I’m no good” ele pensa. “esse não deve ser o nome da música, mas poderia.... I cry for you on the kitchen floor... I told I was Trouble” ele continua pensando e cantarolando a música junto com a negra em sua mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como todo o bairro de Moema o bar que Jack está parece uma farsa. Moema caracteriza-se por isso; por ser um bairro para todos os gêneros e para todas as pessoas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“merda de micorofonia fodendo meus pensamentos” pensa Jack esquecendo o que acontecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele quer voltar para o projeto mas não está mais com o ímpeto de antes. O horário (ele conferiu, eram 22:30), os pints de Guinness a R$12,00  a música alta envolta por conversas de outras mesas o estavam distraíndo demasiadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“melhor deixar para outra hora. Já tenho um rascunho do que eu preciso, já tenho novos parceiros. Vale a pena curtir um pouco, conhecer pessoas e sair dessa cápsula”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz um tempo que Jack tem curtido a solidão mais do que qualquer outra companhia. Tem um pouco a ver com a partida de Mary Jane, talvez, tem um pouco a ver com seu novo trabalho, que o obriga a ser extremamente comunicativo, o que gera uma necessidade estranha de ficar sozinho e tabalhar os próprios pensamentos, que estão levemente perdidos dentre tantas pessoas novas e eventos e trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Essa coversa interna está perdendo espaço, Jack” Disse ele para ele mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os artistas. Sempre tive uma inveja brnca pelos artistas, que seguiram um caminho difícil nos dias de hoje, nos dias os quais a construção de uma carreira é pré requisito pra ser um bom ser humano, um bom cristão, um bom evangélico que seja. A vontade indivividual está em segundo plano, a pressão de grupo cria seres iguais por todos os lados e exclúi os diferente, enquanto a verdade deveria ser exatamente o oposto. O conformismo generalizado, a piada pronta que virou a política, que virou as drogas, que virou o alternativo. Nada nesse mundo consegue fugir do grande irmão que engloba toda forma nova expressão tranformando-a, vendendo-a e, finalmente, matando-a. Não criamos mais ídolos antológicos, apenas passageiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack reconstou-se e, sem saber se feliz ou triste, foi tragado pelo sistema, pela cerveja e pela banda amadora que tentava ser, ao menos, diferente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-3576643943233531828?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/3576643943233531828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=3576643943233531828' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/3576643943233531828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/3576643943233531828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/10/idolos.html' title='Ídolos'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TMGUJ-d5H_I/AAAAAAAAATM/0K2K5tyT8AI/s72-c/desptok.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-1250787515879312401</id><published>2010-10-14T15:18:00.004-03:00</published><updated>2010-10-14T17:49:53.484-03:00</updated><title type='text'>Start With U</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TLdLTplYpaI/AAAAAAAAATE/MAeY7yORT1M/s1600/SWU.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 335px; height: 347px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TLdLTplYpaI/AAAAAAAAATE/MAeY7yORT1M/s400/SWU.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5527969868572829090" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Jack estava sentado ainda de blazer na pequena sala que agora encontrava-se o comercial da empresa. Era um dia ameno, mas a pequena sala sem janelas fedia a cachorro molhado e a mulher que trabalhava na sua frente insistia que o ar condicionado lhe fazia muito mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pelo amor de Deus, mulher! Essa sala está fedendo, as pessoas estão suando, olha para o Carl, coitado, gordo como é já tem uma pizza nas costas!!!! – Jack implorava para que o ar fosse ligado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse devaneio do calor pensou em com estaria a fazenda Maeda, com suas fortes ventanias e o maior festival de música do Brasil ocorrendo lá no sábado, domingo e segunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Caralho, lá deve estar fresco. Lá tem cerveja, um monte de gostosas balançando bundas e peitos para lá e para cá prontas para serem vistas, tem um monte de gente que eu conheço e um tanto de banda que eu gosto. Que merda eu tô fazendo aqui. Vou comprar um ingresso.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não demorou nem 5 minutos e com as vantagens da internet e um belo cartão de crédito Jack comprou seu ticket para o domingo, chamou algumas pessoas na internet, descobriu que um comboio de amigos de uma amiga saia de Sorocaba e começou a arrumar as coisas para a viagem. Todo mundo iria nesse festival. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Deverá ser a maior concentração de pseudo eco chatos do mundo.... foda-se”. Pensou quando entrou no carro, já no domingo com os óculos escuros escondendo a leve ressaca do dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Viagem foi rápida. Fazia tempo que Jack não viajava para aqueles lados e ficou deslumbrando-se com as planícies, os pastos, o gado e as plantações aquele vento forte a a estrada larga, muito larga, algo em torno de umas quatro faixas e uma pesquisa que comprovava a tal como melhor estrada do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele chegou em Sorocaba e subiu no prédio da amiga, que brigava veemente com sua colega de apartamento. A discussão não é importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tudo acertado Jack e Hirid saíram em rumo a festa. Ela estava apreensiva pelo humor e pela falta de assunto, Jack estava sossegado, sempre foi um grande fã do silêncio e sempre menosprezou conversas feitas apenas para destruir a música que alguém está ouvindo ou o simples som do vento enquanto se está dirigindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre tal silêncio e boas conversas eles chegaram ao estacionamento da festa. Estavam longe ainda do centro mesmo, algo em torno de 10 quilómetros que foram facilmente transpassados por um ônibus, no qual os dois viajantes conheceram um médico, um policial rodoviário, um cara do interior e uma moça de Curitiba apelidada de “Treze” Que lembrava Anne, a amiga de Jack da mesma cidade, pelo movimentos meio desleixados o nariz empinado e o grande sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Belas moças de Curitiba são todas parecidas, pelo menos por fora” pensava em silêncio enquanto alguma brincadeira sobre ânus e esmaltes escuros fazia o ônibus inteiro rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do festival a fila para adentrar os portões da felicidade daquele feriado estava gigante e complicada. Diversas pessoas tentavam gritar informações diferentes e adversas, confundido o público:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Portão dois tá aberto pra pista comum!&lt;br /&gt;- Portão dois é só pra premium!!&lt;br /&gt;- Sem bolsa, mulheres, podem vir por aqui!&lt;br /&gt;- Homens para a esquerda, mulheres direita!&lt;br /&gt;A Confusão era homérica, mas o processo foi rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Isso me lembra o woodstock. Acho que entre o show da Janis e do jimmy um dos produtores foi avisar para todo o público que ficasse longe do ácido marrom que estava causando bad trips e enjoôs em diversas pessoas. Passados 35 minutos o mesmo produtor volta, com uma voz mais mansa e um sorriso mais fácil no rosto contradizendo-se e anunciando os prazeres do ácido marrom...” Essa história passava na cabeça de Jack, que teria falado para Hirid se eles não estivessem separados na pista devido ao gênero de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um leve passeio por todo o festival e toda a sustentabilidade e arte já haviam sido vistas, diversos artistas fizeram obras com lixo reciclado ou pedaços de madeira que ninguém usaria mais para nada. A marca de cerveja patrocinadora subiu uma torre, algo em torno de 20 metros, toda feita de latas e barris e garrafas de sua própria bebida que, ao anoitecer, brilhava devido ao alumínio e a tinta verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início dos shows Jack encontrou-se com Mary, grande amiga de Londres, dos tempos do rock e perdições pelos festivais europeus, muitos anos atrás e com muito menos responsabilidades. Este festival agora trazia consigo uma carga forte, um flash back, um “remember” do que os dois já passaram juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite foi adentrando-se e rendendo muita risadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regina Spektor, uma música de verdade, encantou a platéia quando, na frente de 50 mil pessoas, calou a todos com suas poderosas notas do piano e sua poderosa voz cantando em russo. Foi o Auge do êxtase, o silêncio, todos os olhos voltados para aquilo que foi um momento de verdadeira arte num mundo que isso já quase perdeu o valor. A sustentabilidade da arte não pode ser perdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“entendemos o recado, Regina” pensava Jack com lágrimas escorrendo dos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joss Stone encantou o público maculino e feminino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu duvido que tenha alguém aqui, seja homem ou mulher, que não daria um beijo gostoso naquela boca carnuda e depois dormiria enquanto ela cantava e lavava a louça da sua casa!!! – disse Jack arrancando gargalhadas de Mary, sua amiga (outra Mary, bióloga que fez o trabalho de finalização de curso com os um bando de índios que eu não lembro o nome) e de Danille.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o show da diva, numa tenda menor, mas não menos importante começava o show de um ícone da contra cultura. Era ele, em carne, osso e muita barba:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Otto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Variando entre um copo de whisky, uma água mineral e implorando por entorpecentes para seu público a mistura de Chico Science, Raul Seixas e um Ney Matogrosso gordo encantou o público, fez a pequena tenda quase desabar com seus discursos neohippies no melhor sotaque pernambucano e emocionou a todos pela sinceridade com que ele faz arte, com o amor pela música, pela expressão sincera do mundo que ele vive e conhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um gênio na mais pura e simples forma de genialidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo esse movimento culminou na tão esperada performance de Dave Matthew Band, que fez toda a estrutura do festival tremer entre grandes solos de violino, uma bateria incessante e uma grande free session ao final de cada música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O festiva foi sensacional. O grande número de pessoas, a estrutura, os grandes shows e tudo junto fez com que, mesmo com um celular roubado, Jack deixasse o lugar em completa paz e com um sorriso sincero no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou para Sorocaba, deixou Hirid em sua casa, dormiu em um bom Hotel e voltou para São Paulo e para a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"SWU. Cheers."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-1250787515879312401?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/1250787515879312401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=1250787515879312401' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/1250787515879312401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/1250787515879312401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/10/start-with-u.html' title='Start With U'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TLdLTplYpaI/AAAAAAAAATE/MAeY7yORT1M/s72-c/SWU.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-1559054762896563252</id><published>2010-09-23T11:01:00.001-03:00</published><updated>2010-09-23T11:06:07.238-03:00</updated><title type='text'>See you Soon</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TJtesEi2hNI/AAAAAAAAAS8/WLbJnJLDfpU/s1600/319.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 267px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TJtesEi2hNI/AAAAAAAAAS8/WLbJnJLDfpU/s400/319.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520109879499850962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estava perto das 1030 da manhã de uma quinta feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack estava no carro, indo pela estrada de volta para a cidade, a cabeça longe e o vento soprando forte, um cigarro aceso e sem música nenhuma, o rádio do carro alugado estava quebrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ouvia o vento e via, pela lente de seus óculos marrons a estrada passando rápido, as pessoas caminhando e alguns carros correndo ao seu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estômago roncou de fome; ainda não havia comido nada aquela manhã, só um café e um pão de queijo junto a Mary Jane, no saguão do aeroporto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mary Jane.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era tudo o que Jack conseguia pensar naquele momento. Um avião cruzou os céus, fez uma curva e sumiu no horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela deve estar ali – pensou Jack deixando a primeira lágrima escorrer dos seus olhos e parar na armação do óculos. – Ela deve estar ali e está indo para longe. Eu amo essa mulher, tomara que ainda tenhamos uma vida toda juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack sempre soube da partida de Mary Jane, desde o começo do ano sabia que ela iria bater pernas deste país e correr pelo mundo, aprender inglês, trabalhar, conhecer pessoas, conhecer a si mesma, esse era o grande valor da viagem e Jack sabia disso. Jack, como ele é hoje em dia, nasceu de uma dessas viagens, descobriu a si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack abriu seu primeiro sorriso no carro imaginando Mary Jane vivendo a vida com toda a intensidade e liberdade que só um país estrangeiro pode fornecer. A língua é outra, os costumes, tudo leva você a mudar, a criar um novo você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sentou-se e abriu o caderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele abriu  caderno e tomou o primeiro gole de cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tomou o primeiro gole de cerveja e anotou, num lugar escondinho, quantos dias faltavam pra eles encontrarem-se em Dublin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele anotou quantos dias faltavam e, pela primeira vez na vida, ficou sem palavras para um texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nada explica o calor da sua respiração no meu peito enquanto você dorme” Pensou Jack esperando que Mary Jane ouvisse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-1559054762896563252?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/1559054762896563252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=1559054762896563252' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/1559054762896563252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/1559054762896563252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/09/see-you-soon.html' title='See you Soon'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TJtesEi2hNI/AAAAAAAAAS8/WLbJnJLDfpU/s72-c/319.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-268387523026555783</id><published>2010-09-14T12:10:00.003-03:00</published><updated>2010-09-14T12:19:09.223-03:00</updated><title type='text'>Sinfonia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TI-R5J1M8nI/AAAAAAAAAS0/oNQoNc0xcHY/s1600/sinfonia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 280px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TI-R5J1M8nI/AAAAAAAAAS0/oNQoNc0xcHY/s400/sinfonia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516788479629783666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O bar todo é escuro do lado que eu vejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso na alegria das famílias que vem nesse lugar comer, desfrutar das qualidades de uma família bem estruturada (pelo menos é o que parece enquanto elas almoçam felizes e contentes e sem agredir seus filhos) mas não as vejo apenas percebo a densidade da sombra que toma conta do lugar, os jovens alucinados comendo asinhas de frango, costeletas de porco e pedaços de pão, as velhas buscando esses jovens com seus corpos sarados e seus cérebros atrofiados, fico pensando o que tem de tão prazeroso num ser que gosta tanto de si mesmo, são essas mulheres que um dia irão dizer quando seus maridos fortes e sarados negarem sexo – “egoísta!” – Como não viram isso antes!? Como deixaram envolver a cabeça e os prazeres por alguém que cuida tão bem de si mesmo sem ter a plena consciência de que são esses seres egoístas!? Nessa sociedade narcisa, o melhor é encontrar alguém que fuja, pelo menos um pouco, dos padrões estéticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma segunda feira e eu busco alguma coisa sentado aqui como, de repente, a solidão de longos parágrafos onde tudo que devo fazer é não buscar a concisão das frases mas sim o pleno sentido sem pontos ou sem vírgulas ou sem parênteses correndo e discorrendo como vi Kerouac fazer em Big Sur ao descrever as belezas e posterior alucinação de uma vida solitária no meio dos cânions (a beleza foram nos quatro primeiros dias, depois foi um surto constante, um delírio bêbado que talvez leve ele ao caminho da morte, não sei ainda, não acabei o livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o rio e o mar tem sua sinfonia de sons constantes e eternos assim é o bar com sua música eterna e crescente de começo de noite até o auge da madrugada. Tudo começa com o barulho de copos, bartenders servindo copos e mais copos de chopp servidos em dupla, cada mão da linda loira bartender segura dois copos que enchem-se, vazam e respingam em seus grandes seios sustentados por uma leve blusa branca que realça os grandes bicos rosados bem centralizados no meio das suas grandes tetas; ela olha para os clientes que babam  por ela toda e enchem os bolsos com gordas gorjetas dos otários que acham que podem comprar esse tipo de mulher com dinheiro (não jóias e jantares e carros; apenas dinheiro) com gorjetas gordas e um sorriso bêbado. A maioria dos homens tende a confundir essas mulheres com putas, mulheres trabalhadoras que abusam dos seus belos dotes para alimentar uma família ou pagar uma faculdade ou viver plenamente, nunca se sabe para onde vai o dinheiro de uma puta, ou de uma bartender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vozes são uma crescente, começam baixas, suaves como um leve murmúrio do mar varrendo a areia numa tarde calma enquanto a chuva desponta no horizonte distante e longínquo esse é o choro silencioso das ondas esperando a pancada da chuva que chega mudando toda a sinfonia como chega a bebida e mais pessoas mudando o murmúrio e transformando num som contínuo, ribombante e eterno de gritos e risadas e línguas se enroscando em bocas nunca antes vistas muitas vezes mais do que duas bocas, três, quatro, cinco beijam-se e riem e eu, Jack, sinto-me velho e cansado e ultrapassado envolto por uma juventude que perdeu todos os valores e as boas maneiras e a linha contínua de pensamento; é uma juventude curta e cansada, que nada dura mais de um dia e a comunicação não tem mais de três linhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pia começa a trabalhar com raiva com a moça que lava os copos dos mais diferentes tamanho para suprir a necessidade da massa alucinada e sedenta por mais bebida, ela está suando, olhos arregalados e desesperada para sanar essa vontade toda, olhando para o relógio – tic tac tic tac – esperando a hora passar para que possa fechar o bar, limpá-lo e tomar seu merecido copo de cerveja antes de encarar duas horas de volta para casa num ônibus escuro e cheio de bêbados, os mesmos bêbados que antes a olhavam e pediam beijos agora mal a veêm dentro do ônibus e a música contiua tocando, a lavadeira de copos faz o bar tremer, os brindes continuam gritando e eu, Jack, continuo bebendo e escrevendo, lançando palavras no ritmo louco dessa sinfonia de bêbados e trabalhadores da noite, uma escrita gritada e deslanchada e sem correção e jogada aqui para que vocês leiam e entendam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não estou pronto para escrever aquilo que me causa extrema felicidade e a mais profunda solidão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-268387523026555783?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/268387523026555783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=268387523026555783' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/268387523026555783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/268387523026555783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/09/sinfonia.html' title='Sinfonia'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TI-R5J1M8nI/AAAAAAAAAS0/oNQoNc0xcHY/s72-c/sinfonia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-1449765446477665027</id><published>2010-08-05T11:02:00.003-03:00</published><updated>2010-08-05T12:27:18.897-03:00</updated><title type='text'>Sua vida daria um livro?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TFrYRB48o8I/AAAAAAAAASQ/YphEdnw5j4A/s1600/bar+no+parque.jpg0.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 249px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TFrYRB48o8I/AAAAAAAAASQ/YphEdnw5j4A/s400/bar+no+parque.jpg0.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501947681863148482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;-  Você acha que a sua vida daria uma livro? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa foi a pergunta que Jack abriu a conversa com uma moça jovem, sentada na beira de um banco, com as pernas cruzadas, uma calça jeans velha e um copo americano na mão. Ela bebia alguma cerveja barata – a mais barata, pensou Jack – enquanto olhava para a rua encarando aqueles que passavam corridos e correndo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era dia e o bar encontrava-se bem à frente de um parque. Os frequentadores resumiam-se em pessoas que faziam exercícios para poder tomar uma cerveja num sábado qualquer, com seus shorts muito soltos, quase pornográficos e as calças intra uterinas das mulheres; Jack e a moça de calça jeans e copo americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Oi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa foi a resposta da moça para Jack. O cérebro processando a chegada repentina de uma pergunta inesperada precisava de mais tempo para inventar uma resposta que não a fizesse com cara de sonsa. Queria uma resposta pensada, enquanto Jack esperava uma resposta sincera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Sua vida moça, você acha que sua vida daria um livro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack acabou com seu copo e serviu-se da cerveja da própria moça, a cerveja barata. Secou seu copo, secou a garrafa, agitou os braços e pediu ao garçom uma outra garrafa, desta vez de alguma cerveja mais forte e saborosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Sim, daria, poderia falar das minhas viagens, dos meus amores, decepções e até do meu trabalho. Sim senhor, minha vida daria um livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol batia forte na mesa. Um daqueles ventiladores que também borrifam água deixava tudo um pouco mais úmido, incluive as mesas e cadeiras de plástico. Sorte que uma grande mangueira cobria todo o bar, proporcionava grandes e frescas sombras com ventilação suficiente para varrer dali o cheiro de suor dos pseudo esportistas de bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - E você escreve, moça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Não, escrevia. Quem é você mesmo, se posso perguntar!? A gente se conhece?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Me imagine como sendo alguém que você pode conversar, que vai pagar algumas cervejas para você. Ficaremos aqui falando, eu pergunto, você responde. Depois a gente troca. Não quero sexo, não quero um xaveco, não quero nada. Quanto eu cansar de você vou embora, levanto-me, pego as minhas coisas e a última coisa que vai saber de mim é como são as minhas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A singela moça ajeitou-se na cadeira. Deu para ver os pés mirrados dela, um dedinho um pouco mais torto dentro de uma sapatilha aberta na frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Será que ela tem nojo do próprio dedinho torto” pensava Jack secando outra garrafa.&lt;br /&gt; - Eu não conheço você, senhor, como sei que tudo o que você fala é verdade!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Não sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Então não vou ficar aqui conversando com um maluco que quer saber da minha vida, aposto que você é um daqueles loucos, que vai pedir meu telefone depois ou vai querer sair comigo. Tchau!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela levantou-se, saiu andando com pressa, olhando para trás e caçando o celular na bolsa. Tinha medo que Jack a seguisse pelo parque e a violentasse de alguma maneira, se é que já não havia violentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele acabou seu drink e viu uma outra moça sentada, dessa vez na pequena mureta que separava a rua do bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele levantou-se, tropeçou no guarda corpo e foi até lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-1449765446477665027?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/1449765446477665027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=1449765446477665027' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/1449765446477665027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/1449765446477665027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/08/sua-vida-daria-um-livro.html' title='Sua vida daria um livro?'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TFrYRB48o8I/AAAAAAAAASQ/YphEdnw5j4A/s72-c/bar+no+parque.jpg0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-905443527110908466</id><published>2010-08-03T09:40:00.004-03:00</published><updated>2010-08-03T09:55:16.482-03:00</updated><title type='text'>No meio do bar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TFgPaiOZYoI/AAAAAAAAASA/4jw9JXBbfSE/s1600/DirtyOldTown.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 326px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TFgPaiOZYoI/AAAAAAAAASA/4jw9JXBbfSE/s400/DirtyOldTown.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501163893371265666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“Já faz mais de um mês que eu não escrevo” pensava Jack enquanto forçava os olhos para que continuassem abertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não que eu não queira escrever. As ideias continuam brotando, a questão toda é a facilidade com que elas morrem. Andei estudando psicologia um tempo atrás e descobri alguma coisa entre ideias, valores e sei lá mais o que. Sei que o doutor me explicou que temos que jogar coisas fora para ocupar a mente com aquilo que realmente precisamos. Não levem pelo lado errado, eu preciso dos meus contos, mas preciso do cérebro livre para algumas outras coisas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele continuava pensando, sozinho, mas sempre pensava em forma de conto, ou como se falasse para uma platéia. Foi a maneira que Jack encontrou de perder a timidez, ter em mente que sempre há alguém olhando. Sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava sentado naquele velho e bom pub. O pub continuava obscuro, com um som baixo e melancólico tocando, as luzes estavam tão fracas que podia distinguir apenas aqueles que sentavam-se logo abaixo das lâmpadas; o ambiente ainda era contaminado pela fumaça, àquela hora o senhorio liberava o cigarro para os frequentadores mais assíduos. Havia alguns, Jack reparara algum tempo atrás. De todas as formas, credos, raças e sexos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No canto esquerdo, num banco alto o mais longe da luz possível, encontrava-se uma velha senhora, sempre muito bem vestida. Trazia consigo um gato, uma vela e um velho caderno, tão velho que ainda parecia ser feito de pele de cordeiro, como no tempo que a bíblia do diabo foi escrita. Ela ficava sentada, tomando taças e mais taças de vinho e escrevendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ela escrevia ali era um grande mistério para todos; sempre que alguém ameaçava qualquer nível de proximidade com aquela senhora ela rangia os dentes e encolhia-se por sobre o livro. Ninguém nunca soube o que se passou com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perto dessa velha encontrava-se um grupo de senhores, não ricos, mas de vida feita, com dinheiro suficiente para tomar quantas cervejas e quantos whiskies lhe fossem de bom grado durante todo o resto da vida. Eles eram velhos, pessoas que não faziam mais parte deste mundo juntando-se todos os dias, por longas horas neste mesmo bar.&lt;br /&gt;Falavam pouco, alguns comentários sobre os velhos tempos em que eram jovens e que podiam roçar seus corpos com jovens senhoritas, assim como as que passavam pela janela, agora intangíveis para esses senhores. Velhos senhores dos bons tempos que nunca mais vão voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack estava no meio do bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À sua direita estava um artista. Sentava com enormes folhas de papel grosso; ocupavam uma mesa inteira para quatro pessoas. Sentava-se e tirava seu estojo com diversos tipos de carvões, pincéis, tintas e borrachas. O cheiro de arte contaminava o lugar, o cheiro de tinta, de suor, de raciocínio lógico para criar a emoção. Artistas nunca foram muito bons com a razão, apesar de fazerem muito sentido. Jack olhava para ele em suas roupas desgarradas tomando seu velho e bom copo de rum e desenhando, desenhando aquilo o que talvez pouquíssimas pessoas comprariam. Um prazer solitário, voltado para a total (sub)existência dele próprio, voltado para a existência dos desenhos que ninguém compra, das roupas desgarradas e do rum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No canto extremo direito estavam as putas. Antigas putas no auge dos seus 40 anos, velhas para a profissão vendiam seu corpo por pouco, às vezes nem por dinheiro, apenas por uma garrafa de gin barato ou um sanduíche imundo desse bar escuro. O salto que antes fazia a perna torneada agora só realçava as grandes varizes, a mini saia muito curta, que antes deixava homens babando agora apenas causava o desgosto de quem passava pelo excesso de celulite que se mostrava. A maquiagem sempre borrada, os grandes lábios inchados de tanta química e de tantos pintos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ – pensem, pensou Jack, o que é que uma vida chupando borracha não faz com a boca de uma mulher.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas falavam sempre alto, lembrando das oportunidades perdidas e confabulando pelas que estão por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack estava no meio do bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Já faz mais de um mês que eu não escrevo” pensava Jack enquanto forçava os olhos para que continuassem abertos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-905443527110908466?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/905443527110908466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=905443527110908466' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/905443527110908466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/905443527110908466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/08/no-meio-do-bar.html' title='No meio do bar'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TFgPaiOZYoI/AAAAAAAAASA/4jw9JXBbfSE/s72-c/DirtyOldTown.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-8721998303213741029</id><published>2010-06-21T14:13:00.002-03:00</published><updated>2010-06-21T14:17:54.235-03:00</updated><title type='text'>Montes brilhantes</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TB-etaU5zlI/AAAAAAAAAR4/viz1I2G6oU0/s1600/montes.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TB-etaU5zlI/AAAAAAAAAR4/viz1I2G6oU0/s400/montes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485277374158851666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Jack havia adquirido fones de ouvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andava pelas ruas desconcertado e pensando em como teria vivido até aquele dia sem que pudesse ouvir música todo o tempo da sua vida. Já tinha batido perna por um bom pedaço da cidade. Olhava para todos que passavam por ele; mulheres, homens, crianças, trabalhadores e bêbados. Via pessoas contruíndo casas, limpando as calçadas, servindo outras pessoas; tudo enquanto ouvia as Variações Goldberg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Que belo mundo. O sentido das coisas, o ritmo da vida está aqui. Todos deveriam ouvir essa música, passear, trabalhar e viver nesse ritmo. São horas de extremo prazer desconhecido, de lógica desconexa. A trilha não condiz com o filme mas mesmo assim cria essa fluidez. O movimento da vassoura; cada varrida na virada de cada acorde. Ele é um gênio.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tão feliz que ele ficou com a aquisição dos fones, decidiu colocar seu carro na oficina e trocar os falantes que estavam estourados fazendo um ruído insuportável. Gastou seu dinheiro bem gasto. Algumas horas depois, em alto e bom som, algum rock qualquer dos anos 70 saia pela janela de Jack que, com um sorriso largo no rosto e os olhos semicerrados cantarolava a letra de fácil memorização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Tá pegado o som do seu carro hein boy!? – Disse um motociclista ao lado dele, interrompendo por vez seu leve estado de êxtase e meditação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Ficou bom agora. Troquei os falantes. Está limpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Devia ouvir um funk ai pras cocotas rebolarem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O farol abriu e o motoqueiro arrancou levantando o braço para uma saudação final à Jack.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pensou que resolveu todos os meus problemas com mulheres, aquele motociclista. Não, agradeço ele pela sugestão de facilitar minha vida sexual com mulheres de segunda classe e aparência duvidosa, mas manterei-me ao meu gosto musical, que por si só já rege uma orquestra de pré seleção feminina.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack pensava isso enquanto o farol fechava-se mais uma vez. Recebeu gritos e xingamentos do carro de trás, não deu a mínima e voltou ao seu estado de transe ouvindo boa música e admirando as “cocotas” da zona sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele desceu toda a Lins de Vasconcelos, parou defronte o hospital e pegou Mary Jane.&lt;br /&gt; - E ai Peqs. Como anda a tia machucada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Ah Jack, está melhorando, longe de estar 100%, mas melhorando. A cirurgia foi boa. – Comentou Mary Jane após um beijo de boa tarde e uma certa desorganização com o excesso de sacolas que trazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Fico feliz. Bom que está melhorando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack encarava as coxas de mary Jane e sua pequenina barriguinha de cerveja. A moça andava melhorando a cada dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Ahhhhhh! Finalmente arrumou o som do carro hein Jack! Demorou mas saiu!&lt;br /&gt; - É. Tava com saudades de ouvir música durante o tempo todo. O barulho puro e simples da cidade estava me dando nos nervos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois tinham uma festa para ir nessa noite. Decidiram ir para casa, fazer um sexo para matar as saudades, comer alguma coisa e embarcar numa noite alucinógena pelos galpões da Móoca; bairro tradicional de São Paulo, numa agradável decadência estagnada no tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porta estava cheia de gente. Polícia, segurança, bombeiros. Todo o circo armada para uma festa sossegada e segura. Festa até o sol despontar no horizonte. Os rostos começaram a ficar menos coloridos, os panos voltaram a ser apenas panos e o cansaço começou a bater no corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era dia, foram 6 horas de festa com direito a muitas risadas, pouca bebida e uma satisfação plena. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Esses grandes olhos fixos em mim não me deixam apenas com tesão – pensava Jack enquanto olhava para Mary Jane – causam um conforto saudável.”&lt;br /&gt;Eles pegaram um táxi e dormiram juntos, mas em camas separadas até a hora do jogo da seleção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomaram um banho, compraram cerveja e amendoim. Ficaram nus e assistiram o jogo, fizeram sexo no intervalo e foram dormir no domingo sonhando com três montes brilhantes ao fundo de uma bela paisagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-8721998303213741029?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/8721998303213741029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=8721998303213741029' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/8721998303213741029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/8721998303213741029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/06/montes-brilhantes.html' title='Montes brilhantes'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TB-etaU5zlI/AAAAAAAAAR4/viz1I2G6oU0/s72-c/montes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-8962882402845763470</id><published>2010-06-16T16:48:00.002-03:00</published><updated>2010-06-16T17:04:31.368-03:00</updated><title type='text'>Muito tempo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TBkuPXnlc6I/AAAAAAAAARk/88l35noyWL4/s1600/muito+tempo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 358px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TBkuPXnlc6I/AAAAAAAAARk/88l35noyWL4/s400/muito+tempo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5483464862873252770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Muito tempo atrás Jack pensava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Catzo. Faz tempo que eu não escrevo. Faz muito tempo que eu não escrevo. Faz tempo demais.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou-se da cama, pegou uma caneta e um caderno velho. Deixou o copo cair no chão e estagnou-se olhando para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Desejava esse último gole de whisky. Desejava Muito esse último gole de whisky. Desejava-o demais.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Largou mão de limpar os cacos do chão, sabendo o risco de voltar para sua humilde residência horas depois, completamente bêbado e acordar no dia seguinte com o pé, a cama, as cobertas e o chão envoltos por sangue já ressecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Riscos. São apenas riscos. Assim como os riscos do cadreno são um perigo para mim, deixo o risco de cortar-me.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele pensava asneiras quando sob o efeito de algumas ervas. Estava tudo passando, pronto para voltar ao seu bom e velho copo, ao seu bom e velho caderno, ao seu bom e velho humor ácido, cítrico, sarcástico e obscuro. O humor quando o mesmo quase confunde-se com tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Jack andava lembrou-se de uma piada vista nalgum filme daquele dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andava e buscava a piada, inteira, em sua mente, para poder anotar no caderno e nunca mais esquecer. Não lembrava o filme, não lembrava a piada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrou-se. Parou o carro, abriu o caderno velho e começou a escrever com sua caneta velha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Havia apenas um médico na pequena cidade. Certo dia um paciente abriu a porta, sua cara estava inchada de tanto chorar. Ele sentou-se defronte ao médico e começou a desabafar:&lt;br /&gt; - Doutor, não aguento mais a vida neste mundo. As pessoas são tristes, pensam todas apenas em dinheiro. O mundo ficou cinza. Nada tem mais graça, o ar não tem o mesmo cheiro e as risadas não tem o mesmo tom. Preciso de ajuda doutor. Preciso de ajuda.&lt;br /&gt; - Eu tenho a solução pra você meu rapaz! – disse o médico com um grande sorriso no rosto, levantando da mesa e inda admirar a paisagem da janela do seu consultório – É com grande alegri aque chegou à essa cidade o palhaço Bambine! Vá assitir seu show e tenho certeza que voltarás a sorrir como nunca!&lt;br /&gt;O palhaço levanta, junta-se ao médico, olha o horizonte onde, ao fundo, despontava a ponta do circo.&lt;br /&gt; - Doutor, eu sou o palhaço Bambine.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack acabou de escrever a piada, fechou o caderno e voltou a fazer o seu velho e bom caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A verdadeira piada. Essa é a piada humana. Essa é a comédia que vivemos todos os dias.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack nunca foi um pessimista, nem um conformista, nem nenhum ista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sempre trabalhou com certezas. Uma delas vinha dessa vida desordenada, desse caos humano e de todas as viagens que ele já fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A certeza de que nada está certo. Pessoas riem enquanto outras morrem e até riem da própria morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não vale o esforço pra tentar explicar. Essa piada, acho eu, funciona como um poema budista. Quando você vê a verdade, eleva-se a outro patamar. Outro patamar.”&lt;br /&gt;Jack chegou ao seu destino e sentou-se. Ordenou uma cerveja e pediu sua garrafa de vodka. Estava cansado de ver os bartenders trabalhando tanto para servi-lo que resolveu servir a si próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele contou a piada para um cara que estava ao seu lado. Jovem, olhos claros e barba por fazer, vestia-se como se não se importasse com o mundo, vestia-se como outra pessoa. O garoto não entendeu e começou a discursar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - O problema todo é do capitalismo. Não devemos mais servir ao sistema, devemos lutar contra ele, devemos ser em prol da natureza, viver na praia, buscar o mar. Devemos nos desconectar desse sonho obrigatório que é a vida de rotina, odeio rotina. Não há nada mais maçante do que a rotina. A vida é para ser vivida em sua plenitude. O importante é viver, viver bem, viver feliz, viver com saúde. Trabalho vem sempre depois. Trabalho está aqui para escravizar a população que se acha livre, mas não! Não! São todos escravos do sistema. Quero divagar pela vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack olhava para aquele moço e via toda uma angustia da juventude. Essa necessidade de crescer e ser diferente, não ser envolto pelo mundo dos adultos, não tornar-se “um deles”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Você está certo garoto. Faça a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack acabou seu copo, fechou o caderno e colocou a caneta no bolso. Saiu do bar acendeu um cigarro e contemplou o céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Deixe-o sonhar por mais algum tempo. Na juventude mais vale a mentira acertiva do que a verdade dolorosa.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-8962882402845763470?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/8962882402845763470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=8962882402845763470' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/8962882402845763470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/8962882402845763470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/06/muito-tempo.html' title='Muito tempo'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/TBkuPXnlc6I/AAAAAAAAARk/88l35noyWL4/s72-c/muito+tempo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-4594359619526553580</id><published>2010-05-19T14:37:00.005-03:00</published><updated>2010-05-19T14:40:06.435-03:00</updated><title type='text'>Entre vodkas e curtas conversas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S_QicbzVUZI/AAAAAAAAARc/fzLtfiPFo5E/s1600/vodka+e+conversas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 360px; height: 290px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S_QicbzVUZI/AAAAAAAAARc/fzLtfiPFo5E/s400/vodka+e+conversas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473037319056740754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eles Sentaram-se. Prontamente algumas pessoas o cumprimentaram, entre elas o barman com uma vodka e club soda à sua frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - E ela toma o que Jack?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - O mesmo que eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack não conhecia a moça que havia sentado ao seu lado. Havia sido apenas uma estranha coincidência, um momento ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Obrigada pelo drink. As pessoas te conhecem por aqui né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela perguntava com um sorriso amarelo, parecia medo, ou apenas a obrigação de puxar conversa por tempo suficiente de acabar o drink dado. Seus vinte e poucos anos, bem poucos, bateram de frente com os quase trinta de Jack. Ele nunca foi rabugento, muito menos mal humorado; mas não sorria para qualquer desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Venho sempre. Gosto de escrever aqui. É calmo e quando enche as pessoas são interessantes, rendem bons personagens ou algumas boas conversas. E você, moça, tá fazendo o que bebendo aqui sozinha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Não sei, acho que costume de um antigo namorado. Só bebíamos juntos, todos os dias, o dia todo. Bebíamos, conversávamos e fodíamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela parecia triste, ou solitária. Provavelmente não estava acostumada a ficar sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Ser sozinho não é fácil; ainda mais aos vinte e poucos. – Jack pensava, olhava para frente, encarando as garrafas cheias do bar e pensava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passava rápido. Jack entretia-se com as outras pessoas que conversavam e estudava as relações humanas entre jovens, velhos homens e mulheres. A moça ao lado estava quieta, mas inquieta. O olhar não parava, assim como os tapinhas nas pernas e as arrumadas de cabelo. Num piscar de olhos ela desatou a perguntar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - O que você está escrevendo? Você é escritor né? O que eu bebi agora? Era bem gostoso sabia!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Calma moça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tirou um sorriso de Jack. Queria ser gente grande, mas ainda estava presa a todas as amarras das inseguranças adolescentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A vida custa a passar em alguns momentos.” Pensou Jack antes de recomeçar a conversa com a moça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Gostou do drink?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Sim. É refrescante e fácil de beber, caiu bem, não tem muito gosto, só de vodka e limão, mas é gostoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - É vodka com Club soda, uma água com muito gás, e um pouco de limão. É refrescante, misterioso e, se a vodka for boa, você fica bêbado e nem percebe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sorriu, passou as mãos nos cabelos e mastigou a última pedra de gelo. Estava ficando com sede mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Posso te pagar essa rodada? – Perguntava a moça com os pés balançando do alto banco do bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Pode. Só acena para o barriga e pede mais dois que ele vai entender.&lt;br /&gt;O drink chegou, eles brindaram e a moça engasgou no primeiro gole. Devia ter muita vodka.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack curvou-se mais uma vez sobre seu caderno e ferozmente voltou a escrever alguns parágrafos. A moça continuava quieta; Jack esperava para ver até onde ia a vontade daquela moça de conhecer-lo, ou de ficar sozinha. Estava tendo bons parágrafos, escrevia rápido sua letra feia, forçava a boca e os dedos começavam a criar novos calos. Estava em transe, pensando mais rápido do que a mão e escrevendo algumas palavras muito erradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sentia o olhar da moça por sobre seu ombro, via que ela tentava ler vorazmente o que ele escrevia e sentia o calor que emanava de suas bochechas.&lt;br /&gt;Ela puxou assunto mais uma vez:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Eu até tento escrever sabe. Mas não sei se é bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela realmente queria conhecê-lo ou então o álcool não a deixava mais em silêncio.&lt;br /&gt; - Eu já escrevi muitas páginas, moça. Tenho uns três fãs inveterados e mais alguns leitores esporádicos. Mesmo assim nunca soube se o que escrevo é bom; isso pouco importa. O que importa é escrever. Você nasce escritor, bom ou ruim, está dentro de você, uma necessidade a ser exposta, mesmo que para ninguém. Tudo o que você precisa para escrever é um bom português, alguns calos, um fígado forte e um olhar interessado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Olhar interessado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - É, olhar interessado nessa vida simples, nessa rotina, nos pequenos blocos que montam qualquer castelo que alguém, algum dia, vai olhar e chamar de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Entendi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack escreveu seu último parágrafo daquele dia, fechou seu caderno, matou seu drink e perguntou o nome da moça ruborizada ao seu lado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-4594359619526553580?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/4594359619526553580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=4594359619526553580' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/4594359619526553580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/4594359619526553580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/05/entre-vodkas-e-curtas-conversas.html' title='Entre vodkas e curtas conversas'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S_QicbzVUZI/AAAAAAAAARc/fzLtfiPFo5E/s72-c/vodka+e+conversas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-3664343480967964214</id><published>2010-05-04T17:15:00.003-03:00</published><updated>2010-05-04T17:22:33.217-03:00</updated><title type='text'>A festa certa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S-CBDk6hlaI/AAAAAAAAARE/mSkjSMnOTso/s1600/sexyzumbi.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 259px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S-CBDk6hlaI/AAAAAAAAARE/mSkjSMnOTso/s400/sexyzumbi.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467511846076519842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O bebê horrendo, a mãe e todos os satânicos ficaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack olhou para John e os dois decidiram sair dali. Havia acabado a cerveja, a vodka e o whisky.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Caralho cara. Aquilo foi uma coisa estranha! Você viu aquelas pessoas possuídas!? E o bebê!? Cara! Ele era muito feio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John estava tremendo. Jack, indiferente. Aquilo deveria ter sido estranho para ele, mas o mundo já estava estranho demais para ele impressionar-se com um bando de satânicos dando a luz àquilo que acabaria com o mundo. O mundo já estava acabado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone de Jack vibrou. Era Pops mandando uma mensagem perguntando se ele não iria à festa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Caraca John! Acho que erramos o endereço! A festa dos mortos era na casa da Juliet, eles iam fantasiar-se de grandes divas do pop zumbis... Quanta coincidência não é!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Vai se foder Jack. Como você pode levar as coisas desse jeito? Como você não ficou horrorizado com aquilo!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Aquilo é só aquilo. Saímos de lá já John. Aquilo acabou para nós, nunca mais veremos aquelas pessoas, aquele bebê ou aquela mãe. É só um bando de loucos tentando administrar a vida de forma diferente da gente. Nós bebemos, eles falam com o Diabo, alguns falam com Deus. No fundo é tudo a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Você precisa de uma namorada Jack...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Tenho uma Ex... Aliás, ela vai estar lá, lembra da Pops?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Claro! Ela acabou com você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Pois é. Faz duas semanas que ela me ligou mais uma vez e estamos saindo.&lt;br /&gt; - E ai!? Namorando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Não... Ex-namorando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles chegaram ao prédio da Juliet. O porteiro prontamente atendeu e eles subiram ao 19º andar, conversando sobre as possíveis pessoas presentes, as possíveis fantasias e o cheiro de vômito do elevador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - É aquela merda de salgadinho de queijo que você come John, aquela merda fede!&lt;br /&gt;Eles adentraram-se, na mesa da sala de Juliet, algumas pessoas sentavam em roda, de mãos dadas, murmurando palavras estranhas. Ao lado uma mulher grávida vagava como uma doente pela sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles não aguentaram por muito tempo e começaram a rir descontroladamente. John correu e por muito pouco não desceu os dezenove andares a pé. Jack foi para a cozinha e encheu o freezer com as cervejas que havia acabado de comprar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Vocês não têm idéia de onde acabamos de vir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - De onde? – Ela veio andando, fumando um cigarro com seus grandes olhos e uma longa e leve saia. No seu braço um grande machucado falso e os olhos marcados por um excesso de sombra negra. A boca livre de qualquer batom foi propícia para que Jack agarrasse-a pela bunda e lhe beijasse com um tesão bêbado antes de responder:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Acabamos de vir de uma grande casa onde uma mulher deu a luz ao anticristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Todos riram pensando que era uma piada estúpida de Jack. Ele achou melhor não tentar explicar mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na festa havia um Elvis, um Britney Spear, uma Hepburn, e mais algumas celebridades que Jack não conhecia, achava que uma delas era a Frida, a outra usava um grande vestido vermelho e tinha ainda mais uma que queria parecer a Cleópatra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-3664343480967964214?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/3664343480967964214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=3664343480967964214' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/3664343480967964214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/3664343480967964214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/05/festa-certa.html' title='A festa certa'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S-CBDk6hlaI/AAAAAAAAARE/mSkjSMnOTso/s72-c/sexyzumbi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-1920670431815721996</id><published>2010-05-04T10:27:00.002-03:00</published><updated>2010-05-04T15:44:50.781-03:00</updated><title type='text'>Last party</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S-Ag7kl53KI/AAAAAAAAAQ0/hvgg1qXS_PY/s1600/zumbi.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S-Ag7kl53KI/AAAAAAAAAQ0/hvgg1qXS_PY/s400/zumbi.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467406155434810530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Passava das 2300 quando Jack cruzava a cidade atrás de alguma coisa interessante para fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou no mercado e encheu o carro com 12 cervejas e um quarto de vodka, um pouco de whisky e água tônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Homem que é homem não pode viver sem Quinino.” Pensava Jack enquanto matava metade de uma lata de tônica e completava-a com vodka.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sem quinino e sem vodka.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele passou na casa de seu amigo John, os dois cumprimentaram-se e começaram a beber parados na rua. Não tinha muito mais a ser feito naquele momento. Os bares estavam lotados pela juventude muito mais jovem do que Jack, uma juventude que bebia para provar alguma coisa ou provava alguma coisa para beber. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Não dá, John, para interagir com essas pessoas. Elas são cheias de filosofias baratas e fúteis, acham que a solução do mundo está no amor e que o capitalismo é uma merda. É muito fácil ser filhinho de papai, dirigir um carro mais caro que a casa de metade da população brasileira e ainda se dizer contra o capitalismo. Caralho. Vende essa merda de carro, anda numa motoneta a diesel e tenta não ganhar mais do que R$400,00 por mês para assim poder fazer uma divisão justa de bens com todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Se eu encontro alguém que me fala isso, esfrego a cara dele no chão – Dizia John matando uma cerveja – Sempre tiveram de tudo sem trabalho algum e agora aprenderam que o trabalho é ruim. Esfregava a cara no cão e estuprava o Rêgo. Largava na frente de um hospital público pra tomar ponto nas pregas com agulha enferrujada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois riram. Era bom xingar essa escória humana, sempre rendia algumas boas imagens mentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone tocou e Jack prontamente atendeu esperando alguma boa opção para aquela noite semi perdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Hoje é dia da festa dos mortos.” Uma voz dizia no telefone. Ele abraçou um pedaço de papel e uma caneta e anotou o endereço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Bora John. Recebi uma ligação de uma festa maluca que tá rolando aqui perto. Não precisamos de mais nada temos tudo aqui no carro. É uma festa dos mortos, se tudo der certo hoje vai ser dia de necrofilia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois riram mais uma vez, entraram no carro e quase atropelaram um gato preto que cruzava a rua atrás de algumas baratas que se alimentavam do lixo. O mesmo velho e bom lixo que Jack já teve que comer algumas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois chegaram num casarão velho. Tinha um porteiro que dormia perto da calçada. Ao som do carro abriu os olhos, largou a bituca de cigarro já apagada e voltou a dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Deve ser isso. Tem luzes vermelhas lá dentro e eu acho que vi alguma sombra. Vamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack já caminhava, mas John estava levemente assustado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Não sei não Jack. Tá meio estranho isso tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Para! No máximo vamos quebrar algumas garrafas na cabeça de maníacos satanistas.&lt;br /&gt;Eles entraram na festa. Silêncio tomava conta da velha casa. Ouvia-se apenas os ratos caminhando pelo forro e o som da agulha num disco já terminado. Ao fundo, num canto obscuro, pessoas sentavam-se em torno de uma mesa redonda, davam a mão e soltavam algum tipo de mantra; venerando um gato morto e dois pombos depenados em cima da mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack abriu uma cerveja e tentou aproximar-se; queria ver mais de perto, a roupa dessas pessoas era estranha, estavam todos sujos com grandes marcas e machucados espalhados pelo corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Que merda é essa, Jack. Me traz pra um culto satânico? O que mais falta!? Uma grávida abortando o feto que será o anticristo!?&lt;br /&gt;  - Esse tipo de coisa não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi obrigado a parar a frase no meio. De longe um vulto aproximava-se. Tinha uma grande barriga, a garganta cortada e carregava alguma coisa no ventre. Alguma coisa. Aquilo não podia ser alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O barulho de sangue e sobras esparramando-se pelo chão é grotesco. Jack continua quieto, imóvel, incrédulo. Tomava seu whisky a largas goladas, esperando que a bebedeira livra-se ele daquilo tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Será que esse é o fim? Serei a primeira refeição do filho do diabo? Daquele que o mundo ira destruir com seu olhar de fogo e seu dente no céu da boca?”&lt;br /&gt;As pessoas levantaram-se e começaram a venerar o feto pútrido e sujo que jazia no chão ainda ligado pelo cordão umbilical da mãe semimorta. Eles gritavam e dançavam e ficavam nus, agarrando-se uns com os outros, dando pouca importância para Jack e John.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois estavam pasmos, absortos no show de horrores do fim do mundo.&lt;br /&gt;Os dois abriram uma cerveja e brindaram àquilo que seria a última grande festa do mundo como conhecemos hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-1920670431815721996?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/1920670431815721996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=1920670431815721996' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/1920670431815721996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/1920670431815721996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/05/last-party.html' title='Last party'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S-Ag7kl53KI/AAAAAAAAAQ0/hvgg1qXS_PY/s72-c/zumbi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-6588787370477945106</id><published>2010-04-26T12:53:00.003-03:00</published><updated>2010-04-26T12:58:48.036-03:00</updated><title type='text'>Domingo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S9W3b1suo3I/AAAAAAAAAQs/V3jJmDvbfHk/s1600/beijo-lesbico-duas-mulheres.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 355px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S9W3b1suo3I/AAAAAAAAAQs/V3jJmDvbfHk/s400/beijo-lesbico-duas-mulheres.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464475411783000946" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Jack e Pops dormiram abraçados por alguns minutos. Tempo suficiente para descansarem seus órgãos e começarem a fazer sexo descaradamente mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Essa química me impressiona – dizia Pops enquanto Jack comia-a devagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de algumas horas Pops foi-se embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack dormiu esperando a chegada do domingo, junto com ele um jogo de espera e valores feito com Pops. Os dois se encontrariam amanhã, talvez, sem certezas. Ele iria para o bar, e se Pops quisesse, o que ela pareceu muito querer, ela apareceria de surpresa.&lt;br /&gt;Ou seja, era um domingo normal para os dois com um talvez. Esse jogo era estimulante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack sentou-se e ao seu lado havia duas mulheres um tanto quanto estranhas. Uma delas era gorda, muito gorda, extremamente gorda. Usava dois bancos altos para se sentar e em sua mão havia a tatuagem de um vampiro viado, a qual ela beijava constantemente, um beijo cheio de língua e saliva e pedaços de comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra era mais magra, olhos estrábicos, cabelos duros e sebosos. Usava uma saia curta, curta demais, extremamente curta, tão curta que, quando se sentava, era possível ver sua grande e suja calcinha e os longos pelos fugindo pelas laterais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas riam alto e divertiam-se trocando figurinhas e jogando um jogo estranho num pedaço de papel enquanto tomavam cervejas e, vez ou outra, algum drink mais forte. Pareciam felizes, livres, estranhas e felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A final do campeonato estadual desponta na tela e as duas moças fixam os olhos na grande televisão. Jack as observava e esperava por Pops.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Caso Pops não venha, farei uma bizarrice com essas duas” Pensava Jack sem nenhum pudor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas mulheres estranhas e felizes, por alguma razão bisonha incitaram a curiosidade sexual de Jack.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sexo com belas mulheres é simples. Como deve ser passar uma noite propiciando intensos prazeres para essas duas... coisas aqui na minha frente? Fodendo-as com real prazer, fazendo com que tenham verdadeiros orgasmos, fazer com que se sintam saciadas e parem de trocar figurinhas e jogar jogos estranhos”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack começou a olhá-las com outros olhos. As pernas brancas da mais magra estavam descaradamente expostas e pressionadas contra o largo banco de madeira, ela coçava as pernas com suas unhas vermelhas, velhas e vermelhas, e as marcas demoravam a sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo na televisão estava ótimo. O time da casa fez o primeiro gol e as duas mulheres comemoraram alucinadamente. Os grandes peitos da gorda começaram a pular para fora da camiseta, a mais magra abraçava-a com ferocidade, as duas gritavam e soltavam sons muito estranhos. Os peitos, pelo jeito, excitaram a mais magra, que começou a espremê-los com tesão, enquanto a gorda beijava sua tatuagem quase arrancando pedaços da própria carne. A boca das duas se encontrou. Elas não se conteram por mais do que cinco minutos e começaram a rasgar suas roupas e trocar carícias no meio do bar, enquanto esfregava suas grandes, sujas, feias e peludas bocetas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os garçons, gerentes, clientes e transeuntes olhavam para aquela cena escatológica. Uma velha senhora que passava pela rua desmaiou e abriu o crânio na guia, crianças choravam e mães vomitavam. Jack não conseguia desprender os olhos daquilo tudo. Finalmente o mundo estava acabando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coito era ininterrupto. Elas suavam, o mau cheiro contaminava todo o bar, algumas pessoas jogavam cerveja em cima delas, outros jogavam comida, mas as moças não paravam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack sentia o coração batendo forte, levou a mão ao peito, sentia a morte chegando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mão tocou seu ombro e ele abriu os olhos. Tudo tinha voltado ao normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas sua cerveja escorria pelo balcão e começava a lhe molhar as pernas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-6588787370477945106?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/6588787370477945106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=6588787370477945106' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/6588787370477945106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/6588787370477945106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/04/domingo.html' title='Domingo'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S9W3b1suo3I/AAAAAAAAAQs/V3jJmDvbfHk/s72-c/beijo-lesbico-duas-mulheres.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-5770471390242461777</id><published>2010-04-22T21:34:00.004-03:00</published><updated>2010-04-23T10:20:21.116-03:00</updated><title type='text'>Pops popup again</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S9DrhvwU03I/AAAAAAAAAQk/opdUBkrVvzU/s1600/Betty-Boop.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S9DrhvwU03I/AAAAAAAAAQk/opdUBkrVvzU/s400/Betty-Boop.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463125312987779954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Era uma quarta-feira ordinária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que a diferenciava de qualquer outro dia da semana era o fato de ser feriado, o que fazia com que a data mais parecesse um Domingo do que uma terça, ou uma quinta.&lt;br /&gt;Jack apostou suas fichas em escapar do sol e refugiar-se em seu bar de sempre, um subsolo com janelas para a rua onde se via apenas as pernas dos transeuntes. Nada mal. Cerveja, os garçons falando boa tarde e a semifinal de alguma liga européia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que Jack estava acostumado num domingo, mesmo sendo quarta-feira. Estava com uma falta repentina de inspiração; decidiu então deixar a caneta e o papel de lado e esperar. Esperar que alguma coisa acontecesse, ou então que ficasse de saco cheio da bebida e fosse para casa ler alguma coisa e talvez uma masturbação antes de dormir.&lt;br /&gt;Estava olhando para fora e vendo grandes e grossas pernas que passeavam pela rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava muito quente, as mulheres resolveram sair com roupas muito leves e Jack admirava a criação divina com o toque do diabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone tocou. Era um número que remetia a alguém, com certeza, mas Jack não conseguia associar aquela combinação a rosto algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Quem fala – disse Jack rispidamente já levemente cansado pela bebida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Oi Jack. É Pops. Tudo bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela voz macia e insegura. Ela sabia que tinha fodido com Jack fazia um tempo. Jack e Pops foderam por um bom tempo a quase um ano atrás, depois disso, subitamente ela desapareceu e resolveu perder-se de Jack. Jack não se sentiria injuriado não fosse o caso dele ter-se apaixonado precipitadamente por ela. Jack apaixona-se com certa freqüência, ele precisa disso. Mas sempre seguramente. Neste caso ele havia perdido a estribeira.  Agora aquela voz macia, insegura e quase infantil invadia a mente de Jack, ele tentou buscar algum sentimento de injuria, revolta, paixão ou até mesmo amor. Por sorte nada encontrou, estava livre das garras de Pops.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Hey Pops, o que faz você ligar para mim? Deve fazer pelo menos oito meses que não nos vemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Eu sei. Mas foi inevitável lembrar de você. Semana passada não dormi muito... essa vida desregrada sempre joga minha mente para mais perto de você.&lt;br /&gt;Ele já sabia o que ela queria. Jamais ligaria para ele apenas por ligar, para uma conversa corriqueira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Faz Sempre bem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - O que, muito tempo sem dormir ou pensar em você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Os dois. Principalmente pensar em mim, que tenho lá minhas qualidades &lt;br /&gt;Pops é uma moça mais nova, bem desencanada da vida. Jack com sua queda por esse tipo de mulheres envolveu-se com ela logo no começo de 2009, juntos por três meses causaram um alvoroço na loucura da grande cidade, fizeram mais sexo do que todos os casais normais (uma média de duas vezes por dia todos os dias) e depois de três meses tudo havia acabado, com uma discussão agressiva e a ausência de contato dos dois desde então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Bom Pops. Diga-me lá vai, por que ligou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Saudades Jack. Adoraria se você não me destruísse agora, ok?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Pode deixar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reinou um silêncio do outro lado da linha, Jack não sabia mais se a moça ainda estava ali, ou se havia desligado na cara de Jack. Nenhuma novidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Pops?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Oi... Desculpa. Fazia tempo que eu não ouvia a sua voz, mas muitas vezes eu peguei o telefone e pensei em te ligar. Eu sabia que esse dia chegaria e tenho medo da próxima pergunta. Foda-se. Ai vai: Vamos tomar um drink hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack fez uma pausa dramática. Acendeu um cigarro do lado de fora do bar, ouviu a respiração de Pops ficar aflita, os dedos batendo na mesa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Ok. Fica pronta em 20 minutos. Eu passo ai e a gente volta pra cá onde eu estou. Uma boa conversa com você vai me fazer bem. Doses pequenas de meninice e loucura hão de me fazer bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Tá. Espero-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack pegou o carro e parou na frente do prédio de Pops. Ela desceu com grandes óculos e um micro vestido que deixava as pernas daquela moça de fora. Jack fazia uma auto-análise. Ele estava pronto para agüentar Pops de novo. Eles eram muito diferentes, mas tinham a sua ligação. Apenas não podiam entregar-se ao máximo como se a vida dos dois fosse uma droga viciante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você está sossegado Jack. Gosta de ser solteiro, gosta de Pops, vamos tirar o melhor dessa situação sem que isso interfira no todo.” Jack pensava enquanto a via.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite foi cheia de peripécias. Os dois sentaram-se naquela quarta-feira com cara de domingo e levaram horas para se beijar. Jack quis estimular Pops até o desconforto, o mesmo desconforto do primeiro beijo. O segundo primeiro beijo não podia ser diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - A gente vai foder né Pops? Mas vamos fazer um charme até lá vai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite foi longa num luxuoso motel da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final, os dois abraçaram-se vendo um bom filme. Já era hora de pouca conversa e mais carinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Mas Pops, diga-me com sinceridade, por que você resolveu me ter de novo na sua vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Precisava de um homem Jack. Um homem por completo; alguém que cuide de mim de verdade, que tome decisões, que saiba me comer com dignidade, alguém que eu não tenha medo de me soltar na cama. Quis você de novo para entrar na sua vida mais um pouco, para aprender aquilo tudo que eu não aprendi naqueles poucos meses. Você foi o meu melhor homem. E pelo o que eu percebo, ainda é. E você, alguma razão especial para dizer sim ao nosso encontro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Além do sexo? Sim. Você ainda me faz bem. Em doses homeopáticas, você é a cura dessa doença que me corrói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - O que!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Nada. Outro dia eu te explico... – Respondeu Jack já virando os lençóis e aproximando sua boca da pequena e mais linda boceta de São Paulo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-5770471390242461777?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/5770471390242461777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=5770471390242461777' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/5770471390242461777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/5770471390242461777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/04/pops-popup-again.html' title='Pops popup again'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S9DrhvwU03I/AAAAAAAAAQk/opdUBkrVvzU/s72-c/Betty-Boop.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-3480474106606649489</id><published>2010-04-20T14:25:00.002-03:00</published><updated>2010-04-20T14:27:17.681-03:00</updated><title type='text'>Late that night</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S83j3vCbMpI/AAAAAAAAAQc/fzLOI-9Sq0E/s1600/banksy-returns-to-the-streets-of-london-1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S83j3vCbMpI/AAAAAAAAAQc/fzLOI-9Sq0E/s400/banksy-returns-to-the-streets-of-london-1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462272469729227410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Finalmente Jack dormiu o sono dos merecedores. O que importa, na verdade, ou melhor, o que vem a calhar agora não é o sono em si, mas o que aconteceu antes e após ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um sábado singelo. Jack cumprimentava suas clientes com um adeus esperado por muito tempo. O filme estava pronto, as três mulheres choraram, causaram uma ereção em Jack e foram embora. Ele estava livre. Fazia dias que Jack não caminhava sem as suas obrigações na cabeça. Ele andava sentindo falta do peso da caneta, do balde de cerveja e dos calos nos dedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Amanhã é dia, final de campeonato e tempo para escrever. Vou para o bar hoje esquentar o banco.” Foi com esse pensamento que começou uma noite estranha na vida de Jack.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sentou-se na bancada e, antes do primeiro gole, Juliet ligou.&lt;br /&gt; - Tá bebendo?... Tá, to indo ai... Sim... Rápido... 15 minutos eu chego... Para Jack!... Seu cara de pau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack pegou o tempo que Juliet lhe deu e administrou seu drink até ela chegar. “Juliet está solteira. O meu melhor amor, a minha melhor amiga. Bom vê-la mais vezes”. Assim pensava Jack quando uma pequena mão tocou seu ombro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juliet era pequenina em tudo. Pequenos seios, pequena bunda, pequenos e lindos olhos verdes e um grande sorriso branco antes de qualquer palavra que saia com sua fina voz. Uma pequena mulher com todas as grandezas do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa com Juliet fluiu bem, os dois comeram e decidiram que se falariam mais tarde. Juliet ficou de ligar. Jack ficou de dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela foi uma noite louca que mal havia começado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após sair do bar e dormir calmamente por algumas horas, Juliet ligou para Jack num horário pouco cabível. Devia ser por volta de 0200 da matina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Caralho Juliet. Isso é hora de ligar para um homem que mal dorme faz duas semanas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Ahhhh Jack! Eu quero muito sair com você vai! Levanta, toma um banho e fica cheiroso. Tenho duas amigas lindas saindo comigo e quatro amigos gays, vai ser uma noite engraçada. – Dizia Juliet com aquela voz fina e macia. É bom sair com ela. Ela sabe manter uma conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Tá bom. Mas você sabe que meu coração sempre bate apenas por você né? – disse Jack entorpecido pelo sono. Ela adorava um xaveco bobo ou uma pornografia descarada com Juliet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Rs! Deixa de ser bobo Jack! Arrume-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack levantou da cama, puxou um cigarro, duas pedras de gelo um uma boa dose de whisky, tudo enquanto o vapor do chuveiro elétrico tomava conta do banheiro e começava a sair espalhando-se pelo quarto. Apoiado na janela ele ouviu seu aromatizador de ambiente soltar a fragrância de lavanda, saiu de seus devaneios, despiu-se entrou para o banho, ainda com os olhos semicerrados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se passaram mais de 15 minutos e o telefone tocou novamente. Juliet estava na porta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack vestiu seu paletó cinza e jogou um cachecol no pescoço... Parecer um escritor de sucesso era bastante necessário, ele precisava treinar umas táticas de conquistas e desenhar novas personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após fechar o portão já visualizou na sua rua a cena bizarra que acompanharia Jack no decorrer da noite. Juliet estava linda, batom vermelho, vestido curto e salto alto, suas amigas deixaram muito a desejar. Uma delas passava dos 1,80 e realmente parecia um travesti mal operado. A outra era bonita, mas toda a sua beleza acabou no minuto que Jack percebeu a total ausência de inteligência naquele cérebro velho e vazio. As bichas corriam soltas pela rua, buscando uma torneira para lavar seus rostos que estavam todos pintados, ou de bigodes, ou como gatinhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Ai mona! E Agora!? Queria tanto pegar uma baladenha vestida gatenha! Vou matar aquela piranha que cancelou a festa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Que piranha que cancelou a festa? – perguntou Jack enquanto tentava acalmar a todos. Os vizinhos começavam a acender as luzes, os cachorros estavam latindo e alguns velhos não entenderiam o que estava acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele conseguiu reunir todos nos dois carros e puxou a reunião para uma loja de bebidas perto da sua casa. Acabou descobrindo que uma pessoa muito próxima foi responsável por vetar uma festa secreta que acontecia toda semana em algum lugar obscuro de São Paulo. Jornalistas começaram a freqüentar tal festa, a mesma virou pauta e não deu outra. O Governo lacrou tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se você quer rir, meu amigo, tem que fazer rir” pensou Jack quando acabou de ouvir toda a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapidamente eles migraram para a Região Oeste de São Paulo, numa festa de casarão, parecida com festa universitária, mas com uma freqüência um pouco mais velha, variantes de artistas, designers, assessores de imprensa e músicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A festa foi digna a partir do memento que Jack alcançou seu segundo gin &amp; tônica. O cansaço foi embora do corpo e as amizades começaram a ficar mais interessantes. Em menos de uma hora Jack já havia ficado conhecido em algumas rodas, ora como amigo de Juliet:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ah! O Jack! Claro que conhecemos o Jack” – diziam estes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora com escritor seria um futuro ou póstumo sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - E o que você escreve? – Perguntavam com uma fagulha de interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Alguma coisa entre Bukowski e Henry Miller. Às vezes mais apaixonado, às vezes mais suburbano. Gosto de relatar essa realidade simples. Sair sozinho, conhecer pessoas e moldar personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Ai! Vai escrever alguma coisa sobre mim!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Não – dizia Jack e já buscava alguma outra roda para conversar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por que será que as pessoas sempre querem fazer parte de tudo!? Contentem-se com aquilo que lhes condiz...” Pensava Jack já no terceiro gin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolveu dar uma volta a procurar por Juliet. Viu que um moço um pouco maior que ela oferecia-lhe um drink. Ainda bem que ela começava a soltar as amarras do antigo namoro. A dificuldade sempre foi achar um homem de verdade para Juliet. Muita força para uma mulher, difícil de controlar e de aceitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitou para sentar-se e fumar, admirar a relação das pessoas, os encontros, desencontros e aproximações daquilo que havia restado na festa. Conversou com um louco que jurava ter quebrado o braço fazendo wakeboard e com uma moça que jurava ser apenas uma moça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava para desistir de qualquer coisa. Quando, de vermelho e saia preta, com uma franja lisa e escura e cabelos que desciam até as costas veio ela. Uma moça desconhecida, sozinha, apenas olhando buscando por alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Ei, isso, você, sente-se aqui. Vamos conversar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moça ouviu Jack, com toda a simplicidade do mundo sentou-se o seu lado e perguntou o que ele queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Sou escritor. Estou buscando personagens. Queria saber um pouco de você, o que faz, por que está sozinha agora. Conversar e ver se você é aquilo que eu imaginei nos 5 segundos antes de te chamar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles conversaram o resto todo da festa. Ela era July, uma curitibana que odiava a sua terra e escapava para São Paulo a fazer loucuras e estripulias, ia embora no domingo, ofereceu o telefone para Jack e despediram-se com um beijo singelo.&lt;br /&gt; - E ai Jack, alguma boa? – Perguntou Juliet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Nada. Curitiba não quer largar do meu pé de maneira alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - O que!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Nada, nada... E você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Nada também. Falta homem com culhões de chegar em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Eu estou sempre aqui Juliet, você sabe – disse Jack abraçando-a pela cintura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Eu sei – respondeu Juliet após encarar Jack por cinco segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles riram antes de entrar no carro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-3480474106606649489?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/3480474106606649489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=3480474106606649489' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/3480474106606649489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/3480474106606649489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/04/late-that-night.html' title='Late that night'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S83j3vCbMpI/AAAAAAAAAQc/fzLOI-9Sq0E/s72-c/banksy-returns-to-the-streets-of-london-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-3874540038092787222</id><published>2010-04-19T19:56:00.001-03:00</published><updated>2010-04-19T19:59:15.514-03:00</updated><title type='text'>Afterwork</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S8zgOAHer1I/AAAAAAAAAQU/jRr3vCGfiIA/s1600/workaholic.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 393px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S8zgOAHer1I/AAAAAAAAAQU/jRr3vCGfiIA/s400/workaholic.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461986979247730514" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“Que vida. Essa semana teve perto de 15 dias, noites extremamente mal dormidas e um excesso de trabalho. Fazia um ano que nada assim acontecia. Não sinto minhas pernas direito. A cabeça está pesada, gosto de sangue na boca, arrepios e dormência nas extremidades do corpo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack estava recostado em uma cadeira admirando o teto do galpão onde trabalhava. Fazia mais de 48 horas que não dormia e dentre essas passara provavelmente 43 olhando para o computador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“essa vida de coordenador de video designer está me matando. Preciso dormir, eu acho. Mas no tempo que eu quero dormir, me interessa beber e escrever. Preciso escolher. Não sinto meus dedos, o mundo treme à minha frente. Será que isso é a morte? Eu sei que vou morrer assim, babando nas teclas de algum computador, seja como escritor famoso, ou seja como isso que sou hoje. Será que morro agora? Vou mandar uma mensagem para Alice. Ela tem que saber que talvez eu morra hoje.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice é um caso a parte na vida de Jack. Muitos pensamentos sobre essa mulher. Ele precisa logo de tempo para colocá-la no devido lugar em sua vida. Seja ele onde for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesa de Jack conta com dois monitores enormes ,ele senta ao lado oposto às janelas da ala e, mais à frente está o sol a nascer. A vida é feita dos famosos rituais. No trabalho, sempre que o sol começava a nascer Jack colocava algum bom som para ser ouvido, sons matinais, reggae, algo animado, fumava um cigarro perto da janela vendo os caminhos dos raios de sol pelas paredes e prédios do horizonte para, após jogar o cigarro fora, juntar sua equipe e descer para um café da manhã nalgum bar por perto. Café da manhã de verdade, com café, pão e possivelmente alguma bebida energética. &lt;br /&gt;Muitas horas de pé. A cabeça para de funcionar corretamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia estava claro, belas nuvens no céu deixavam que o sol penetrasse apenas em alguns momentos da caminhada. Aquele vento frio no rosto, o café quente na mão, o cigarro queimando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As conversas rápidas com seus companheiros. Jack estava coordenando dois argentinos desacostumados com esse mundinho escroto de eventos. Você precisa de um certo desapego à toda a sua vida para viver esse mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Foda-se o que você acha melhor ou o quão cansado você está, entende? Não temos tempo, vivemos uma eternidade nesses dois dias de execução, eles vivem uma eternidade nas 04 horas de evento e então dormimos em paz. Nós criamos pequenos mundos, rapazes, por poucas horas. Somos deuses desse Mercado de luzes, sons, imagens e sensações. Esse é o nosso trabalho, acabar com a miséria dos que ali estão e, pelo menos por aquele minuto, fazer-hes pensar que a vida deles é boa, que a empresa que eles trabalham é boa, que eles são felizes. Somos superficiais, sim, mas de qualquer maneira fazemos o que é bom para as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack estava surtando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estou surtando” pensava Jack.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eles entenderam, voltaram e finalizaram o trabalho com excelência, para dar àquelas pessoas um pouco de felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado essa vida de “como influenciar pessoas e fazer amizades. Ou o inverso…”&lt;br /&gt;Naquele mesmo dia, um domingo ensolarado no qual o time de Jack havia jogado, ele sentou para tomar algumas cervejas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Preciso descansar. Assim como máquinas precisam de espaço livre, eu também. Preciso sentar, colocar minhas ideias no papel e tirá-las da cabeça. Preciso ver o mundo de novo, preciso mudar, preciso beber, preciso te ver.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim que Jack tomou decisões, influenciou pessoas e dormiu bêbado mais uma vez com aquele sonho que repetia-se quase todas as noites. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele sonho tinha um nome, belo seios e olhos fixos enquanto falava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-3874540038092787222?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/3874540038092787222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=3874540038092787222' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/3874540038092787222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/3874540038092787222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/04/afterwork.html' title='Afterwork'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S8zgOAHer1I/AAAAAAAAAQU/jRr3vCGfiIA/s72-c/workaholic.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-1570816431019669149</id><published>2010-04-05T10:35:00.003-03:00</published><updated>2010-04-05T11:04:31.242-03:00</updated><title type='text'>Páscoa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S7ntkgLe-rI/AAAAAAAAAQM/vkXjGAS9-10/s1600/jesus-legal_el-kabong.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S7ntkgLe-rI/AAAAAAAAAQM/vkXjGAS9-10/s400/jesus-legal_el-kabong.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5456653634905242290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hoje é Páscoa. Um feriado que só os mais devotos entendem. acontece no primeiro domingo do terceiro solstício após Judas ter beijado Jesus, ou coisa assim. O que importa é que as crianças ficam felizes e os velhos também. Velhos adoram uma data especial, deve ser ótimo ver toda a prole reunida e relembrar tantas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa Páscoa Jack acordou cedo para cuidar dos cachorros, sua mãe já estava em casa, havia chegado do sítio, e estava doente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Intestino filho. Não sei o que foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Deve ser a homeopatia, velha. às vezes é preciso limpar o corpo de dentro para fora. Amanhã você estará 100%, pode ter certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Você leva a sua avó para almoçar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Claro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack sempre adorou a terceira idade, principalmente suas avós. Ele não tinha avôs, os dois morreram cedo, um em função da diabetes e o outro de velho mesmo. O primeiro, da diabetes, era dentista. Por volta das duas da tarde ele atendeu o terceiro paciente do dia e, acabando essa consulta, cancelou o próximo. Estava sentindo-se cansado e resolveu tirar um cochilo em sua cadeira. Nessa mesma cadeira que ele já havia extraído tantos dentes veio a morte e extraiu-lhe, calmamente, a alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele encontrou a senhora sua avó, a nonna, na rodoviária. Ela morava no litoral, subia a serra em ocasiões especiais ou quando a saudade mandava. Um beijo na velha e um forte abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Netos. Acho que é a única coisa que você ama mais que filhos" pensava Jack.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles almoçaram em um rodízio japonês, ótima comida que Jack fez questão de pagar, o que deixou sua nonna muito feliz. O dinheiro traz as suas coisas boas também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Ah Jack - disse sua nonna enquanto os dois esperavam o carro - sinto-me uma moça de novo! Que delícia um homem lindo desses me levando para sair!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - A senhora é maravilhosa nonna. Aposto que ainda estoura corações quando desce à praia. É um grande prazer pagar um jantar de Páscoa para uma das três grandes mulheres da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack estava feliz em sair com sua nonna e ouvir as histórias da família. Ele sempre gostou dessa coisa de raízes, dava um certo valor e um pouco mais de sentido para a vida toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de comprar alguns presentes e uma breve reunião familiar Jack resolveu sair para uma caminhada e um pouco de auto análise. Já estava na hora de recolocar os pontos no lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fazia mais do que cinco ou seis anos que Jack havia entendido a ele próprio. Teve uma infância simples com altos e baixos como qualquer classe média. Não era popular no colégio e sofreu com a falta de amigos por alguns anos. Ser diferente é complicado na adolescência. Nunca gostou de esportes e muito menos do público que frequentava seu colégio. Estava sempre no grupo dos estranhos, os que hoje viraram artistas, escritores, designers ou mudaram-se para fora do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escola é uma fase difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na faculdade encontrou mais pessoas como ele. Festas alternativas, filosofias, conversas sobre o sistema. Viveu bem por quatro anos nessa semi revolta, mas ainda era novo quando entrou na faculdade, tinha apenas 17 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele descobriu mesmo o caminho apenas em Londres, onde viveu por curtos dois anos e pôde formar, definitivamente, a sua personalidade. Aceitou que era diferente mesmo e que a beleza era arbitrária, não seguia regras nem padrões. Jack nunca foi lindo, sempre belo, excêntrico, e sua forma física condiz com o prazer que ele sente por academia... Mas sua cabeça...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa era uma parte à parte. Alguma coisa no jeito que ele falava, sorria, olhava, tocava as pessoas e formulava as ideias, por mais simples que as mesmas fossem, encantava. Em Londres ele descobriu o que ele tinha de bom, libertou isso, abriu a portinhola da jaula, adestrou esse animal e transformou tudo em arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aperfeiçoou a arte da escrita e da retórica. Aprendeu a ouvir e a aprender, descobriu que entender o mundo dos outros faz de você um ser humano mais completo. Foram nesses anos, de faculdade e de Londres, que Jack também conheceu a arte e a simplicidade do sexo. entendeu que o mesmo é um ato natural, um passo simples, assim como comer quando se tem fome e beber quando se tem sede. Aprendeu o que é o amor e toda a sua dificuldade. Entendeu por que escritores passaram a vida tentando descrever o que era o amor. Tolos. Isso é impossível. Mas entendeu que o amor nem sempre é ligado ao sexo. Quem te ama de verdade ficará ao seu lado pelo resto da vida e vice versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de Londres Jack voltou para o Brasil e aprendeu a jogar, aprendeu a trabalhar e a viver novamente na sua terra. Mas aqueles tempos nunca ficam para trás, assim como esses não ficarão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Um balde Barriga! Feliz Páscoa! - Saudou Jack enquanto pegava seu banco e assistia ao primeiro gol do seu time.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desse ainda vieram mais quatro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-1570816431019669149?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/1570816431019669149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=1570816431019669149' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/1570816431019669149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/1570816431019669149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/04/pascoa.html' title='Páscoa'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S7ntkgLe-rI/AAAAAAAAAQM/vkXjGAS9-10/s72-c/jesus-legal_el-kabong.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-2552373549600218140</id><published>2010-04-03T21:44:00.002-03:00</published><updated>2010-04-03T21:46:38.870-03:00</updated><title type='text'>Pode</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S7fhaXBNqAI/AAAAAAAAAQE/LopDsueI1Rs/s1600/abstrato-182.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 250px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S7fhaXBNqAI/AAAAAAAAAQE/LopDsueI1Rs/s400/abstrato-182.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5456077316554598402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um poema pode&lt;br /&gt;ser qualquer coisa.&lt;br /&gt;Qualquer coisa pode&lt;br /&gt;ser um poema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-2552373549600218140?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/2552373549600218140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=2552373549600218140' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/2552373549600218140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/2552373549600218140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/04/pode.html' title='Pode'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S7fhaXBNqAI/AAAAAAAAAQE/LopDsueI1Rs/s72-c/abstrato-182.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-2025105556950319156</id><published>2010-04-03T21:40:00.002-03:00</published><updated>2010-04-03T21:44:47.915-03:00</updated><title type='text'>Entende?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S7fg80lv-DI/AAAAAAAAAP8/QP0M2dMMGsQ/s1600/TIANINHA%2BLOIRA.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 306px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S7fg80lv-DI/AAAAAAAAAP8/QP0M2dMMGsQ/s400/TIANINHA%2BLOIRA.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5456076809096394802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A sua presença&lt;br /&gt;não pode ser &lt;br /&gt;única.&lt;br /&gt;Entende?&lt;br /&gt;Não é como um &lt;br /&gt;poema você&lt;br /&gt;na minha vida.&lt;br /&gt;São muitas palavras,&lt;br /&gt;muitos prazeres&lt;br /&gt;e distante o todo.&lt;br /&gt;Você é meu brinde&lt;br /&gt;solitário.&lt;br /&gt;Eu sou a sua loucura&lt;br /&gt;incontida.&lt;br /&gt;Não pode ser,&lt;br /&gt;mas é.&lt;br /&gt;Eu sou você&lt;br /&gt;agora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-2025105556950319156?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/2025105556950319156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=2025105556950319156' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/2025105556950319156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/2025105556950319156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/04/entende.html' title='Entende?'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S7fg80lv-DI/AAAAAAAAAP8/QP0M2dMMGsQ/s72-c/TIANINHA%2BLOIRA.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-9086124277448251342</id><published>2010-04-03T20:52:00.004-03:00</published><updated>2010-04-03T21:50:52.094-03:00</updated><title type='text'>Um peqeno mundo ao alcance de todos.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S7ffsTsb9ZI/AAAAAAAAAP0/h70y7CL0rQ0/s1600/omalleys.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 295px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S7ffsTsb9ZI/AAAAAAAAAP0/h70y7CL0rQ0/s400/omalleys.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5456075425876538770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Este último mês foi explosivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;chovia muito lá fora, parecia Londres; aquele céu uniformemente cinza, as pessoas buscando o que fazer e Jack na sua janela, enfiando o blazer e desligando o rádio que sintonizava música clássica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Esse último mês está sendo explosivo. Acho que descobri a fórmula, acho que agora eu sei. Foram 12 contos e 3 poemas, todos eles ligados, pode ser o começo de um romance. Caralho, eu vou publicar essas coisas que eu escrevo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente estava um mês anormal, Jack não entendia; sua cabeça e dedos estavam ágeis, livres, únicos. Era orgásmico, ele não conseguia conter-se e descrevia com genialidade até as coisas mais simples como comer um bife. As palavras corriam rápido, a inspiração era forte e o suor escorria-lhe da testa enquanto escrevia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Que sensação, encontrei a outra dimensão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele compartilhava desse sentimento apenas com uma pessoa. O resto do mundo não entendia ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Foda-se todos eles. Eles entenderão o que eu quero dizer, essa solidão se faz necessária agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parou o carro, tomou chuva e trancou as portas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Hey Raul! Casa cheia hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Nada Jack, só mais tarde...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Ótimo. Olá Camille, Roberta, Isa, Barriga, Azul...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack conhecia todos os funcionários e vice versa; afinal, um escritor de bar já não era mais tão normal assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Tem uma banda ótima tocando hoje por volta das 2200 Jack! Acha que segura até lá!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o Barriga, puxava um assunto rápido enquanto enchia o balde de Heinekens e gelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Não sei Barriga. Vamos ver como anda a noite. Escrever é um ato destrutivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Então para porra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Não posso... sou bom nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Então ok... destrua-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barriga sempre gostou de Jack, afinal ele era um cliente perfeito. Sentava, gastava, escrevia e conversava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo para o cigarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente o chicken Tikka Massala do Omalley's é o melhor da região, ainda mais de graça. quer dizer, por uma breve propaganda no livro de Jack.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já passava das 1800 quando Jack viu uma bela moça entrar. Não era uma modelo, nem uma atriz, mas tinha pose, personalidade, coisas que faltavam nas mulheres de hoje em dia. Caminhou sozinha até o bar, sentou-se ajeitando a saia e pediu por vodka com club soda e limão. Ela sentou-se bem próxima a Jack, uns dois bancos de distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele pensou em puxar assunto, mas sua cabeça já estava ocupada com coisa melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vamos lá Jack! só pela brincadeira!" pensava ele quando de repente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Você é escritor? - Perguntou a moça. Ela já havia sentado ao lado de Jack enquanto ele divagava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Tento ser. Acho que o primeiro livro sai até Julho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Que legal. e você escreve sobre o que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Tudo... das maiores profundezas do sentimento até os prazeres superficiais de um sexo casual. Acho que tudo tem a sua beleza, o problema é que poucos sabem expressá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Embora todos podem senti-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Nem sempre moça. Sentir p mundo não é um ato passivo. Requer esforço e dor e perda. O mundo é para poucos, a grande maioria é só coadjuvante da vida dos grandes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack já pegava o cigarro e ia para a porta fumar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - E o que faz de você um grande? Os seus contos de merda? - Esbravejou a moça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Nunca disse ser grande moça, nem coadjuvante. Nunca disse ser nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Arrogante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Com prazer - ele disse já fora do bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto fumava Jack pensava. "A quanto tempo aquela moça não fode? Ou é uma feminista pentelha ou não fode a meses para ter uma reação assim tão precipitada. Foda-se. Estou bem sem as loucas, adoro uma problemática, mas patologia é demais."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele voltou para o bar e a moça já havia ido. Ao seu lado agora encontrava-se um grupo composto por dois gringos e quatro putas. Era sábado. Os encostos e exus estavam soltos pela cidade. Elas tentavam falar inglês, eles tentavam entender, esse ritual hipócrita entreteria Jack pelas próximas horas com toda a certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os rituais são engraçados na verdade. O ser humano está sempre mentindo. A verdade é algo estranho, sempre, à primeira vista. Achar alguém que você possa ser verdadeiro é uma dádiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack conhece alguém assim, mas mesmo assim ainda faltavam alguns passos para a honestidade plena. Honestidade é uma coisa difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A loira ao lado cheira bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack sempre teve uma queda por cheirosas, cantoras e mulheres inteligentes. Junta-se tudo isso e tem-se uma arma, mas cada atributo singularmente também já agrada. A mesma loira, Jack descobriu um pouco mais tarde, não bebia. O encanto todo vai embora. Uma relação entre um beberrão e uma sóbria nunca poderia dar certo. bêbados são chatos, sóbrios insuportáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse pequeno mundo serviria para uma vida toda enquanto ainda houvesse garrafas no balde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-9086124277448251342?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/9086124277448251342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=9086124277448251342' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/9086124277448251342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/9086124277448251342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/04/um-peqeno-mundo-ao-alcance-de-todos.html' title='Um peqeno mundo ao alcance de todos.'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S7ffsTsb9ZI/AAAAAAAAAP0/h70y7CL0rQ0/s72-c/omalleys.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-8586964976888904590</id><published>2010-04-03T20:47:00.003-03:00</published><updated>2010-04-05T10:33:52.609-03:00</updated><title type='text'>A drunk poem</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S7fUkY0K4kI/AAAAAAAAAPs/SWkbh3ULSHM/s1600/How-Drunk-Coaster.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 392px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S7fUkY0K4kI/AAAAAAAAAPs/SWkbh3ULSHM/s400/How-Drunk-Coaster.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5456063195184292418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ela está aqui.&lt;br /&gt;Estou bêbado.&lt;br /&gt;um prazer, um peso,&lt;br /&gt;Está no meu ombro,&lt;br /&gt;No meu cérebro,&lt;br /&gt;no meu dorso.&lt;br /&gt;Sei que te amo,&lt;br /&gt;te desejo,&lt;br /&gt;te idolatro.&lt;br /&gt;Será que você vê?&lt;br /&gt;Já viu?&lt;br /&gt;Já notou?&lt;br /&gt;Você está onde está.&lt;br /&gt;Eu,&lt;br /&gt;Eu estou com você.&lt;br /&gt;Onde quer que vá.&lt;br /&gt;Como a vida e a morte.&lt;br /&gt;Falando do seu destino;&lt;br /&gt;lado a lado;&lt;br /&gt;cara a cara;&lt;br /&gt;orgão a orgão&lt;br /&gt;e depois?&lt;br /&gt;Só depois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-8586964976888904590?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/8586964976888904590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=8586964976888904590' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/8586964976888904590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/8586964976888904590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/04/drubk-poem.html' title='A drunk poem'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S7fUkY0K4kI/AAAAAAAAAPs/SWkbh3ULSHM/s72-c/How-Drunk-Coaster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-2782183672798726085</id><published>2010-04-03T20:10:00.003-03:00</published><updated>2010-04-03T20:47:04.479-03:00</updated><title type='text'>"a realidade crua com simplicidade e beleza"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S7fTJWKfojI/AAAAAAAAAPk/YrBJDAw3S5M/s1600/linda.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 266px; height: 285px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S7fTJWKfojI/AAAAAAAAAPk/YrBJDAw3S5M/s400/linda.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5456061631104524850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Jack saciou-se naquela noite. Estava sentado, ao seu lado uma garrafa de um bom vinho, que ele bebia fervorosamente aguardando pelo prato principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele viu vindo de longe. A carne tenra e macia praticamente sorria para Jack. Pequenas partes vermelhas e marca de queimado fizeram Jack babar. Fazia tempo que ele não via coisa tão bela a tão pouca luz. Era macia, o cheiro perfeito e estava à disposição dele pela próxima hora, pelo menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus dedos hábeis trouxeram o primeiro pedaço à boca. Era vermelha, o vinho havia secado-lhe a boca toda, mas aquele justo e tenro pedaço de carne deu-lhe a vida novamente enchendo-lhe a boca do mais puro e divino suco. Jack comia vorazmente, com movimentos intensos, com força, com prazer, com amor, aproveitando-se daquele corpo,daquele suco, daquele prazer. às vezes recostava-se apenas. Admirava enquanto tudo dançava para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um gole de vinho e a volta para aquele ato puro e lascivo, os prazeres da carne, da boa bebida e do local propício, enquanto ela, a carne, exercia todo o seu justo dever. Jack observava pela janela e imaginava quantas pessoas desfrutavam daquele prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Nenhuma - quase ouviu Jack.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não aguentava mais. Ainda restava o ato final, o último pedaço, o último sangue a escorrer-lhe pela boca. Jack usufruiu-se disso, secou a boca com o final do vinho, recostou-se e acendeu um cigarro. levantou-se, pegou seu blazer e dirigiu-se à saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Senhor, senhor, senhor! Faltou o pagamento - gritava desesperadamente o gerente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No auge dos seus 25 anos, horas para chegar ao trabalho e uma carga horária indecente. Natural que não entendesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Você não viu o que aconteceu aqui não é filho? - perguntou Jack acendendo um outro cigarro, isso demandaria tempo. - Isso não foi uma refeição, foi o mais próximo de Deus que você já esteve. Aquilo foi puro prazer, o mundo parou para que isso acontecesse agora, neste instante, tudo tão vivo, tão intenso, tão divino! E ai está você, garoto, falando de dinheiro!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - M... M... Mas... Se... Se... Senhor...&lt;br /&gt; - Eu não sou senhor. Sinta este momento, PERCEBA! Deixe. Passou. Não chore. Apenas diga ao seu chefe que eu me recuso. Vejo vocês semana que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última frase foi dita já longe da porta. Ninguém o seguiu, claro que não, aquilo realmente havia sido algo a mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que noite, que refeição, que prazer, que vida, que inspiração. Jack sentia-se o próprio Henry Miller na década de 30 quando passeou pelas ruas de Paris escrevendo o "trópico de Câncer".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack deve ter demorado por volta de 45  minutos para achar seu carro e mais uns bons 35 para achar o caminho de casa, ainda estava entorpecido pelos prazeres mundanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no caminho correto a cabeça dele vagou por Ann.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Foda-se, vou ligar para ela. Não posso esquecer aquela voz mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone tocou algumas vezes e ninguém atendeu.. estava fora de alcance, não ouviu, não quis atender, charme?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca vai saber-se, mas apenas um minuto depois o telefone de Jack estava tocando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era Ann.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - E ai Sardenta!? - disse Jack fumando e dirigindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Hey Jack! Ahhhh que bonitinho você falando "SaRRRdenta"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ann sempre admirou algumas coisas em Jack. Uma delas era seu sotaque paulistano. os dois conversaram e riram brevemente, trocaram algumas palavras de carinho, algumas alfinetadas e desligaram abruptamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"que prazer falar com Ann. Deveria ouvir a voz dela mais vezes", pensava Jack fazendo uma das últimas curvas para sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte acordou com uma mensagem que tocava no telefone fazia horas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Crazy"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele lembrou da conversa brevemente; que inspiração interessante era aquela moça. tudo o que um homem, um escritor precisa. Irresistível à sua própria maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou da cama para o usual:&lt;br /&gt;Banho, barba, dentes, roupa e perfume. Estava pronto para mais um dia de prazeres, sem importar-se de onde eles viriam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack estava com um livro prestes a ser lançado. Um encontro com a grande amiga Mary para umas dicas de diagramação e pronto; era só esperar a reação escatológica do público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A realidade crua com simplicidade e beleza", já dizia uma fã. Jack usaria isso como sub-título do seu livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele brincava com as tampas das garrafas já bebidas. Seu bar, seus prazeres, suas pessoas. Estaria tudo tão exposto ao mundo! Jack tão exposto. Esse deveria ser o medo de todos os escritores, que pessoas alheias vissem o mundo secreto do autor. Por que esse medo? Jack não mostrava nada além da sua realidade. Será que ele temia que a sua realidade fosse louca demais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que ele temia ser exorcistado após a publicação? Ser queimado, enforcado, degolado? Ele tinha medo, mas estava feliz. Escrever sempre havia sido, para ele, uma auto destruição. Sempre ficava um pedaço do autor a cada página.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo de Jack era saber quantos pedaços ainda restavam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-2782183672798726085?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/2782183672798726085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=2782183672798726085' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/2782183672798726085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/2782183672798726085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/04/realidade-crua-com-simplicidade-e.html' title='&quot;a realidade crua com simplicidade e beleza&quot;'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S7fTJWKfojI/AAAAAAAAAPk/YrBJDAw3S5M/s72-c/linda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-5442944611283657138</id><published>2010-04-01T12:23:00.002-03:00</published><updated>2010-04-01T12:27:16.517-03:00</updated><title type='text'>"I'm Not drunk! I'm just drinking!"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S7S7Rz8g1LI/AAAAAAAAAPc/e1hvqnTWr2k/s1600/blues+%26+whisky.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 390px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S7S7Rz8g1LI/AAAAAAAAAPc/e1hvqnTWr2k/s400/blues+%26+whisky.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455190963328701618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Véspera de feriado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack tinha planejado uma viagem para gastar uma grana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai está uma das coisas que ele faz bem. Gastar dinheiro. Não se antecipe, leitor, existem muitas formas de gastar dinheiro e, em cada meio de fazê-lo há poucas pessoas que são uma virtuose da qualidade de gastar dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vida boêmia, Jack é uma virtuose. Conhece muito bons lugares e lugares bons. Conhece os butecos escuros de final de noite onde as putas, já com seus longos casacos e maquiagem cansada, tomam café da manhã. Entenda por café da manhã conhaque e tremoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhece algumas casas de luxo, bares caros da juventude transviada moderninha que banha-se em dry martinis, Mojitos e destilados. Luzes baixas e sempre tudo à venda. Você pode comprar as cadeiras desses bares, as mesas, os quadros, os funcionários, as mulheres e até os velhos. Tudo está à venda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhece também os parques. Da sua cidade e das cidades distantes. Gosta de passear por eles, gosta principalmente de parques com bares, onde se pode sentar depois de mais ou menos uma hora nadando para lá e para cá vendo capivaras e crocodilos e quem sabe algum pássaro bonito que faça um som interessante, um som inspirador, uma canção natural. Aquele passarinho que faz o backing vocal da natureza enquanto as árvores estão gastando suas vozes e corpos em um baile num dia ensolarado. Elas devem dar Graças a Deus por não suarem. Um bar no meio da natureza, um brinde à vida selvagem e uma paquera natureba com a moça bonita e simplesmente vestida à sua frente.&lt;br /&gt;Jack freqüenta bares de blues também. Gosta do ambiente, da simplicidade e displicência da música, dos estilos e da liberdade alcoólatra. É quase uma religião da boa vida, da boêmia, dos prazeres da vida. “I’m not drunk! I’m Just drinking”, já dizia Albert Collins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“but you’re so hiiiiigh but you’re so hiiiiiiigh” Jack cantarolava enquanto passeava pela rua. Albert Collins ainda estava em sua cabeça...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A virtuose da boêmia é um ato solitário. A Da escrita também. Dificilmente acha-se um escritor que não é boêmio, ou um escritor que, pelo menos dentro de sua cabeça não cria seus diversos mundos e medos e vícios. Jogado na fossa quando acaba um namoro simples, ou em êxtase completo quando descore uma nova mulher para apaixonar-se, alguma que valha os pensamentos carinhosos e saudade matinal. Um bom escritor vive na tênue linha que divide a sanidade total da loucura desenfreada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Não quero fazer do mundo um lugar mais bonito, isso é impossível! Por isso escrevo como escrevo. Uma verdade sincera sem muitos rodeios para a verdade. Não sei de tudo, nem perto disso. Sei aquilo que vejo e sempre gostei daquilo que vi. Mesmo que seja sujo, pesado ou negativo, é isso que forma o mundo que vivemos hoje. Não podemos desprezar esse mundo, não podemos simplesmente dar descarga na merda e deixar que tudo vá embora. Temos que aproveitar isso, por que não? Por que não fazer dessa merda toda alguma coisa bela? Não fazem do lixo combustível? Façamos das nossas dores combustível para seguir em frente também!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que Jack parou de falar ninguém respondeu, o futebol tinha voltado na tela.&lt;br /&gt;Mais um assunto morto em troca de diversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa sujeira toda sempre foi inspiratória. Jack com todas as dificuldades da vida e da escrita sempre gostou de mostrar de forma visceral as verdades do mundo, sejam elas as mais escrotas ou, sejam elas as coisas mais belas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - É um dom, disse ele de novo. É um fardo a ser carregado pelo resto de toda a sua vida. É a droga que nunca te deixa e sabe por quê? Por que enquanto um escritor não escreve, aquelas palavras ficam ricocheteando por todo o seu corpo, machucando internamente. Enquanto o escritor não põe pra fora o que está lhe matando, seja de tesão, de amor, de paixão, ou de dor, de carência de deficiência, ele não consegue a paz de espírito, não consegue colocar a cabeça na cama e dormir, não consegue engolir uma cerveja sem que aquilo faça sua garganta gritar as palavras que devem ser ditas. Um escritor que não escreve mais é um morto que paira pelo mundo dos vivos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa mesa de bar não estava à La muito produtiva. Poucas respostas, nenhuma na verdade, apenas alguns fãs, pseudo pensadores ouvindo e absorvendo o que Jack falava.&lt;br /&gt;É bom falar. É bom esse manicômio a céu aberto onde todos podem falar a plenos pulmões e ninguém é obrigado a escutar chamado capitalismo democrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom estar sozinho entre um tanto de gente com a cabeça vagueando a centenas de quilômetros daqui, matando assuntos pela diversão. A Velha e boa e simples diversão.&lt;br /&gt;Saúde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-5442944611283657138?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/5442944611283657138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=5442944611283657138' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/5442944611283657138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/5442944611283657138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/04/im-not-drunk-im-just-drinking.html' title='&quot;I&apos;m Not drunk! I&apos;m just drinking!&quot;'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S7S7Rz8g1LI/AAAAAAAAAPc/e1hvqnTWr2k/s72-c/blues+%26+whisky.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-6072682146646913107</id><published>2010-03-31T11:43:00.003-03:00</published><updated>2010-03-31T11:48:37.329-03:00</updated><title type='text'>Poker &amp; Inspiration</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S7NgXivwYFI/AAAAAAAAAPU/Fw4olmLueIw/s1600/old-poker1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 281px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S7NgXivwYFI/AAAAAAAAAPU/Fw4olmLueIw/s400/old-poker1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454809531256168530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Era Terça-feira. Na segunda, Jack trocou mensagens com Ann pelo celular e dormiu pensando no que ela teria escrito a seu respeito que fez valer esse teaser noturno. Ela é quase psicóloga, está estudando, quase se formando. Jack sempre teve uma queda por psicólogas. Além de normalmente elas serem desequilibradas no nível certo, elas têm uma visão analítica do ser humano e das relações, o que gera bons papos. E normalmente são inteligentes, senão estariam fazendo marketing ou administração. Ann não fugia de nada disso. Nem do desequilíbrio, nem da visão analítica e nem da inteligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à terça-feira. Jack acordou rapidamente, tomou seu banho e correu para o trabalho. Ligou o computador, acessou o blog de Ann e sorriu alegremente quando acabou de ler o conto que ela havia escrito. Uma mistura decente, de qualidade, uma análise sobre rituais, sobre ela mesma e algumas citações sobre os encontros entre os dois. Pareciam dois textos, duas pessoas escrevendo, duas pessoas entrelaçando-se no meio daquelas palavras todas, criando um sentido belo para aquilo tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse dia Jack não acordou inspirado. Inspiraram-no com aquilo. Fazia alguns anos que ele não encontrava alguém capaz de tal proeza, capaz de inspirá-lo com a escrita, fazê-lo reler o texto algumas vezes e sorrir, sem que o texto falasse de pornografia. A última foi Alice que, por coincidência do destino, também acabou virando psicóloga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack tinha muito trabalho pela frente naquele dia. Colocou os fones de ouvido e ficou pesquisando sobre redes sociais, computação gráfica e refez alguns layouts. Animou um carro, assistiu a um tutorial na internet e ouviu muita música. Basicamente Hank Willians e StarSailor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia inspirado não pode ser jogado fora, em momento algum. O correto seria convidar Ann para uma cerveja, discutir a vida macro, micro, média, mediana, mundana, medíocre. Mas a distância atrapalha. Ela mora em outra cidade, seis horas de viagem contando com um bom tempo e um bom motorista. Já que o encontro torna-se impossível em uma terça-feira para um homem trabalhador, o que Jack achou mais correto fazer com sua inspiração foi jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perto das nove da noite estava ele sentado em um bar, tomando uma tônica com limão e comendo alguma coisa. É preciso alimentar o cérebro para o jogo. A bebida não ajuda em nada. Um dos poucos momentos que Jack prefere manter a sanidade perante o mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As 2130 encontrou-se com seu amigo Lui. Ele estava animado, contando as novidades dos seus trabalhos intelectuais. Estava em uma ONG de viajantes, dava aula num cursinho para pessoas desfavorecidas e buscava mais algumas coisas para ocupar o dia enquanto procurava mais uns bicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Vamos jogar Lui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Está inspirado hoje Jack? É mulher né? Conheço o seu olhar amigo, conheço o jeito que senta, sorri e fala da vida. Tem alguma mulher te inspirando e você quer aproveitar o memento de alguma maneira...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Às vezes eu tenho medo de você Lui. Precisa parar de ler essas coisas de Castaneda. Mais um pouco e você vai realmente passar para o outro plano ou começar a bagunçar as fibras das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Nada... Você que é um tanto previsível nessas coisas rapaz. Não faço nada demais. &lt;br /&gt;Espero que na mesa de jogo hoje você consiga guardar as expressões para você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perto das 2200 mais dois amigos de Jack apareceram já defronte a casa de jogos clandestina. Era Chad e Kab. Estavam prontos para subir. Nas escadas do estabelecimento já podia ouvir o som das fichas chocando-se uma com as outras, ou com a mesa; um burburinho de vozes, o dealer anunciando o vencedor e alguns grupos conversando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Saudades Lui. Saudades desse ambiente. Olha a fumaça acumulada de tantos cigarros, os senhores ricos jogando ao lado da juventude do poker com todas as suas estratégias e estatísticas. Quase nenhum feeling, quase nenhum blefe, quase nenhuma verdade. São máquinas jogando. Máquinas servem apenas para nos dar dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lui apenas olhou e riu. Eles pegaram as fichas, R$ 200,00 para cada um sentar-se na mesa. Eles sentaram-se. Cumprimentaram os adversários e ficaram papeando e descontraindo enquanto as primeiras mãos do hold’em eram dadas. A dealer era rápida, mal dava tempo de falar e já chegava a sua vez. Era assim que Jack gostava. As jovens máquinas jogando com todas as suas estatísticas ainda não estavam prontas para esse calibre de jogo. Logo nas primeiras mãos Jack já havia quase dobrado seu cacife quando, sem ter escapatória enfrentou Lui em um head to head e tirou ele da mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Perdão Lui, não podia sair dessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Tá bem. Deu sorte. Sua inspiração está dando ganhos. Hoje você sai daqui com grana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo continuou e já passava do tempo de Jack ir embora. Seu cacife estava em torno de R$300 quando a mão foi dada. Um adversário apostou, Jack subiu a aposta, o adversário dobrou mais uma vez. Jack olhou para as cartas da mesa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 J 5&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha o J e um bom kicker caso seu adversário também tivesse o J. Estava pronto para ir com tudo, dar all in, levantar daquela mesa qual fosse o resultado e assim o fez.&lt;br /&gt;Chegou ao caixa e descontou as fichas ganhas. R$600,00. Saiu com um lucro líquido de R$400.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora era só esperar a manhã seguinte, Queria falar com Ann. Nada mais justo do que a inspiração receber uma visita para que juntos possam gastar essa grana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-6072682146646913107?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/6072682146646913107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=6072682146646913107' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/6072682146646913107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/6072682146646913107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/03/poker-inspiration.html' title='Poker &amp; Inspiration'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S7NgXivwYFI/AAAAAAAAAPU/Fw4olmLueIw/s72-c/old-poker1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-2227487865741702146</id><published>2010-03-30T17:34:00.002-03:00</published><updated>2010-03-30T19:46:14.309-03:00</updated><title type='text'>Silêncio explícito</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S7JhpoorbJI/AAAAAAAAAPE/l4dLc47kryY/s1600/sil%C3%AAncio+expl%C3%ADcito_1_00001.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 345px; height: 235px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S7JhpoorbJI/AAAAAAAAAPE/l4dLc47kryY/s400/sil%C3%AAncio+expl%C3%ADcito_1_00001.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454529466609659026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Sábado foi uma delícia. Após o almoço a base de BLT, uma carta escrita, um presente comprado e algumas cervejas bem geladas no calor da cidade; Jack estava livre novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cass havia partido. Por volta daquela hora ela deveria estar passando por sobre o Atlântico, mar para todos os lados e os olhos fixos na janela à procura da baleia que nunca foi e nunca será vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cass virou passado num piscar de olhos. Assim como se fez presente, fez-se passado. Essa era a grande dádiva da relação entre os dois. Chegando em casa Jack abriu a porta, as duas, as janelas, as duas, foi até o banheiro e encheu um grande copo de gelo, um pouco de whisky e bastante água. Estava um calor imprestável. O whisky com muita água parecia chá gelado e refrescava Jack enquanto ele alimentava seus cachorros; dois vira latas felizes e briguentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não restava muito a se fazer em um sábado como aquele a não ser sentar e esperar alguma coisa. Alguma coisa estava por vir. Mary havia ligado no dia anterior dizendo que uma festa realmente interessante estava para despontar naquela madrugada. Nada era certo, tudo incerto, o lugar, as pessoas que iriam, quem tocaria, mas foda-se, vamos sentar e esperar. Jack apostava suas fichas nessa festa e em Mary, que sempre aparecia com boas idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack acordou com o telefone tocando; algumas horas antes já havia acertado tudo com Mary. Às 0000 na porta do estacionamento de um antigo cinema. Genial, perfeito, diferente e no centro velho da cidade, onde fumadores de pedra, mendigos, carteiros e artistas embolam-se enquanto as portas dos grandes escritórios estão fechadas. O telefone continuou tocando, os olhos semi abertos não conseguiam vislumbrar quem ligava. Um cigarro foi aceso e na sorte Jack atendeu ao telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Quem fala?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Oiiiiii Jack!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juliet tinha essa mania de puxar um pouco das letras quando estava animada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Quem diria! Minha amiga, cafetina e parceira mais querida! Desculpe a demora Juliet, acabei de acordar, tive um dia cheio hoje. Limpeza da casa, limpeza de mim mesmo, limpeza de amores. Limpei até os cantos mais escuros onde os cachorros dormem. Bom, vamos lá, espero que esteja me ligando para sair, tomar uma cerveja e depois ir à festa da Mary, correto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Hahahahaha. Jack, só você. Sim, é isso mesmo que eu esperava. Vou me arrumar, comer alguma coisa e passo na sua casa. Pedimos um Táxi daí ok? Não tenho coragem de ir a uma festa dessas com o meu carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Perfeito Juliet. Espero você aqui. Vou voltar ao meu sonho, estava tendo algum sonho psicodélico que seria ótimo que continuasse. Beijos menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele desligou o telefone antes de ouvir a resposta. Sabia que Juliet demoraria pelo menos uma hora e meia para chegar até sua casa. Resolveu levantar, passava um ótimo filme semi erótico na TV chamado Henry &amp; June, a história do encontro de Henry Miller com Anais In, dois escritores eróticos na Paris da década de 30. Um ótimo filme para começar a noite à espera de Juliet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse meio tempo falou com mais dois ou três amigos, mas todos ficaram um pouco receosos sobre a festa e optaram pela calmaria da casa, cerveja própria e televisão.&lt;br /&gt;“Jack is free tonight” pensava Jack acabando de colocar os sapatos. Juliet havia errado o caminho e ele precisava andar uns 300 metros para achá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela chegou em seu carro, bem vestida como sempre, mas com um Nike meio estranho. Explicou que não queria ir a um estacionamento de salto alto. Jack sempre gostou da presença de Juliet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Desça do carro e me dá um abraço mulher. Saudades de você. Saudades de encontrar pessoas que eu gosto de verdade nessa vida, que posso falar que eu amo com sinceridade. Gosto de você como gosto de poucas pessoas, pequena. E tive a sorte de falar isso duas vezes esse final de semana já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Ai Jack. Saudades também. Muitas novidades, muitas coisas acontecendo. Queria saber como você estava e com tem passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite foi rodando, eles conseguiram entrar no estacionamento por volta das 0100 da manhã. Encontraram a Mary. Estava linda, também muito bem vestida, suas tatuagens são divertidíssimas, sempre aparece uma no meio de tantas que ela tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Hey Mary!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Olá vocês dois! Que saudades! Tudo bem Juliet, tudo bem Jack? Está com uma cara calma, está parecendo uma pessoa calma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Realmente eu estou mais calmo ultimamente. Uma liberdade interessante. Fique atenta à minha vida que daqui a pouco coisas insanas tendem a acontecer. Um novo amor, uma nova loucura, uma nova viagem. Essa calmaria que antecede a tempestade faz bem para o corpo, alma, amigos e amores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A festa passou rápido. Sem ninguém perceber as pessoas começaram a trocar carícias animalescas no meio da pista. Sexualidade solta. Homem beija homem, que beijava mulher, que lambia as tetas de outro homem e Jack, Juliet, Mary, Alex e Dig conversavam no meio disso tudo, às vezes Jack puxava Juliet de canto e ia dançar no meio da bagunça, discutindo assuntos mais pessoais e mais sinceros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - É bom saber que tenho alguém como você pequena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já era dia e mais uma vez Jack estava na varanda da sua casa. Juliet subiu para mais um cigarro e os dois conversaram sobre gatos e deram barrinha de cereal para os cachorros enquanto viam o calor chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo de despedida, um forte abraço e um até mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É bom como as pessoas importantes aparecem nas horas corretas” pensava Jack.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack traçava esse pensamento quando outro rosto passou rápido pela sua cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele resolveu não pensar muito nisso e dormir até o dia seguinte. Seu dia de solidão, seu dia se silêncio explícito com direito a full english breakfast, futebol, cerveja e conversas com pessoas desconhecidas no seu bar de sempre. Era uma solidão alegre, cheia de amigos descartáveis e conversas sem valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio de Jack sempre foi explícito. Dificilmente ele conseguia esconder as reais intenções do que ele quer de verdade. Seja naquilo que ele escreve naquilo que ele fala ou num simples olhar um pouco mais demorado, num carinho mais apertado ou num abraço mais longo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack pensava no rosto que deixou um rastro na sua mente ontem, antes que caísse no sono, e na margem de pensamentos e divagações que o tempo de silêncio proporcionava.&lt;br /&gt; - Pensar é uma arte humana. Nem todos os humanos pensam, mas aqueles que o fazem vivem em dois mundos distintos. O mundo daquilo que ele pensa , sonha, promete e cumpre mentalmente; e aquele mundo real, que por vez ou outra cria um ponto comum com o mundo da mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - O senhor que beber mais o que mesmo? – Dizia a garçonete meio perdida na divagação de Jack.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela acabou servindo o mesmo de sempre, ele tomou o mesmo de sempre, esperando um domingo como todos os domingos de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas uma mensagem no celular sempre pode mudar tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na noite seguinte Jack deitado assistia a mais um filme estranho. Sentiu como é duro ser um escritor, mas como é bom. É o dom. Jack olhou para seus dedos e imaginou os tais percorrendo uma face. Apoiou esses mesmos dedos em uma caneta e deixou que aquelas linhas traçassem a sua história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-2227487865741702146?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/2227487865741702146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=2227487865741702146' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/2227487865741702146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/2227487865741702146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/03/silencio-explicito.html' title='Silêncio explícito'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S7JhpoorbJI/AAAAAAAAAPE/l4dLc47kryY/s72-c/sil%C3%AAncio+expl%C3%ADcito_1_00001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-1750680263184635030</id><published>2010-03-29T10:57:00.003-03:00</published><updated>2010-03-29T12:40:37.920-03:00</updated><title type='text'>The last night in town</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S7CyR1pK5WI/AAAAAAAAAO8/s1fb1AN-Dhc/s1600/Mulher_Janela.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 361px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S7CyR1pK5WI/AAAAAAAAAO8/s1fb1AN-Dhc/s400/Mulher_Janela.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454055168272950626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Já era tarde da noite. Tarde de uma noite quente que Jack adoraria que não passasse. Ele estava sentado em sua varanda. Cueca, uma camisa aberta e um barril de cerveja ao seu lado direito. Ao seu lado esquerdo estava Cass, ela usava o roupão preto de Jack. Ela sempre sentia frio e adorava pêlos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O banco da varanda já estava confortável, a mangueira defronte balançava levemente com o vento fraco e as folhas estalavam quando se encontravam.&lt;br /&gt;Era a última noite de Cass na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Pensei em reunir meus amigos em um mexicano ou coisa assim. Comer tacos, tomar algumas tequilas e depois ir dormir. Mas sentiria falta desta varanda, desse silêncio que parece sítio, da sua companhia. Afinal, nos vemos tão pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cass estava calma aquele dia. Segurava na mão de Jack ou então fazia carinho em sua coxa enquanto falava coisas sobre a vida, amores, viagem, o medo de avião, sobre Jack.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack olhava a mangueira e fumava cigarros. Seu anjo estava indo embora mais uma vez. Não estava triste. Cass sempre foi passageira, apesar de deixar marcas profundas por cada passagem. Ele sabia dessa condição, assim como ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Sabe que eu te amo, não é Cass? Amo poucas pessoas nesse mundo louco, e você é uma delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Eu sei, não importa a distância nem o tempo, entre nós nada muda nunca.&lt;br /&gt;Jack terminou seu cigarro e continuou conversando com Cass que fazia uma analogia dos dois com o filme “Forrest Gump”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - A diferença, Cass, é que você não é hippie e eu não sou retardado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cass riu, acendeu um cigarro e ficou deitada nos ombros de Jack.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia raiava enquanto o olhar de Jack vagava pela bunda de Cass. Ela estava na janela, fumando AQUELE cigarro. Estava completamente nua e divagava sobre as diferenças dos continentes e sobre como sentiria saudades do Brasil mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Aqui é lindo Jack. Temos sorte de nascer em um país assim e poder conhecer o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack prestava muita atenção na bunda de Cass. Era uma bunda realmente interessante.&lt;br /&gt; - Você tem uma ótima bunda Cass. Meio anos 70. Vou sentir falta de olha para essa bunda enquanto você fuma e fala na janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles beijaram-se sob o portão. Um beijo rápido e um longo abraço. Os olhos de Cass encheram-se de lágrimas. Apesar de toda a sua força, Cass ainda é uma mulher muito sensível. Os dois sorriram e mentalmente desejaram o melhor para o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack fechou o portão e ouviu o carro de Cass ligando e saindo de ré. Ouviu-o indo embora enquanto subia as escadas do seu quarto. Chegou até a ouvir o avião dela partindo para longe, para um talvez nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estava ficando escuro quando Jack acordou. Ele olhou para os lados e contemplou por um tempo a bagunça que havia feito com Cass na noite passada. Tomou coragem e um gole de água e pôs-se de pé para arrumar a coisa toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomou um banho e saiu para comer alguma coisa. Estava com vontade de Bacon. Bacon, alface, tomate e uma pincelada de maionese num pão francês. BLT... Um clássico de Londres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a apreciação do seu sanduíche Jack conheceu um pequeno rapaz da zona leste da cidade, não tinha mais que 12 anos e vendia brincos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Tá escrevendo uma carta pra namorada é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Não... Ela é melhor que uma namorada. – respondeu Jack.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Ah... Já que é assim, manda um brinco pra ela também!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack comprou o brinco, selou a carta juntamente com o presente, pagou um lanche para o garoto e foi continuar a sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Obrigado Cass”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-1750680263184635030?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/1750680263184635030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=1750680263184635030' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/1750680263184635030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/1750680263184635030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/03/last-night-in-town.html' title='The last night in town'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S7CyR1pK5WI/AAAAAAAAAO8/s1fb1AN-Dhc/s72-c/Mulher_Janela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-7153231316103778353</id><published>2010-03-24T11:36:00.002-03:00</published><updated>2010-03-24T11:39:07.136-03:00</updated><title type='text'>Mídias sociais</title><content type='html'>Vou fugir um pouco da dinâmica do Blog e postar uma linha de raciocínio da palestra que eu tenho que dar para o dpto comercial da empresa sobre mídias socias... É um esquema bem "for dummies" o que vocês acham?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes mesmo de nascer a internet, já existia o conceito de mídia social. Mídia social nada mais é do que uma forma quase anárquica de comunicação. A criação de conteúdo é descentralizada e não passa um editorial de grandes grupos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, que influência você tem em uma matéria que você lê na Folha, ou a coluna que você lê do Mainardi na Veja? Qual o seu direito de resposta a ela, ou melhor, qual o grau de importância do seu direito de resposta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É quase nulo, o máximo que você ganha é uma pequena nota na edição seguinte, que na próxima já foi esquecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a entrada da internet, dessa tal de web 2.0, as coisas mudaram de figura drasticamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos agora uma geração de informação e um acúmulo de conteúdo não jornalístico que cresce a cada dia. Temos acesso à informação como nunca tivemos antes e o melhor de tudo isso, temos interação com essa informação e melhor que isso ainda, o cliente tem interação com a nossa informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser geek virou moda. Todos querem um iphone, ou então um Black Berry. Quase todas as pessoas estão envolvidas em, pelo menos, uma rede social seja ela Orkut, Youtube, Flickr, MySpace, Facebook ou Twitter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem aqui não acessa pelo menos uma dessas redes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta importante na verdade é: Quem aqui usa alguma dessas redes para prospecção de novos clientes ou até mesmo a manutenção deles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso que eu venho falar para vocês rapidamente agora. Sugerir a utilização das duas que eu acho as mais importantes e de fácil utilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos começar pelo Facebook. Acho que a grande maioria aqui já tem um Facebook. A primeira coisa para saber se você pode usar isso como ferramenta de negócios e ver se você não é o típico queima filme da internet, com aquelas fotos de frango xadrez na praia, ou você dando vexame na balada do seu amigo dançando em cima da mesa seminu e com o peitoral depilado. Caso você seja assim, faça um favor a si mesmo e tire isso do ar, fará bem para os negócios e para você mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de saber se o seu Facebook tem ou não capacidade para servir de ferramenta, vale pensar outro ponto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu quero esse grau de intimidade com os meus clientes?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, particularmente sou da teoria que a intimidade é um doce para a conquista e manutenção dos clientes. Antes da internet, eram muito comuns os happy hours com clientes para que, entre um drink e outro você pudesse enfiar goela a baixo com um gole de whisky uma nova proposta, afinal de contas, o que se promete bêbado, cumpre-se sóbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que falta muito no mercado hoje em dia é essa humanização e um pouco menos e puxa saquismo. Cliente, antes de ser cliente, é gente. Tem família, cachorro, tem seus dias péssimos, algumas vezes está de ressaca, vai ter dias que ele fez uma grande balada antes da reunião que teria com você, ou então ele vai estar meio triste por que a mulher dele deu-lhe um grande pé na bunda... Coisas de mortais que, acreditem ou não, os clientes também são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então por que não usar isso em nosso favor? Por que não perguntar para eles, quando conhecemo-los se eles têm Facebook? Por que não inserir essa rede social na assinatura do seu e-mail? Você tem medo de perguntar, vergonha, acha muito invasivo? Apenas coloque isso na assinatura do seu e-mail, com certeza algum cliente que tenha Facebook irá acrescentar você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desse primeiro passo ai o crescimento é exponencial. Tudo o que você escreve pode ser visto por esses clientes, como também pelos amigos dos amigos deles. E como todos sabem, a humanidade toda é ligada por 7 graus de separação, ou seja, em sete contatos conseguimos chegar até o Papa. É um networking impessoal, mas que tem muito valor no momento de decisão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o que fazer com o Facebook?  Use-o! Vocês vão para evento ver como está o evento, tire uma foto com o celular e publique no seu Facebook. Uma vez por dia fale alguma coisa que você está fazendo na Wdb, ache algum link interessante sobre o mercado de eventos e compartilhe isso com todo mundo. Não é uma coisa que você precisa fazer a cada 15 minutos, mas vocês podem separar 15 minutos do seu dia para publicar algum comentário pertinente e um link interessante, fora as fotos que esporadicamente entram dos eventos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode demorar um pouco para engrenar e para que vocês tenham um networking social interessante, mas vale o esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra rede social que demanda muito pouco do seu dia, mas tem um impacto muito forte é o twitter. Resumindo, ele é um microblog onde você pode postar 140 caracteres de cada vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais interessante do Twitter é que ele gera uma rotatividade de informação e uma propagação da mesma informação da maneira mais rápida possível. Para vocês terem idéia, quando o MJ morreu o twitter foi a primeira mídia a espalhar a notícia, antes mesmo dos grandes conglomerados de informação. O terremoto do Haiti, a guerra no Afeganistão, a festa que está rolando nesse exato momento, tudo pode ser seguido em tempo real pelo twitter, por pessoas que estão vivenciando o momento e compartilhando isso com os seus seguidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensem isso para o nosso mercado. Eu estava em um evento uma vez, peguei o Iphone de alguém, acessei meu twitter e comecei a twittar sobre os vídeos e as projeções que nós estávamos fazendo. A cada minuto uma informação nova era lançada. Se eu quisesse, poderia ter tirado uma foto e instantaneamente ter subido ela na rede, pelo twinpic. É comunicação e visualização instantânea do que acontece em qualquer lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensem que vocês podem fazer isso com mais um monte de clientes e potenciais clientes vendo e lendo e retuitando aquilo que vocês estão escrevendo. Tem vergonha ou acha muita invasão perguntar se os clientes de vocês têm twitter, ou se a empresa dos clientes de vocês tem twitter, escreva no seu e-mail também, pode ter certeza que muita gente vai seguir. Todos os meios de comunicação já entraram na onda. A CBN, Folha, Estadão, Globo, celebridades em geral também estão, pequenas empresas, a Dell vendeu mais de três milhões de dólares em produtos pelo twitter, a Domino’s pizza mudou o sabor das suas pizzas e teve um crescimento de 30% nas vendas por causa do twitter do Facebook e do seu site.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então está na hora de entrarmos nessa onde de Web 2.0 e fazer dinheiro com ela, ter um contato mais próximo com nossos clientes via essas redes sociais, está na hora de sermos amigos virtuais dos nossos clientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, não adianta apenas vocês fazerem isso e terem um twitter. Tem que atualizar e, sinceramente, qualquer pessoa consegue postar, pelo menos 10 twetts por dia. O que está fazendo agora, o que te empolga, qual o projeto que você quer que feche nesse momento, quem está vindo te visitar. A visita da dona da Wizard, por exemplo,  deveria ter sido tuitada do início ao fim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não adianta vocês de atendimento ter um twitter e um Facebook e a empresa de vocês não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu, a Luciana e o Antonio estamos montando um plano que vai colocar a Wdb nos trilhos desse futuro online. O site não será mais um site, será um portal, onde teremos todos os nossos trabalhos, disponibilizaremos vídeos e portfólios e workshops para download. Teremos uma sessão de Notícias e News, não voltadas apenas às coisas que acontecem aqui dentro, mas a tudo que envolve o mercado de eventos e de tecnologias, gerando assim um acesso não apenas em busca de fornecedor, mas também em busca de informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teremos uma área de colunas, onde uma vez por dia um diretor diferente deixará lá um texto de sua autoria, tratando sobre a sua respectiva área, ou até mesmo uma crônica dos bons momentos desse universo que é o mundo de eventos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teremos liberdade para criar orçamentos online e, mais futuramente, poder transmitir ao vivo nossos eventos para clientes que desejam assisti-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teremos também uma página da wdb no Facebook e um Twitter da wdb. Tudo para gerar meios para que as pessoas conheçam a wdb, sintam-se em casa aqui e tenham em nós não apenas um fornecedor, mas um case de sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, vocês começando agora a entrar nessas redes sociais, a colher contatos, a conhecer pessoas que usem esses serviços, já formarão para nós um grande mailing para, daqui alguns meses, atacarmos o mercado virtualmente, mas com um retorno real.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-7153231316103778353?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/7153231316103778353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=7153231316103778353' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/7153231316103778353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/7153231316103778353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/03/midias-sociais.html' title='Mídias sociais'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-3784253219380014352</id><published>2010-03-22T12:08:00.001-03:00</published><updated>2010-03-22T12:09:45.328-03:00</updated><title type='text'>Espasmos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S6eILmRqehI/AAAAAAAAAO0/LaBWTA_d-U4/s1600-h/espasmos.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 388px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S6eILmRqehI/AAAAAAAAAO0/LaBWTA_d-U4/s400/espasmos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451475606789847570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O corpo de Jack tremia na cama. Uma onda de espasmos involuntários que começavam na cabeça e desciam desordenadamente pelo corpo. Cabeça, braço esquerdo, direito, cintura, pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dado certo momento Jack conseguiu abrir os olhos por alguns segundo, eram três da manhã. O corpo todo se contraiu rigidamente, quase um rigor mortis, Todo ele levantado da cama, apoiado meramente pelas pontas dos pés, cabeça e dedos cravados no colchão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três da manhã. Jack estava de pé ao lado da cama, não conseguia visualizar a sua forma, estava tudo turvo, desfocado. Olhou para cama e lá viu seu próprio corpo, na mesma última posição descrita. Esforçou-se para olhar para seus pés, para a palma de suas mãos. Conseguiu começar a formular uma realidade diferente, Na TV uma imagem frisada também, estava tudo parado, a eternidade de um momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack estava leve e percebera que havia quebrado alguns parâmetros de tempo. Não estava mais limitado a questões físicas, era mais livre, mais leve, era como que um pensamento capaz de voar por entre lugares e mundos e planos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um instante passou por Curitiba, visitou amigos que não o viam na forma como deveria ser visto. Eles ainda não haviam entendido, não sabiam o que acontecia. &lt;br /&gt;Passou por Londres, caminhou pelas ruas que antigamente caminhava, visitou os parques, museus, ruas e grandes avenidas, pegou um ramo de uma árvore. Era tudo estranho, frequentemente ele tinha que esforçar-se para conseguir manter essa realidade, para conseguir visualizar a si mesmo. As formas, as cores, o mundo. Nada era muito real, mas extremamente verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Catzo. O que está acontecendo – pensava Jack. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando ele pensava as palavras formavam-se na sua frente, escorria-lhe pela boca como água aquilo que passava em sua cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack não tinha medo. Amedrontava-se quase que por um instante quando o mundo ao seu redor era varrido e desmoronava como um castelo feito de poeira dando visão para algum outro espaço que Jack não entendia se era passado presente ou futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava de volta a sua casa. O cachorro latia olhando para ele, mesmo sem poder vê-lo.&lt;br /&gt;Mais uma vez tudo se perdeu e Jack foi para a Itália. Viu o lago de Alzo, caminhou por Torino e tomou um sorvete em Milão. Que gosto, que sabor? Que sorvete? O que acontecia nessa eternidade que ele estava vivendo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack tinha morrido? Estava sonhando? Não sabia. Estava leve, feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu estômago parecia estar sendo puxado, como se uma corda estivesse amarrado ao centro do seu corpo, se é que ele podia chamar aquilo de corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os músculos relaxaram. O corpo de Jack estatelou-se na cama mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia sido tudo um grande sonho maluco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda eram três da manhã. Jack levantou-se em busca de um copo de água, suava muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lado da cama uma mesa, um copo de água e um ramo de árvore.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-3784253219380014352?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/3784253219380014352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=3784253219380014352' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/3784253219380014352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/137141341479553660/posts/default/3784253219380014352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/2010/03/espasmos.html' title='Espasmos'/><author><name>Jack</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17023774264674470452</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S6eILmRqehI/AAAAAAAAAO0/LaBWTA_d-U4/s72-c/espasmos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-137141341479553660.post-6072352460759612813</id><published>2010-03-21T15:31:00.002-03:00</published><updated>2010-03-21T15:42:41.768-03:00</updated><title type='text'>Jack &amp; Ann</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S6ZomuG1TgI/AAAAAAAAAOs/gnRShaf6f0E/s1600-h/Curitiba_-_Parque_Barig%C3%BCi_-_Bar.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 326px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_XaB0nxZ7D-U/S6ZomuG1TgI/AAAAAAAAAOs/gnRShaf6f0E/s400/Curitiba_-_Parque_Barig%C3%BCi_-_Bar.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451159413399571970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foi um dia quente seguido de uma noite fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack havia saído tarde do trabalho aquele dia. A manhã toda foi ocupada por uma reunião numa cidade próxima a sua, vídeos interativos, games e aquela baboseira toda de marketing sobre pensar `out of the Box`.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sempre odiou isso. Modismos de marketing. Alguns momentos é o out the Box, outros momentos é o `lúdico` e vai passando por todas essas expressões da moda, enquanto o que eles querem de verdade nem eles sabem, na verdade é o de sempre: um serviço bem feito com calda de amoras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta das 2100 Jack já estava fora da agência. Deu carona para uma das funcionárias, uma moca que Jack estava descobrindo ser bem mais interessante do que ela aparentava, e logo após estava sentado com o resto do pessoal em uma mesa de algum bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava ansioso, olhava no relógio a cada 10 minutos para ver se chegava logo as 0000, hora que ele estipulara ser o momento que ela ligaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela chamava-se Ann.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack e Ann tem uma história que foge um pouco da normalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No período que ela diz ser um ano e Jack jura de pés juntos que é mais, os dois se viram apenas uma vez até aquele dia e além de tudo Ann estava de enrosco com um grande amigo de Jack, talvez o melhor deles. Era uma menina, linda, com seios fartos e muitas sardinhas no rosto. Jack havia apelidado-a  mentalmente de sardenta, mas sempre esquecia de chamar-lhe dessa maneira. Mesmo com todo esse pouco contato e graças a internet, os dois conversavam esporadicamente e sabiam muito da vida um do outro através de blogs. Ann era uma leitora ávida por Jack e Jack via em Ann um futuro muito promissor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existia ali uma ligação inexplicável. Não eram amigos ainda, estavam longe de ser qualquer coisa, mas Ann esteve sempre presente na vida de Jack, mesmo ela não sabendo, e Jack tinha certeza que a inversa também era verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de passado esse tempo todo chegou o dia de hoje. Nas semanas que antecederam esse dias dois haviam estreitado os laços. Estavam conversando quase que diariamente, fazendo planos, tendo idéias juntos, rindo mais do que o normal e tentando se ver a qualquer custo. Foi difícil chegar ate esse momento, mas esse momento estava chegando.&lt;br /&gt;Jack viu seu telefone tocar e levantou-se, sem despedir-se de ninguém correu até o seu carro, deu a partida e em menos de 5 minutos estava na porta de uma casa de espetáculos procurando por ela, animado, ansioso, com a expectativa nas pontas dos dedos correndo pelas veias a espera de um rosto que estava desfocado em sua mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jack!&lt;br /&gt;Era Ann...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava linda, um vestido longo verde azul e branco misturados, manchados, uma sandália rasteira e as sardinhas no rosto. Aquela mulher toda desligou o celular e veio saltitando como uma menina, jogou-se nos braços de Jack e toda sua expectativa foi embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hey Ann. Conseguimos ahn!? Finalmente temos a chance de poder tomar mais algumas cervejas juntos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ainda bem! Saudades de ver você! Está diferente, bem arrumado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aqui eu sou outra pessoa pequena. Trabalho muito, vivo bastante também, mas trabalho muito, quem e esse com você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Meu irmão! Ele vai tomar uma cerveja com a gente hoje também!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack não esperava um irmão. Mas vindo de Ann, nada poderia ser ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três embarcaram no carro e foram em busca de um bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentaram-se, pediram seus respectivos drinks e mais um shot para cada. Muito a se falar, muito para conversar e uma vontade mútua de poder olhar nos olhos enquanto se fazia isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa seguiu por longas horas. O irmão de Ann, Adam, mostrou-se uma peca rara. Uma pessoa para ser amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ann mostrou-se uma mulher. Da menina que Jack havia deixado em outra cidade um ano atrás não sobrou nada, a não a ser a inocência pensada e o sorriso maroto. Era uma mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack estava a vontade. A ligação dele e Ann era real, era diferente era inexplicável. Pela primeira vez na vida Jack não quis achar alguma explicação e resolveu deixar o mundo rodar ao seu ritmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já era dia quando Jack deixou Ann e Adam na porta do Hotel. Um último beijo, um último abraço e um `até a próxima expectativa`.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado passou voando, Jack leu e arrumou a casa, consertou a janela e os portões que estavam com os parafusos meio soltos, saiu, comprou o presente de seu pai que completava 50 anos naquela noite e foi para a festa, tomou vinho, conversou com toda a sua família e dormiu tranqüilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo Jack acordou, arrumou suas coisas e sentou-se em seu bar preferido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pediu um balde de cerveja e ficou lembrando-se de pequenos detalhes da noite de sexta. Um aperto de mão carinhoso, as mãos repousadas nos ombros e um beijo na testa, algumas declarações contidas e muitos sorrisos divertidos, sinceros, de canto de boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack abriu a primeira garrafa, sorriu abertamente e disse em voz alta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Um brinde Ann. Um brinde...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebeu a garrafa toda em um gole pensando como seria se Ann morasse na mesma cidade que ele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/137141341479553660-6072352460759612813?l=pensamentosdenaul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentosdenaul.blogspot.com/feeds/6072352460759612813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=137141341479553660&amp;postID=6072352460759612813' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom
